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domingo, 30 de setembro de 2012

Destruição e Construção



Banner anti-comunista. Imagem: Facebook.

O gênio político dos períodos das revoluções terá de considerar todos os fatores que operam simultaneamente na fase aguda das reformas sociais.

A tendência dos períodos críticos dos povos é para a desagregação da opinião, porque todas as forças subconscientes vêm à tona, lutando pela própria predominância.

Nos dias de incubação, em que se elaboram surdamente as ideias revolucionárias, cada fator positivos do seu próprio espírito. Há como que um acordo geral, no tocante a destruir o Passado, a substituir uma ordem velha por uma ordem novamente à destruição não é a mesma no relativo à construção.

Derrubada uma situação anterior, estabelece-se a luta entre os próprios aliados. Vencerá o que tiver maior poder de interpretação das forças preponderantes e ao mesmo tempo a maior força de sedução renovadora.

A Ideia Revolucionária tem de lutar contra o Presente e contra o Passado.

Períodos de reconstrução, costumam chamar a fases como essa em que enveredou a Revolução Italiana e em que agitou a Revolução Russa, após a marcha sobre Roma e o golpe de Lenine. A Revolução assume, então, um aspecto, por assim dizer, oposto ao seu aspecto inicial de destruição.

A Revolução torna-se como a antítese de si mesma.

É o instante em que se manifestam os núcleos de pensamento, de desejos, de mentalidades que convivem, sem atritos, nas épocas normais, e assumem posição de batalha nos momentos seguintes à derrubada de uma ordem velha. É também o momento em que de cada ciclo percorrido surgem as fisionomias expressivas, ansiosas por exercer preponderância nos lineamentos da ordem nova.

A História inteira desfila como uma procissão de fantasmas.

Por isso, escreve Oliveira Martins:


“Cada civilização é um sistema ou série; e da mesma forma que sucede com os organismos naturais, cada sistema, contém, num grau mais ou menos rudimentar, todos os momentos de todas as séries: uma gota de orvalho é a miniatura do mundo”.

 E acrescenta;

“O encontro da ação individual com as instituições de um país dando de si o que se chama uma revolução, jamais produz o desenvolvimento puro desse pensamento individual, nem dessas instituições sobre que atua, quer vença a primeira, quer as segundas, no conflito que transitoriamente se levanta”.

É a conciliação entre o determinismo da história e o arbítrio individual, da qual tiram os efeitos necessários o Gênio Político, o Homem de Ação.
Toda Revolução se dissolve na anarquia, na ruína total, se não encontra o 18 Brumário.
O 18 Brumário não é um golpe de morte sobre a Revolução: é a própria Revolução que encontrou o seu centro de equilíbrio.

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Você quer saber mais? 
 SALGADO, Plínio. Psicologia da Revolução. São Paulo: Editora das Américas, 1957.






















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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.