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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Integralismo e a Profissão


Operador de Máquina em uma Metalúrgia. Imagem: Nada Simples.

O Trabalho, sob suas variadas modalidades é o construtor do Estado Integral. Para o Integralismo o Trabalho é uma das bases do Estado e do Governo. Entendemos que os trabalhadores de todas as classes profissionais devem organizar-se em associações.

A associação de trabalhadores deve ter caráter exclusivamente econômico ou econômico-político?

A primeira das hipóteses representa a concepção que possuem do problema, com absoluta identidade, o liberalismo-individualista e o corporativismo fascista. A única diferença entre o primeiro e o segundo está na pluralidade sindical consagrada pelo primeiro em contraposição à unidade adotada pelo segundo. A segunda das hipóteses representa a concepção que têm do problema o totalitarismo comunista e certos tipos de social-democracia (estes tentaram a experiência de fazer coexistir na mesma casa do parlamento a representação política e a representação classista); mas,  enquanto a social democracia, consagrando o multipartidarismo, também consagra o pluri-sindicalismo, o totalitarismo comunista que, como o fascismo, apoia-se no unipartidarismo, submete vontade de todos os trabalhadores aos caprichos do partido único.

Os trabalhadores devem ter representação política, segundo cada uma de suas categorias ou devem ter apenas representação econômica segundo cada uma de suas categorias?

O Integralismo é pela organização corporativa econômica e política, que exprime a democracia-orgânica por ele preconizada.

A Revolução Francesa destruiu as corporações. Como sucedâneo destas surgiram os partidos políticos. Mas os partidos políticos tomaram por base, apenas, um dos aspectos do Homem: o Homem-cívico. Não representam, de fato, os interesses das diferentes classes sociais. A industrialização subsequente suscitou novos problemas de caráter econômico-social, estranhos às preocupações dos partidos. Sentindo os trabalhadores que os partidos políticos não se preocupam com os seus problemas, foram-se organizando em uniões, federações e confederações. Essas associações verificaram que os problemas econômico-sociais relacionavam-se intimamente com os problemas políticos. Como consequência os sindicatos de trabalhadores, ainda que organizados muitas vezes com fins econômicos, adquiriram tom políticos, vão inscrevendo nos seus programas reivindicações de caráter econômico-social.

A evidência da necessidade de criação de corporações que tenham caráter econômico e político, como preconiza o Integralismo, isto é, com prolongamento na Câmara Política, esta sendo independente.

O Trabalho humano não deve ser visto como uma mercadoria sujeita à lei da oferta e da procura; não é, também, como concebem os socialistas e comunistas, um complemento da matéria-prima na formação da mercadoria. Ambas as concepções são materialistas. O Integralismo considera o Trabalho humano uma coisa sagrada, porque participa da sacralidade do Homem, de sua liberdade, de seu poder criador, de seu sacrifício no cumprimento do seu dever.

A necessidade de ser o trabalho remunerado, de sorte que essa remuneração supra as necessidades do trabalhador e da sua família. E entende mesmo que o ganho de quem trabalha deve ser de tal forma, que lhe sobre alguma coisa a fim de que, se o pai de família for previdente possa juntar algo de seu com que adquirir uma propriedade ou “bem de família”, base física de autonomia e estabilidade do lar doméstico.

Por isso o Integralismo pugna pelo salário familiar e pela real participação dos empregados no lucro das empresas.

O Integralismo tem por objetivo harmonizar o Capital e o Trabalho, sob os critérios da justiça e atento aos interesses da Nação, é o objetivo do Integralismo. Para impedir que o Capital se torne instrumento de espoliação do Trabalho e que o Trabalho se faça instrumento da desorganização e empobrecimento do País, com agravamento do custo de vida e desvalorização monetária, o Integralismo propugna por leis adequadas que tragam a paz, assegurem a justiça e a ordem, de que decorre o bem-estar de todos.

É uma necessidade imperiosa a participação real dos empregados no lucro das empresas será um dos fatores a solucionar o problema das lutas de classe é uma necessidade imperiosa, mas que tem de ser encarada sob diversos aspectos:

 da manutenção da empresa;

O da capacidade e diligência do empregado a fim de que não se equipare o homem    trabalhador, competente, honesto, ao vadio, incompetente e desonesto, o que seria grave injustiça;

 O das necessidades familiares do empregado e as suas próprias;

     E, finalmente, o interesse nacional do enriquecimento do País pela elevação dos índices da produção em condições econômicas adequadas.

Para alcançar esses objetivos urge uma legislação de bom senso e clarividência, pela qual o Integralismo luta há longos anos. Acreditamos, entretanto, que todas as dificuldades surgidas à execução da ideia já consagrada na Constituição da República, provêm da falta de uma Câmara Econômica, pela qual o Integralismo se bate e que com a participação de todas as categorias de empregadores e empregados, encontraria a fórmula conciliatória. Isso mais reforça o argumento favorável à Democracia Orgânica proposta pelo Integralismo.

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Você quer saber mais? 

LOUREIRO, Maria Amelia Salgado (Org). O Integralismo: síntese do pensamento político doutrinário de Plínio Salgado. São Paulo: Editora Voz do Oeste, 1981.

SALGADO, Plínio. Palavra Nova dos Tempos Novos. São Paulo: Editora das Américas, 1957.

 SALGADO, Plínio. Psicologia da Revolução. São Paulo: Editora das Américas, 1957.

 SALGADO, Plínio. Madrugada do Espírito. São Paulo: Editora das Américas, 1957.














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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.