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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

História da proclamação da República no Brasil: Monarquia, República e República Integralista!



Deodoro da Fonseca à esquerda e Plínio Salgado à direita. República e República Integralista. Imagem: Brasil Escola e Ação dos Blogs Integralistas. Adaptação: CHH.

Histórico da República

O regime monárquico existiu no Brasil entre os anos de 1822 a 1889. Neste período o país teve dois imperadores: D. Pedro I e D. Pedro II.

Com a crise e desgaste da Monarquia, o sistema monárquico não correspondia mais aos anseios da população e às necessidades sociais que estava em processo. Um sistema em que houvesse mais liberdades econômicas, mais democracia e menos autoritarismo era desejado por grande parte da população urbana do país.

A forte interferência de D. Pedro II nas questões religiosas, que provocou atritos com a Igreja Católica, colocou sua delicada posição como Imperador em uma posição desfavorável para os interesses da Igreja no Brasil e a expansão do Cristianismo.

A censura imposta pelo regime monárquico aos militares, levou ao descontentamento dos militares brasileiros. Essa censura imposta pela monarquia aos militares era devido aos rumores de corrupção existentes na corte.

Nesse período da História a classe média e profissionais liberais desejavam mais liberdade política, por isso muitos aderiram ao movimento republicano, que defendia o fim da Monarquia e implantação da República. Que seria uma solução para suas reinvindicações.

No final do século XIX a elite agrária brasileira desejava mais poder político, algo que falta por parte do regime monárquico. Gerando dentro da elite agrária brasileira um corpo de resistência a Monarquia e um forte apelo a República e a ascensão política permitida pelo mesmo.

O movimento republicano foi fortalecido pelo apelo dos membros da elite das cidades do Sudeste brasileiro que investiram no fortalecimento do movimento republicano e na expansão econômica possibilitada pela nova forma de governo.

Em 15 de novembro de 1889, na capital brasileira, então Rio de Janeiro, o Marechal Deodoro da Fonseca liderou um golpe militar que derrubou a Monarquia e instaurou a República Federativa e Presidencialista no Brasil. No mesmo dia foi instaurado o governo provisório em que o Marechal Deodoro da Fonseca assumiu a presidência da República.

República e a atualidade

Em suma, está claro que a história da República não demonstra um avanço democrático em grande escala; e infelizmente uma prova inconteste de que o Brasil continua com instituições muito frágeis e, ao menos no que diz respeito à capacidade de combater a corrupção, em muito pouco têm avançado. Mas, será o culpado a República ou aqueles que fazem dê-la o que querem e corrompem seu verdadeiro objetivo. A República ascendeu como resposta a insatisfação do povo do à monarquia vigente e a falta de resposta para problemas e a expectativa demonstrava ser a República mais plena de meios para solucionar como segue uma pequena lista abaixo:

1-Liberdade plena de culto sem interferência do Estado.

2-Fim de qualquer tipo de censura por parte do Estado em relação as instituições públicas e privadas.

3-Liberdade política de escolha a todos os cidadãos, independente de qualquer coisa.

4-Fortalecimento da indústria e comercio no meio urbano e crescimento dos investimentos na agricultura. Que era algo almejado pelas elites urbana e rural.

Além do fato que a república tem a vantagem de ser igualitária e dar voz ao povo na escolha de alguém do seu grupo para o liderar. E tem um sistema baseado na meritocracia, que é algo que me agrada bastante.

Mas como ainda há um longo caminho a percorrer, até a República Integralista, a República é a melhor escolha.

Agora, o mundo não é perfeito e surge a corrupção e as pessoas agarradas ao poder, que acontece em ambos os sistemas, monárquico Sem me alongar muito deixo a minha visão sobre o assunto: a monarquia é inviável pela desigualdade em que assenta. Só porque uma pessoa nasceu em berço nobre não lhe dá à partida vantagem perante outras pessoas, por princípio.

Mas existe uma forma de República e abrange todos os sucessos da República atual, e soluções para todos os problemas presentes nela. É a República baseada no Estado Integralista de Direito.

A República Integralista

Na República Democrática Integralista, a representação não é baseada através do voto direto, mas sim através do voto indireto. O Presidente é eleito pelas Câmaras Corporativas Nacionais por meio indireto. Não por meio da representação de classes, mas sim através da representação nacional feita por meio das profissões organizadas.

Diversos são os modos de efetuar essa representação, mas ela nunca perde o caráter nacional. A Nação decide através dos grupos econômicos como hoje decide através dos partidos. Cumpre ainda notar que no regime Integralista cada individuo não tem direito a um único voto, qualquer que seja o seu valor pessoal, como acontece atualmente. Pode uma pessoa desenvolver a sua atividade em múltiplos setores da vida nacional, pertencendo assim a varias organizações sindicais. É justo que ela interfira proporcionalmente na vida do Estado, através de todos esses setores (Corporações), fazendo valer os direitos de cada uma das projeções do seu eu. É o individuo integral agindo segundo processos integrais pela consideração desigual dos direitos de homens desiguais.

Seria tolice querer forjar ara o Brasil um sistema político inteiramente original, isolando-o das correntes universais que se empenham na reconstrução integral da estrutura da sociedade; seria o abandono das linhas essenciais da tradição política para uma aventura perigosa e inútil.

Tomando por base a estrutura republicana, o Integralismo mantêm as linhas essenciais desenvolvidas pela política nacional sem correr o risco de retrocesso ou passar pelo perigoso caminho de uma política nova e sem sentido, pois já a muito ultrapassada.

Com a Republica Integralista, um povo consciente e responsável, políticos honrados e competentes, leis e instituições justas e eficazes! Teremos o equilíbrio social perfeito... Nação próspera e feliz... Democracia Plena!

Não existem duas fórmulas. Não existem dois caminhos! Ou investimos nessa “utopia” ou abrimos mão da esperança de, um dia, chegarmos a ser uma nação!

Somente as corporações integralistas dentro de um sistema republicano podem substituir com sucesso os atuais partidos políticos. Só assim poderá haver representação com compromisso e seriedade. Ultrapassando os limites do indivíduo que só é requisitado de quatro em quatro anos, esse cidadão ficará bem mais atento no que concerne a sua representação, pois essa afetará a ele e a sua comunidade de uma maneira bem mais objetiva.

 Acabando, desde já, com a indiferença manifestada no comércio de votos. É de vital importância notarmos que o germe da prática corporativa já existe em quase todos os campos de nossa sociedade, grande parte da Nação nunca deixou de se agrupar dessa forma. É só ver os magistrados, professores universitários, metalúrgicos, militares, bancários, etc.

O que caracteriza a política moderna é a fusão do homem de pensamento e do homem de ação nas personalidades complexas do estadistas; é o exercício de forças criadoras, reunidas no seio fecundo das massas, para a cruzada nacional republicana e integralista. É a cooperação dos indivíduos e dos grupos com Estado, para a realização dos fins éticos que a todos dominam; é, enfim, a tendência permanente á identidade de Estado e do povo.

Organização: Leandro Claudir

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REALE, Miguel. O Estado Moderno: Liberalismo, Fascismo e Integralismo. Rio de Janeiro: Livraria e Editora José Olympio, 1934.















































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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.