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terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Revolução da Família


A Família e os ideais Integralistas. Imagem: Family and Faith. Adaptação CHH. 

A Revolução Francesa proclamou os Direitos do Homem.

A Revolução Russa, oriunda da Revolução Francesa, porem antítese do individualismo, proclamou os Direitos da Classe.

Os movimentos dos modernos nacionalistas na Itália e na Alemanha proclamaram os Direitos da Família.

O individuo, o homem isolado, é uma realidade? Não negamos.

A Classe é uma realidade? Também não o negamos.

O Estado é uma realidade?  Não o negamos também.

Mas, agora, perguntamos aos individualistas liberais; aos coletivistas da extrema e da meia-esquerda; aos estadistas; imperialistas, racistas: - a Família; não e uma realidade?

Então, como sobrepor-lhe o Individuo, ou a Classe, ou o Estado?

O Homem, no individualismo, hipertrofia-se. Parte de Rousseau e termina em Nietzsche.

O Homem no coletivismo anula-se. Parte também de Rousseau e termina em Marx.

O Homem, no estadismo racista ou imperialista, estandardiza-se, uniformiza os seus movimentos nos movimentos de um. Todo que serve a finalidade inumana do Estado.

Mas o Homem, no integralismo, que se inspira nos supremos equilíbrios de Cristo e da sua Igreja, não é nem o gigante, nem o pigmeu, nem o autômato: - é, simplesmente, o Homem.

A Revolução Francesa foi a Revolução do Individuo e, cem anos depois, o Individuo esmagou a sua própria humanidade, porque o coletivismo em que o Homem se dissolveu não passa de uma consequência do próprio individualismo.

O individualismo econômico e político da liberal-democracia e, pelo menos, ingênuo, na sua concepção romântica. Mas os que dentro dele evolveram, no materialismo histórico, com todo o pretensioso cabedal cientificam informador das sistematizações burguesas dos evolucionistas e das conclusões burguesas do marxismo, que blasonam de conhecer todos os segredos da sociedade, como puderam passar, indiferentes ou agressivos, sobre a maior das realidades?

E os que viram no Estado a realidade única não se lembraram de que o homem da caverna, antes de se constituir em tribo, se constituiu em família?

E os racistas, que pretendem desuniversalizar-se na concepção exclusiva dos direitos do sangue, não pararam que no bojo das massas de caracteres antropomórficos uniformes palpita alguma coisa que e comum a todo o gênero humano, e que é a família?

Aqueles que sonharam a felicidade do Homem, acaso pensaram que a circunstancias da vida que não poderão jamais ser alteradas pelas tisanas dos regimes políticos? Que ha dramas de sutil delicadeza e estranho mistério, que escapam a alçada do Estado?

Hoje, pensamos em restaurar o equilíbrio social, criando um Estado que, orientado por Princípios Eternos, vá buscar a sua forca política numa fonte moral. Essa fonte de moralidade do Estado e a Família. Sem Família não ha dignidade do Estado.

O Estado espiritualista e cristão e o que se propõe manter o equilíbrio dos grupos, a fim de assegurar a intangibilidade do Homem. A família e o Grupo-sintese, que oferece ao Estado o sentido dos lineamentos exatos.

Porque ela e, ainda, o "meio de cultura" da dignidade física e espiritual da criatura humana. E a limitação do horizonte para que os olhos dominem os pormenores. E a paisagem que nos da a compreender o panorama social.

Seria louco o pintor que pretendesse detalhar numa tela gigantesca o panorama que se desdobra aos olhos de um aviador, a dois mil metros de altura.

A primeira realidade que se oferece ao Homem, logo que abre os olhos da consciência para o mundo, e a realidade da Família. Como pode passar sobre o Coletivismo?

Os que burocratizaram o ritmo do trabalho; os que socializaram a distribuição dos alimentos; os que nacionalizaram a paternidade e racionalizaram a criação do homem nas creches do Estado, transformando o homem em galináceo e substituindo o lar pelas choradeiras automáticas dos asilos; os que arrancaram do operário o ambiente onde ele tinha a impressão da sua liberdade, subordinando-o ao automatismo aviltante de uma engrenagem social em que ele deixa de ser o "sujeito" para ser simplesmente o "objeto", acaso terão pensado que esse pobre ente humano possui alem de estomago um coração?

E possível socializar os meios de produção; nacionalizar toda a máquina econômica de um povo; distribuir alimentos por meio de cupons, burocratiza ando todos os movimentos humanos. Mas o que nunca se tornara possível será, na hora da morte, ou na hora do sofrimento moral profundo, distribuir rações de afetos, bondade por cupons, conforto sentimental em pacotinhos, como se as coisas do espírito pertencessem ao Estado.

Porque os afetos delicados e as condições profundas o Homem só encontra na Família.

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SALGADO, Plínio. Madrugada do Espirito. Sao Paulo: Editora das Américas, 1957.



































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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.