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domingo, 19 de agosto de 2012

Teorias sobre estilo de lideranças.

Autocracia? Democracia? Imagem: The Wave Home.
 
São teorias que estudam a liderança em termos de estilos de comportamento do líder em relação aos seus subordinados. Enquanto a abordagem dos traços se refere àquilo que o líder é, a abordagem dos estilos de liderança se refere àquilo que o líder faz, isto é, o seu comportamento para liderar.
A teoria mais conhecida refere-se a três estilos de liderança: autocrático, liberal e democrático.
White e Lippitt fizeram uma pesquisa para analisar o impacto provocado por três diferentes estilos de liderança em meninos orientados para a execução de tarefas. Os meninos foram divididos em quatro grupos, e a cada seis semanas a direção de cada grupo era desenvolvida por líderes que utilizavam três estilos diferentes: a liderança autocrática, a liberal (laissez-faire) e a liderança democrática.
Liderança autocrática: O líder centraliza as decisões e impõe ordens ao grupo. O comportamento dos grupos mostrou forte tensão, frustração e agressividade, de um lado, e, de outro, nenhuma espontaneidade, iniciativa ou formação de grupos da amizade. Embora gostassem das tarefas, não demonstraram satisfação com relação à situação. O trabalho somente se desenvolvia com a presença física do líder. Quando este se ausentava, as atividades paravam e os grupos expandiam seus sentimentos reprimidos, chegando a explosões de indisciplina e agressividade. 
Liderança liberal: O líder delega totalmente as decisões ao grupo e deixa-o completamente à vontade e sem controle algum. Embora a atividade do grupo fosse intensa, a produção foi medíocre. As tarefas se desenvolviam ao acaso , com muita oscilações, perdendo-se tempo com discussões por motivos pessoais e não relacionados ao trabalho. Notou-se forte individualismo agressivo e pouco respeito ao líder.
Liderança democrática: O líder conduz e orienta o grupo e incentiva a participação democrática das pessoas. Houve formação de grupos de amizade e relacionamento cordiais entre os membros. Líder e subordinados desenvolveram comunicação espontâneas, francas e cordiais. O trabalho mostrou um ritmo suave e seguro, sem alterações, mesmo quando o líder se ausentava.Houve um nítido sentido de responsabilidade e comprometimento pessoal além de uma impressionante integração grupal dentro de um clima de satisfação.

Os grupos submetidos à liderança autocrática apresentaram maior quantidade de trabalho produzido. Sob a liderança liberal não se saíram bem quanto à quantidade e a qualidade. Com a liderança democrática, os grupos apresentaram um nível quantitativo de produção equivalente à liderança autocrática, com uma qualidade de trabalho surpreendentemente superior.
Na prática, o líder utiliza os três estilos de liderança de acordo
com a situação, as pessoas ea tarefa a executar. O líder tanto manda cumprir ordens como consulta os subordinados antes de tomar  uma decisão e sugere como realizar certas tarefas: ele utiliza a liderança autocrática, democrática e liberal. O desafio da liderança é saber quando aplicar qual estilo, com quem e em que circunstâncias.

AUTOCRÁTICA

O líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo.

O líder determina as providências para a execução das tarefas, cada uma por vez, na medida em que se tornam necessárias, e de modo imprevisível para o grupo.

O líder determina a tarefa que cada um deve executar e o seu companheiro de trabalho.

O líder é dominador e é “pessoal” nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.

 DEMOCRÁTICA
  
As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulando e assistido pelo líder.

O grupo esboça as providências para atingir o alvo e pede aconselhamento do líder, que sugere alternativas para o gupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com os debates.

A divisão de tarefas fica a critério do grupo e cada membro tem a liberdade de escolherem seus companheiros de trabalho.

O líder procura ser um membro normal do grupo, em espírito. O líder é “objetivo” e limita-se aos “fatos” nas críticas e nos elogios.

LIBERAL (LAISSEZ – FAIRE)

Há liberdade total para as decisões grupais ou individuais, e mínima participação do líder.

A participação do líder é limitada apresentando apenas materiais variados ao grupo, esclarecendo que poderia fornecer informações se elas fossem solicitadas.

A divisão das tarefas e escolha dos colegas fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder.

O líder não avalia o grupo nem controla os acontecimentos. Apenas comenta as atividades quando perguntado.        
Teorias situacionais da liderança.
Enquanto as teorias sobre traços de personalidade são simplistas e limitadas, as teorias sobre estilos de liderança consideram apenas certas variáveis da situação. As teorias situacionais explicam a liderança dentro de um contexto mais amplo e partem do princípio de que não existe um único estilo de liderança válido para toda e qualquer situação. A recíproca  é verdadeira: cada situação requer um tipo de liderança para alcançar eficácia dos subordinados. As teorias situacionais são mais atrativas ao administrador, pois aumentam as opções e possibilidades de mudar a situação para adequá-lo à situação. A identificação de um líder depende da posição estratégica que ele ocupa dentro da cadeia de comunicações e não apenas de suas características de personalidade. A abordagem situacional de liderança passou a ganhar predominância na teoria administrativa.

Tannenbaum e Schimidt expõem uma abordagem situacional de liderança, com uma gama de padrões de comportamento de liderança que o administrador escolhe para as suas relações com os subordinados. Cada tipo de comportamento está relacionado ao grau de autoridade utilizado pelo líder e ao grau de liberdade disponível para os subordinados, dentro de um continuum de padrões.
Para escolher o padrão de liderança a adotar, o líder deve avaliar três forças que agem simultaneamente. 

Da abordagem situacional, podem – se inferir as seguintes proposições:
*Quando as tarefas são rotineiras e repetitivas, a liderança é limitada e sujeita a controles pelo chefe.
*Um líder pode assumir diferentes padrões de liderança para cada um de seus subordinados.
*Para um mesmo subordinado, o líder pode assumir vários padrões de liderança conforme a situação envolvida. Quando o subordinado apresenta eficiência, o líder pode dar-lhe liberdade nas decisões , mas, se o subordinado apresenta erros imperdoáveis, o líder pode impor-lhe maior autoridade pessoal e menor liberdade de trabalho.  
 
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Você quer saber mais?

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas.Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
 
 ALMEIDA, José Ronaldo Mendes de; ALMEIDA, Ronaldo Meneghini Mendes               de. Novos Rumos em Comunicação Interpessoal,  São Paulo: Nobel, 2000.

 FARIA, A. nogueira de; SUASSUNA, Ney Robinson. A Comunicação na  Administração, Rio de Janeiro: LTC, 1982.

 http:///www.administradores.com.br

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Plínio Salgado.