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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Halloween: a brincadeira mortal.


Segundo especialistas, muitos bruxos, satanistas e adoradores do diabo se preparam durante todo o ano, e esperam ansiosos por esta festa. Imagem: Revista Plenitude, outubro de 2005, p.35.

Abóboras esculpidas em forma de caras, gatos pretos, monstros, vampiros, fantasmas e duendes, entre outras figuras que representam os poderes do mal. Tudo isso que, aparentemente, é muito divertido e que costuma ser rotulado de brincadeira de criança, traz oculta, e muito bem maquiada, uma das mais perigosas estratégias do ocultismo no sacrifício de seres humanos, em particular, sacrifícios de crianças.

A festa de Halloween foi chegando de mansinho e marcando território em boa parte do Brasil. Isso aconteceu devido à globalização e à proliferação dos cursos de inglês, que incluem a festa no conteúdo de ensino da cultura estadunidense.

Segundo especialistas, muitos bruxos, satanistas e adoradores do diabo se preparam durante todo o ano, e esperam ansiosos por essa festa. A data é considerada por eles como a do aniversário de satanás, sendo assim, o dia ideal para a prática de sacrifícios humanos e pactos satânicos. Com promessas de que vão conseguir mais poder, mais força e autoridade, os satanistas começam a sacrificar pessoas 15 dias antes da data de 31 de outubro e 15 dias após.

A data certa

Foram os celtas que escolheram a data de 31 de outubro como véspera do ano novo e também para celebração de todo esse ritual maligno envolvendo mortos, nessa data, os celtas se reuniam em volta de uma fogueira na comunidade e ofereciam seus animais domésticos, suas colheitas e, às vezes, a si mesmos em sacrifício. Era comum o uso de disfarces feitos de cabeça e pele de animais e a predição do futuro uns dos outros. Eles acreditavam que os gatos eram pessoas castigadas por alguma má ação. No dia 31 de outubro, para se livrarem da possessão diabólica, tinham que dar comida ou oferecer algo aos demônios, além de lhes oferecer hospedagem noturna. Os espíritos só deixavam a casa ficar em paz se ficassem satisfeitos com o que recebiam; caso contrário, faziam um “trick” (truque ou maldade), isso quando não rogavam maldições de destruição sobre as famílias.

A ordem sacerdotal

De acordo com historiadores romanos e gregos, existia uma ordem sacerdotal  antiga  entre os Celtas na  Bretanha (França), Gália (região entre Portugal e França) e Ilhas Britânicas (Grã-Bretanha) chamados de “druidas”, que eram pagãos da religião celta. Textos que datam dos século II a.C ao IV d.C. relatam que esses sacerdotes eram violentos, pessoas muito temidas pelo poder que possuíam, além de terem sede de sangue. Resolviam todas as disputas com uma decisão definitiva, chegando a castigar pessoas com a morte. Além disso, seus altares destilavam o sangue de vítimas humanas. Era comum oferecer homens, mulheres e crianças em holocausto, queimando os corpos vivos em grandes torres de vime. Normalmente, os celtas usavam os bosques para caça, pesca e alimentação, mas também os utilizavam para as cerimônias ocultistas.

A aparente e inofensiva abóbora iluminada é um símbolo antigo de uma alma maldita e condenada. A abóbora recebe o nome de “Jack-o-lantern”Imagem: Revista Plenitude, outubro de 2005, p.35.

Há evidências, ainda de que usavam as gigantescas pedras talhadas para decidir qual era o melhor dia para acalmar o deus ou deuses de suas práticas misteriosas. Afirmavam que Samhain (Senhor dos mortos) convocava os maus espíritos daqueles que haviam morrido durante a realização dos ritos demoníacos.

O 31 de outubro

No calendário celta, existem quatro dias separados para o descanso das bruxas, sendo 31 de outubro o dia principal. A escolha, no entanto, não foi feita aleatoriamente. Os quatro dias de “meio trimestre” são: 2 de fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, quando se adorava a deusa pagã Brigite. O segundo era em maio e se chamava Beltane, sendo celebrado entre os bruxos. O terceiro acontecia em agosto, durante o qual davam honras ao deus sol, chamado Lugh. Essas três datas marcavam a passagem das estações. O último, chamado Samhain, marcava a entrada do inverno. Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain entrava nos lugares com os espíritos dos mortos. De acordo com os druidas, os maus espíritos precisavam ser agradados; caso contrário, os vivos é que pagariam.

A maldição

Os imperadores romanos observaram a necessidade de manter um império unificado, aonde o maior número de pessoas professassem somente uma religião. Daí se criou uma lei para obrigar os pagãos a se unirem à igreja cristã. Com eles, a igreja também adotou as práticas e celebrações pagãs, com o Halloween; somente assim seria possível ter os pagãos nas reuniões e cultos. Era permitida, inclusive, a prática de algumas tradições e costumes, sendo, sendo liberadas algumas festas, entre elas a do Halloween ou o dia das bruxas.

No ano de 835 d.C, porém, o papa Gregório III deu consentimento para que fosse acordado nessa data o ritual do dia de Samhain, na tentativa de pacificar a situação nas cidades pagãs que tinham acabado de ser conquistadas no noroeste da Europa. O panteão de Roma (templo edificado para adoração de uma multiplicidade de deuses) foi transformado em igreja . A partir daí, os cristãos passaram a comemorar ali o dia dos santos falecidos, um dia depois do dia de Samhain, celebrado pelos pagãos.

Em entrevista ao jornal O tempo, de Belo Horizonte, a bruxa paulista Rosa Maria Biancardi declarou que os celtas, há mais de dois mil anos, festejavam o dia dos mortos na data de 31 de outubro, celebrando a travessia e a troca de energia com antepassados.

A abóbora

A aparente e inofensiva abóbora iluminada é um símbolo antigo de uma alma maldita e condenada. A abóbora recebe o nome de “Jack-o-lantern”. A história se arrasta há séculos: “tudo começou por causa de um homem chamado Jack, que não podia entrar nem no céu nem no inferno por ter sido condenado a vagar pelas trevas com sua lanterna até o Dia do Juízo.“ Por essa razão, as pessoas, com medo dele e dos fantasmas, arrumavam as calçadas e colocavam velas acessas dentro das abóboras para espantar os espíritos maus.

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Você quer saber mais? 

SHLISHIA, Nilbe. Revista Plenitude: Halloween: brincadeira mortal, Rio de Janeiro, pp. 35-38, outubro, 2005.






















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