-

-

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Julgamento da História. Francisco Franco, herói ou vilão?


General Francisco Franco em 1967. Foto: Beretty-Rapho.

Francisco Paulino Hermenegildo Teódulo Franco y Bahamonde, general e estadista espanhol (El Ferrol 1892- Madri 1975). Comandando a Legião Estrangeira no Marrocos (1923 – 1927), tornou-se, em 1926, o mais jovem general da Espanha. Galgou o generalato aos 32 anos de idade pela sua capacidade revelada em Abd-el-Crim, no Marrocos. Exerceu o cargo de diretor da Acadêmia Militar de Saragoça na sequência 1928-1931. Extinta posteriormente pelo governo republicano, exilou-se nas Ilhas Baleares. Chefe do Estado-Maior do Exército (1933), participou da repressão à greve dos mineiros das Astúrias (1934). 

Afastado pela Frente Popular, que o enviou para as Canárias como comnadante-geral das tropas (1936), participou do levante nacionalista de julho de 1936, sendo, posteriormente nomeado generalíssimo e chefe do governo (29-30 de setembro de 1936) pela junta de Burgos. Proclamado caudillo, depois chefe de Estado do governo e do Exército (30 de janeiro de 1938), instaurou, ao final da guerra, um regime autoritário, teoricamente inspirado nos princípios da Falange, partido único.

Francisco Franco em 1938. Foto: Enciclopédia Larousse Cultural.

Assumiu a chefia do Estado-Maior do exército espanhol em 1935, quando da guerra civil entre esquerdistas, direitistas e monarquistas. A luta foi sangrenta e fratricida. Como falecimento de Sanjurjo, em desastre aéreo, assumiu a chefia geral das tropas fiéis aos direitistas. Recebeu ajuda dos alemães e italianos num combate aos adeptos de Moscou. Durante a II Guerra Mundial enviou a Divisão Azul para a frente russa, em socorro dos alemães, cessado aí sua ajuda. A Divisão Azul era formada por voluntários espanhóis. Em 1945 a Carta de Direitos contornou a sua difícil situação em relação a outros países aliados contra o nazi-fascismo. 

Governando com o apoio da Igreja e do Exército, criou cortes (1942) cujos membros eram eleitos pelas corporações ou nomeados pelo governo. Em 1947, Francisco Franco com suas convicções monárquicas fez com que fosse votada uma “lei de sucessão”, que estipulava que a Espanha voltava a ser uma monarquia e Franco seu protetor-regente. 

 Franco com as tropas Nacionalistas Espanhola em 1938. Imagem: Enciclopédia Barsa.

Em 1969, escolheu D. Juan Carlos de Bourbon como

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

São Bento de Nursia. “Ora et Labora”.


 
São Bento de Nursia. Imagem: Museu São Marcos

São Bento de Nursia, abade, viveu entre os anos 480 e 547d.C. É considerado o Patrono da Europa e Patriarca do monaquismo ocidental. Teve por lema “Ora et Labora” (Orai e Trabalhai), representado simbolicamente pelo arado e pela Cruz. 

Monge e teólogo italiano nascido em Núrsia, na Itália central, perto de Spoleto, Itália, fundador da Ordem Beneditina (531) e considerado o patriarca do monasticismo, cujos ensinamentos foram básicos para a fundação das ordens monásticas ocidentais no início da Idade Média. Descendente de uma família aristocrática, foi enviado a Roma para fazer estudos clássicos, mas onde formou o pensamento de que só se escapa do demônio com a reclusão e exercícios religiosos e se tornou eremita. 

Seguiu para Enfide, uma pequena comunidade de estudantes a cerca de 50 km de Roma, passando a morar em uma gruta, perto de Subíaco, nos montes Abruzzi, hoje chamada Dsacro Speco. Com o tempo sua aura de santidade começou a atrair outros seguidores e discípulos que queriam estudar com ele. Convidado pelos monges de Vicóvaro aceitou ser seu Abade, porém impôs regras severas. Um monge chamado Florentius tentou minar o trabalho e o acusou de subversão.

Depois de sofrer um atentado contra a sua vida, fugiu da região de Subíaco para construir um mosteiro em Monte Cassino (529-531), onde redigiu suas célebres normas hoje conhecidas como As Regras de São Benedito, que seria o guia de todas as comunidades monásticas posteriores. No mosteiro ele reuniu vários discípulos, congregando-os em 12 prédios com 12 membros cada um, com ele próprio como superior geral, fundando, assim, a ordem dos beneditinos, e que se transformou em um centro para aprendizado e espiritualidade. 

 São Bento de Nursia como Abade. Imagem: Subiaco (Itália), Gustavo H.

Morreu em 21 de março (547), quando orava no altar. Seu corpo, bem como o da Santa Escolástica, parecem que foram desenterrados durante o assalto a Monte Cassino na Segunda Guerra Mundial. Mas tem uma tradição que diz que foram trasladados para Fleury na França (703). O Papa São Gregório Magno (590-604) escreveu a sua vida e foi proclamado padroeiro da Europa (1964) pelo Papa Paulo VI (1963-1978) e é comemorado no dia 11 de Julho. 

Seu mosteiro de Monte Cassino tornou-se símbolo histórico de resistência, pois foi destruído e reconstruído várias vezes por terremotos e guerras, sendo sua última reconstrução ocorrida após um bombardeio durante a segunda guerra mundial.

Em todo o segundo livro dos Diálogos, Gregório nos ilustra como a vida de São Bento estava imersa em uma atmosfera de oração, principal fundamento de sua existência. Sem a oração não há experiência de Deus.
 
Mas a espiritualidade de Bento não era uma interioridade fora da realidade. Na inquietude e na confusão de seu tempo, ele vivia sob o olhar de Deus e justamente assim não perde mais de vista os deveres da vida cotidiana e o homem com suas necessidades concretas. Vendo Deus, entende a realidade do homem e sua missão. Na sua Regra, ele qualifica a vida monástica como “uma escola do serviço do Senhor” e pede a seus monges que “à Obra de Deus não se anteponha nada” .

Sublinha, porém, que a oração é em primeiro lugar um ato de escuta, que deve pois traduzir-se em ação concreta. “O Senhor espera que nós respondamos todo dia, com fatos, a seus santos ensinamentos”, ele afirma. Assim, a vida do monge se torna uma simbiose fecunda entre ação e contemplação, “a fim de que em tudo Deus seja glorificado”.
 
Em contraste com uma auto-realização fácil e egocêntrica, hoje mesmo exaltada, o primeiro e irrenunciável empenho do discípulo de São Bento é a sincera busca de Deus, sobre o caminho traçado por Cristo humilde e obediente, ao amor do qual ele não deve antepor qualquer coisa e justamente assim, no serviço ao outro, torna-se homem do serviço e da paz.
 
No exercício da obediência transformada em ato com uma fé animada pelo amor, o monge conquista a humildade. Deste modo, o homem se torna sempre mais conforme a Cristo e alcança a verdadeira autorealização como criatura à imagem e semelhança de Deus. 

À obediência do discípulo deve corresponder a sabedoria do Abade, que no mosteiro. Sua figura, delineada como um perfil de espiritual beleza e de exigente empenho, pode ser considerada como um autoretrato de Bento, pois – como escreve Gregório Magno – “o Santo não pode de modo algum ensinar diversamente de como viveu”. 

 São Bento de Nursia. Imagem: Abadia Farfa (Itália), Daniel D.

O Abade deve ser ao mesmo tempo um tenro pai e também um severo mestre, um verdadeiro educador. Inflexível contra os vícios, é, porém, chamado sobretudo a imitar a ternura do Bom Pastor, a “ajudar muito mais que dominar”, a “acentuar mais com os fatos que com as palavras tudo o que é bom e santo” e a “ilustrar os divinos mandamentos com seu exemplo”.
 
Para estar em grau de decidir responsavelmente, o Abade também deve ser alguém que escuta “o conselho dos irmãos”, porque “mesmo Deus revela ao mais

Julius Evola e o “Tradicionalismo Integral”


Imagem: Encontro Nacional Evoliano.

Por Victor Emanuel Vilela Barbuy

“Existem alguns homens que se encontram, por assim dizer, de pé entre as ruínas e em meio à dissolução”, mas que, de maneira mais ou menos consciente, pertencem a outro Mundo[1], ao Mundo da Tradição, que não é senão o Mundo regido por princípios que transcendem os elementos puramente humanos. Dentre estes Homens singulares, podemos destacar um, filho legítimo da Roma dos Césares e depositário dos princípios de sua Sagrada Tradição, em especial os de Imperiume de Auctoritas. Este Homem não é senão o Barão Giulio Cesare Andrea Evola, mais conhecido como Julius Evola.

Mestre do denominado Tradicionalismo Integral e principal pensador esotérico antimoderno de todos os tempos ao lado de René Guénon, de quem, aliás, se considerava discípulo e cuja obra A crise do Mundo Moderno traduziu para o idioma italiano e prefaciou[2], Evola é sem sombra de dúvida o autor mais influente entre os adeptos da chamada Nova Direitaeuropeia.
No Brasil, entretanto, permanece praticamente desconhecido o autor de Revolta contra o Mundo Moderno, mesmo nos círculos de resistência contra o Império de Calibã, isto é, contra a Idade das Trevas em que está mergulhado o Mundo em geral e o Ocidente em particular. Neste País só foi até hoje publicado, com efeito, um livro de Evola: O mistério do Graal[3]. As demais obras deste heróico Homem contra o Tempo[4] são conhecidas, entre nós, por pouquíssimos privilegiados e por meio sobretudo das edições portuguesas e, mais recentemente, da rede mundial de computadores, onde há páginas em português do nível dos blogues Cadernos evolianos[5] e Grupo de Ur[6], sem mencionar o Boletim Evoliano[7].

Isto posto, cumpre ressaltar que muitos vêm conhecendo o pensamento evoliano por meio de traduções de obras em que há páginas a respeito do grande doutrinador antimoderno, tais como Sol Negro, de Nicholas Goodrick-Clarke[8], e Elogio da Tradição, de Marcello Veneziani[9]. No primeiro de tais livros, em particular, há um interessante e consideravelmente honesto capítulo dedicado a Evola, bem como igualmente interessantes e consideravelmente honestos capítulos dedicados a Savitri Devi, Miguel Serrano e outros pensadores que vêm exercendo influência sobre os círculos do vulgarmente denominado nazismo esotérico.

Faz-se mister sublinhar, ademais, que o autor de Os homens e as ruínas exerceu considerável influência sobre dois dos maiores filósofos brasileiros: Vicente Ferreira da Silva e Heraldo Barbuy, o primeiro pagão como Evola e o segundo um fervoroso católico que soube como nenhum outro aproveitar o que há de válido à luz da Tradição Católica no pensamento do metafísico e doutrinador tradicionalista italiano. Isto sem mencionar a influência que o pensador gibelino exerceu sobre o jornalista e ensaísta Olavo de Carvalho, que em seu livro O jardim das aflições reconhece em Evola o maior escritor esotérico do século XX ao lado de Guénon[10] e que, em sua página pessoal na rede mundial de computadores menciona A Tradição Hermética, uma das obras-primas do autor de A doutrina do despertar, como um dos principais livros que formaram sua visão de mundo[11].

Não é, porém, para tratar da penetração das ideias evolianas no Brasil que redigimos estas linhas, mesmo porque a respeito de tal tema há um excelente artigo da autoria do ilustre professor e pensador tradicionalista gaúcho César Ranquetat Junior[12]. Redigimos estas linhas, sim, para cuidar, ainda que breve e resumidamente, de Julius Evola e de seu revolucionário pensamento.

Havendo qualificado como revolucionário o pensamento de Evola, julgamos necessário destacar que pelo termoRevolução compreendemos a revolta contra um estado de coisas que traz a ideia de retorno, correspondendo à tradicional concepção astronômica da palavra, segundo a qual esta significa o retorno de um astro ao ponto de partida e o seu moto ordenado em torno de um centro. Este é o sentido que o próprio Evola considera o mais apropriado para tal palavra[13] e é, também, o sentido que preferimos, seguindo o exemplo de João Ameal[14], ilustre pensador tradicionalista e historiador português, e de Plínio Salgado[15], máximo expoente do pensamento tradicionalista no Brasil ao lado de José Pedro Galvão de Sousa, na abalizada opinião de Francisco Elías de Tejada y Spínola[16], mais importante pensador tradicionalista espanhol do século XX, que, diga-se de passagem, é autor de um fundamental estudo sobre Evola a partir dos ideais do Tradicionalismo Católico Hispânico[17].

Nascido Giulio Cesare Andrea Evola em Roma no ano de 1898 no seio de uma família siciliana de nobres origens, o futuro autor de Cavalgar o tigre recebeu uma rigorosa educação católica, contra a qual logo se revoltou. Mais tarde, após uma longa fase em que o ódio que nutria contra o Catolicismo só não era maior do que contra o judaísmo, o protestantismo e aquilo a que considerava o “cristianismo das origens”, Evola finalmente reconheceria o caráter tradicional do Catolicismo autêntico.

Ainda bastante jovem, logo depois da fase dos romances de aventuras, Evola – como relata em O caminho do cinábrio, sua autobiografia espiritual – planejou compilar, juntamente com um amigo, uma história da Filosofia. Nesta época era ele atraído por autores como Oscar Wilde e Gabriele D’Annunzio. E é neste tempo, ainda, que, durante as longas horas que passava na biblioteca, tomou contato com a obra de pensadores como Friedrich Nietzsche, Carlo Michelstaedter e OttoWeininger[18], que muito contribuíram para a formação de sua cosmovisão.

Juntamente com os estudos universitários em Engenharia Industrial, que não terminaria por se recusar a discutir a tese de conclusão de curso em virtude do desprezo que nutria por títulos acadêmicos, Evola cultivava vivo interesse pela Literatura vanguardista italiana, que gravitava em torno de intelectuais como Giovanni Papini, Giuseppe Prezzolini e Filippo-Tomaso Marinetti.

Papini, que nesta época ainda não se havia convertido ao Catolicismo, foi fundador, diretor e principal colaborador das revistas Il Leonardo, Voce e Lacerba, que, com sede em Florença e ideais autenticamente revolucionários, agitaram toda a Itália dos primeiros anos do século XX, constituindo, segundo Evola, “forças alérgicas ao clima da pequena Itália burguesa” daqueles tempos e cuja erupção marcou, ainda de acordo com o pensador e Homem de ação antimaterialista, um verdadeiro Sturm und Drang que conheceu a Nação Italiana[19].
Foi nesta época que Evola se aproximou do Futurismo, passando a manter relações pessoais com alguns de seus vultos, tais como Marinetti e o pintor Giacomo Balla[20].

Não demoraria, porém, para que ficassem patentes as profundas diferenças que separavam Evola dos futuristas e do grupo de Papini. Isto se deu por ocasião da I Grande Guerra, quando Evola – que, ao contrário destes, – era antinacionalista, havendo já certamente concebido a ideia, aliás totalmente antitradicional, de pátria eletiva, defendeu que a Itália deveria entrar no conflito ao lado dos Impérios Centrais (Império Alemão e Império Austro-Húngaro), enquanto os outros, bem como D’Annunzio e Mussolini, sustentaram que o país devia lutar ao lado da Tríplice Entente (França, Império Britânico e Império Russo), identificando os Impérios Centrais à tirania e à barbárie.

Alguns simpatizantes burgueses da Kultur germânica, tais como Benedetto Croce, defendiam que a Itália permanecesse neutra, mas o jovem Evola, como vimos, sustentava não a simples neutralidade, mas a entrada do país na guerra ao lado dos Impérios Centrais. Ele admirava a “tradição mais essencial” dos povos germânicos em geral e da Alemanha em particular, que buscava em sua concepção de Estado, nos princípios de ordem e disciplina, na ética prussiana e nas sãs divisões sociais que subsistiam apesar da revolução do terceiro estado e do capitalismo, que não as havia comprometido senão parcialmente[21].

Por esses dias, Evola escreveu um artigo em que sustentou que, ainda que não combatendo ao lado da Alemanha, e sim contra ela, “se devia fazê-lo assumindo seus princípios, e não em nome das ideologias [sic.][22] nacionalistas e irredentistas ou ideologias democráticas, sentimentais e hipócritas da propaganda aliada”. Havendo lido tal artigo, Marinetti disse a Evola que suas ideias estavam mais distantes das dele do que as de um esquimó[23].

Algum tempo depois da entrada da Itália no conflito, ao lado da Tríplice Entente, Evola, após haver recebido, em Turim, formação rápida para oficiais, seguiu para a frente de combate, permanecendo inicialmente nas montanhas perto de Asiago.

Ao final da guerra, Evola retornou a Roma. Em 1919, após haver participado da Exposição Nacional Futurista de Milão, rompeu para sempre com Marinetti e o Futurismo, aderindo no ano seguinte ao Dadaísmo, movimento de que logo se tornou o principal expoente em terras italianas. Suas pinturas carregadas de espiritualismo idealísitico foram expostas em Roma, Milão, Lausanne, Berlim e no Salon Dada de Paris, a Meca do Dadaísmo. No opúsculo Arte abstrata, explicou os motivos de seu afastamento do Futurismo, cujos adeptos eram, a seu sentir, incapazes de percorrer coerentemente as vias do Voluntarismo e do Attualismo[24].

Foi por esse tempo, ainda, que Evola colaborou em revistas artísticas como Bleu e Noi, declamou seus revolucionários poemas em locais como o Cabaret Grotte dell’Augusteo, em Roma, e publicou, em Lausanne, o poemeto intitulado La parole obscure du paysage interieur.
Foi nos anos de militância dadaísta que Evola se aprofundou nos estudos filosóficos, em especial do Idealismo, corrente então predominante na Itália e cujos principais expoentes eram Giovanni Gentile e Benedetto Croce, e iniciou os estudos do Yoga, do Tantrismo, do Zen-Budismo, da magia e do ocultismo. Em 1923, ano em que parou de pintar, foi curador de uma tradução italiana do Tao-te-King, de Lao-Tsé.

Em 1926, Evola publicou um estudo a respeito do Tantra intitulado O homem como potência. Um ano antes, publicara a obra Ensaios sobre o idealismo mágico, que juntamente com a Teoria do Indivíduo absoluto e a Fenomenologia do Indivíduo absoluto, publicadas, respectivamente, em 1927 e 1930, embora escritas alguns anos antes, representa a passagem de Evola pela Filosofia do Idealismo.

Em meados da década de 1920, Evola colaborou nas revistas Atanòr e Ignis, dirigidas pelo tradicionalista pitagórico Arturo Reghini, e também nos jornais Il Mondo e Lo Stato democratico. Neste último, dirigido pelo Duque Giovanni Colonna di Cesarò, publicou Evola, em 1925, o trabalho Estado, potência, liberdade, onde criticou tanto o Fascismo quanto a liberal-democracia. Na mesma época colaborou também nas revistas Ultra, de Decio Calvari, presidente da Liga Teosófica Independente de Roma, e L’idealismo realistico, de Vittore Marchi, onde escreveu uma crítica desfavorável a um livro de René Guénon sobre o Vedanta[25]. A resposta de Guénon à crítica de Evola marcou o início da longa e fecunda correspondência entre os dois, que, ressalvadas algumas interrupções, em especial a provocada pela II Grande Guerra, durou até a morte do autor de O reino da quantidade e os sinais dos tempos, no Cairo, em 1951.

O Sheik Abdel Wahid Yasha, mais conhecido pelo nome de René Guénon, com o qual foi batizado na pequena cidade medieval de Blois, no vale do Loire, influenciou muitíssimo o pensamento de Evola, que decerto não haveria escrito aRevolta contra o Mundo Moderno caso não houvesse lido A crise do Mundo Moderno. “O mestre de nossos tempos, o defensor do ‘tradicionalismo integral’, o mais radical de todos os ‘antimodernos’”, na expressão de Evola[26], somente, a nosso sentir, não influenciou mais o autor de O arco e a clava do que Friederich Nietzsche, o genial poeta de Assim falava Zaratustra, maior poema em prosa da Literatura alemã, e profeta do Super-homem, do Eterno Retorno e da Vontade de Potência.
Como observa Francesco Lamendola, Evola recebeu de Guénon, em particular, o conceito de Tradição, compreendida, na opinião do pensador, filósofo e professor italiano, “como um saber de origem não humana que se transmite através de escolas esotéricas tanto orientais quanto ocidentais, com o fim precípuo de guiar a humanidade através do negro Kali Yuga da modernidade, lhe permitindo (ou melhor, permitindo a poucos privilegiados) não perder o verdadeiro significado da vida, que é – agora e sempre – aquele da total afirmação da liberdade interior através das práticas e da doutrina de um individualismo absoluto”[27].
Cumpre ressaltar que tal não é a nossa concepção de Tradição. Para nós, a Tradição é a cadeia sagrada que une os homens ao passado e ao futuro, aos ancestrais e aos descendentes; o patrimônio de valores comuns que herdamos de nossos pais e que devemos legar, aprimorado, a nossos descendentes; a base de todo progresso autêntico, que, ao contrário do que defende Evola, nunca se tornou invisível e secreta e não une poucos a poucos[28], não sendo, com efeito, somente esotérica e invisível, mas a um só tempo exotérica e esotérica, visível e invisível e ligando muitos a muitos. Do mesmo modo, rejeitamos por completo a ideia de liberdade total, bem como o individualismo, ao qual opomos o personalismo e o grupalismo e consideramos que o verdadeiro significado da existência humana repousa na busca da santidade.

Isto posto, cumpre ressaltar que, para Guénon e Evola, a Tradição teria este caráter esotérico, aristocrático e secreto apenas a partir do final da denominada Idade Média e do início da Idade Moderna, quando a Tradição inegavelmente perdeu o caráter universal.

Volvamos, porém, à biografia de Evola. Em 1926-27, deu ele vida, ao lado de Arturo Reghini, Guido De Giorgio e outros, ao chamado Grupo de Ur, passando a publicar os cadernos mensais Ur (1927-28) e Krur (1929), reunidos na coletânea em três volumes intitulada Introdução à magia como ciência do Eu e publicada entre 1955 e 1956. Em 1930, fundou a revista quinzenal La Torre, que chegou ao décimo número, sendo fechada por ordem das autoridades fascistas em virtude de suas visões pouco ortodoxas da Doutrina do Fascio, visões que Evola expressava desde 1928, quando se aproximara do Fascismo, passando a colaborar na revista Critica fascista, de Giuseppe Bottai, onde escreveu artigos anticristãos também publicados em Vita Nuova e Il lavoro d’Italia.

Naquele ano de 1928, Evola publicara também a sua obra mais

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Pirâmide Perdida de Djedefre.


Reconstrução grafica da Pirâmide de Djedefre. Imagem: History

Durante uma escavação em um lugar afastado do Planalto de Gizé, uma equipe de arqueólogos encontrou evidências de uma quarta pirâmide. Construída pelo Faraó Djedefré (Dyedefra), filho e sucessor de Quéops (Keops), ficou esquecida e soterrada pelas areias do deserto por mais de 5000 anos. 

Uma equipe de arqueólogos foi responsável por descobir essa pirâmide gigante. À medida que escavam nas profundezas das câmaras da pirâmide, as provas mostram que esta é a quarta e última pirâmide de Gizé. A sua construção, há cinco mil anos, foi uma corrida contra o tempo. Em apenas sete anos, entre a sua subida ao poder e a sua morte, o envelhecido faraó Djedefré estava determinado em exceder os

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Crucificação, a mais cruel pena de morte



O texto da cruz em três linguas: hebraíco, latim e grego. Imagem: Notícias de Israel.

Quando as procissões passam pela Via Dolorosa em Jerusalém, no formato das cruzes e nas diferentes liturgias não se reconhece apenas a grande variedade da cristandade mas também a riqueza inesgotável da imaginação religiosa. Se, porém, analisarmos a consumação desse tipo de pena de morte de maneira distanciada de todas as tradições eclesiásticas, uma fria e sóbria realidade arqueológico-científica apaga a aura glorificada que estamos acostumados a ver ao redor da cruz, e ela passa a ser o que era em suas origens – a mais cruel, “mais terrível” (Cícero) e “mais miserável de todas as formas de pena de morte” (Flávio Josefo).

A crucificação como pena de morte chegou até Roma como “morte de escravo”, através da Pérsia de Zoroastro, por meio dos gregos. Para os judeus, a crucificação era desconhecida. Crimes especialmente graves eram castigados no antigo Israel com o apedrejamento ou estrangulamento do condenado, sendo o mesmo depois pendurado no “madeiro maldito”.

“Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tenha sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas certamente o enterrarás no mesmo dia.”  (Deuteronômio 21:22-23)

Só pela influência dos gregos, que entraram para a História como “helenistas humanísticos”, a crucificação de pessoas ainda vivas se tornou popular. 

Antíoco Epifânio, o tirano greco-sírio (175-164 a.C), proibiu aos judeus, sob ameaça de crucificação em vida, a prática da circuncisão que lhes era obrigatória. Em 7 d.C. o romano Quintinus Varus mandou pregar na cruz 2.000 judeus revoltosos. A sentença romana soava: “Ibis ad Crucem! – Subirás à cruz!” O historiador Flávio Josefo descreve como incontável o número de judeus que foram mandados à crucifixão pelo procurador romano Félix (52-60 d.C). Segundo o costume romano, os condenados eram crucificados completamente nus.


Ramo de espinhos do "atad". Imagem: Notícias de Israel.

O condenado à morte na cruz era conduzido ao local da execução fora da cidade. Durante o trajeto, ele tinha que carregar a trave horizontal; em seu pescoço era pendurada uma placa com seu nome, sua origem e o crime de que era culpado. A viga vertical já se encontrava, deitado no chão, tinha então suas mãos pregados na trave horizontal que gavia trazido.

Os cravos de 20 cm de comprimento e de 2-3 cm de espessura eram pregados nos pulsos para que o corpo esmorecido não se desprendesse da cruz posteriormente. Depois, a trave horizontal com a pessoa pregada era levantada e encaixada em um entalhe da viga, e os pés da pessoa eram pregados. Os romanos deixavam os crucificados como alimento para as aves. Só os judeus conseguiram o direito especial de tirar os crucificados da cruz. Quando os romanos estavam de bom humor, permitiam que se desse de beber aos infratores uma bebida alucinógena – a fim de amenizar a dor – uma mistura de mirra e vinagre ou vinho. Em troca, entretanto, os romanos zombavam antes dos condenados e os coroavam como reis, colocando em suas cabeças coroas de espinhos, trançadas com ramos novos do “atad” (Zizipus lotus), cujos espinhos alcançam 12 cm de comprimento e são terrivelmente dolorosos.


Foto de osso dos pés com cravo de crucificação encontrado em Jerusalém. Imagem: Notícias de Israel.

Devido à variedade de idiomas falados pela população que vivia em Jerusalém, uma placa era confeccionada em três línguas, em

domingo, 26 de agosto de 2012

Educadores Multiplicadores



É com grande satisfação que venho anunciar o ingresso do blogue Construindo História Hoje à Rede de Blogues Educadores Multiplicadores.

Por meio dos Educadores Multiplicadores será possível compartilhar e trocar experiências com outros educadores e assim beneficiando a cultura e os blogues participantes. Tornando-se melhores mecanismos de auxilio na Educação.

Se você também possui um blogue e deseja fazer parte dos Educadores Multiplicadores, acesse: http://www.educadoresmultiplicadores.com.br, e informe-se como participar.

Agradecimentos ao Professor Gilberto Cantu que indicou o Construindo História Hoje aos Educadores Multiplicadores.

Leandro Claudir

Você quer saber mais?




sábado, 25 de agosto de 2012

Permanência do Fenômeno Revolucionário. PARTE II.


Permanência do Fenômeno Revolucionário. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Matéria e espírito – O critério a que subordino minha crítica, não exclui, pois, a necessidade e permanência das Revoluções. Mas essa necessidade não é biológica e essa permanência não obedece ao determinismo materialista; pelo contrário: uma e outra se explicam segundo os impositivos do Espírito Humano, mundo a parte, perpetuamente criador e modificador, agindo paralelamente ao desenvolvimento das forças materiais das sociedades, contendo em si mesmo a sua própria dialética, exprimindo-se segundo o seu próprio sentido.

De um lado, perpetuando a evolução das Espécies, determinando o crescimento social, multiplicando os fatos objetivos da história, as energias cegas da Matéria e da Força, conjugando-se em renovados efeitos; de outro lado, prolongando indefinidamente o rumo da Civilização no que esta tem de ético, especulativo, artístico ou religioso, as energias poderosas do Espírito, exprimindo-se em Afirmação e em Negação, criando as dúvidas fecundas e as certezas triunfais.

Os dois planos da História – A Humanidade caminha segundo esses dois planos: o primeiro coletivo, global, movimento de massa, rumos inconscientes de povos; o segundo, individual, singular, atitude isolada do Homem, desferindo impulsos modificadores.

Esses impulsos, porém não podem ser anacrônicos ou antecipados, a menos que se  conferisse um poder absoluto à faculdade criadora do Homem. Neste caso, teríamos de aceitar, não dois mundos autônomos, e sim dois mundos isolados, gravitando segundo centros próprios de equilíbrios originados de essências diversas. Não teríamos uma concepção útil e bela, modificadora de uma “verdade provisória” (para usarmos a Expressão fantasista de Vahinger), mas uma verdade opondo-se a outra verdade.

Aceitamos a gravitação harmoniosa dos contrários. Um mundo de fatos históricos girando em torno da ideia suscitadora de novas expressões. A ideia marcha como o sol, em torno de outros sóis; por isso, como os planetas sem luz própria e subordinados a um sistema, jamais os fatos históricos se repetem nas mesmas circunstâncias.

A comparação na História – Nada mais inseguro do que a comparação histórica. Na matéria dos acontecimentos há apenas a considerar a sua substância e esta é a lição sintética que nos deixou a ciência de Maquiavel.

Porque as circunstâncias de espaço, de tempo, de volume, de massas e de energia desenvolvida desfiguram os episódios de cada ciclo considerado. E também a força da ideia e a capacidade e possibilidade de ação, a localização das incidências das energias revolucionárias variam em cada momento histórico.

Essa variabilidade demonstra o valor consciente da Idéia-Força em relação ao valor inconsciente do Fato Histórico.

Realmente. Cada Revolução, objetivando restabelecer um equilíbrio perdido, desloca certa soma de força que:

1°) ou não chega a corresponder a um quantum matemàticamente preciso;
2°) ou leva um superávit de energia;
3°) ou não se distribui proporcionalmente.

Revolução e Espírito – O inconsciente não erra. Não que lhe repugne o erro; mas pelo fato da nenhuma significação para ele, da verdade ou do erro. Em qualquer sentido que se desenvolva, o inconsciente está certo, ou melhor, está conforme a sua natureza, que não é certa nem errada,  segundo o interesse do Homem.

A Ideia Revolucionária – A ideia é, pois, pelo fato de poder manifestar-se errada ou certa, o resultado das elaborações do Espírito fora dos impositivos da matéria inconsciente. A Ideia Revolucionária, portanto, transcende ao materialismo histórico e ao determinismo evolucionista.

A Ideia é autônoma, justamente porque

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Permanência do Fenômeno Revolucionário. PARTE I.


A Revolução Espiritual. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Revolução e Espírito – Antes de procurar traçar o  perfil psicológico da Revolução Brasileira, desejo por em evidência os valores reais da Revolução Universal. E quando digo valores, não me refiro a méritos, muito menos a pessoas, e sim aos fenômenos que me parecem mais expressivos nos acontecimentos históricos.

Não condeno nem louvo as revoluções. Aceito-as, considerando-as uma necessidade tão permanente nos povos como todos os movimentos na natureza.

Não se invectiva uma tempestade ou um terremoto.

O progresso do Espírito Humano realiza-se ao ritmo das revoluções. Esta  afirmativa não exclui a concepção finalista da Sociedade e do Estado: toma entretanto, as civilizações como fisionomias em perpétua mobilidade.

Considero o fenômeno histórico necessário, pelo simples motivo de se ter verificado. Todo acontecimento social realizado torna-se imediatamente um ponto de partida, estabelecendo uma intransponível barreira a qualquer tentativa de regresso.

Os fatos e experiências anteriores ao último sucesso histórico servem apenas como fontes subsidiárias de contribuição ao novos rumos.

A História -  A História é a crônica do desenvolvimento e da transformação do Espírito dos Povos lnuma aspiração de perfectibilidade.

A consideração, entretanto, do fato histórico segundo o critério da necessidade não deve implicar na aceitação do fatalismo cego a que se reduz, em última análise, a concepção determinista.

É aqui que devemos reivindicar à ação da Idéia a sua capacidade de interferência transformadora.

O critério evolucionista da História aprecia o homem segundo o impositivo da seleção natural da Espécie;  o hegeliano segundo a dinâmica dos contrários do movimento social;  o individualista estampa nas figuras de  Carlyle o poema solitário dos heróis.

Nenhum desses critérios aprecia a jornada ininterrupta do  Espírito e ela me parece tão evidente como a transformação das Espécies.

É preciso visionar a Humanidade em conjunto, nos lineamentos gerais de suas expressões, para se verificar que todos os movimentos revolucionários forma úteis e parece terem obedecido a leis imprescritíveis.

Essas leis dizem respeito, evidentemente, à capacidade modificadora do Espírito Humano.

Os heróis -  O “heróis” de Carlyle, como o Super-Homem de Nietzsche, não é mais do que o intérprete oportuno na hora de ruptura de um equilíbrio social anterior, determinando a angústia da procura de

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que é ?O que significa? E qual é a idade da Esfinge de Gizé?


A Esfinge como era supostamente a 10 mil anos atrás. Imagem: Wikibooks

Alguns escritores abordaram as possíveis ligações entre a Esfinge e a era precessional de Leão, ocorrida há 13.000 anos, mas o completo significado destas ligações é muito mais profundo do que a Esfinge.

A construção da Esfinge foi recentemente datada de 2500 a.C., provavelmente construída na 4ª dinastia. No entanto, nenhum texto comprova isso. Há desenhos curiosos no corpo da Esfinge que, provavelmente, foram esculpidos pelo tempo, por exposição às chuvas pesadas. Mas em 2500 a.C. o clima do Egito já era muito seco, o que torna impossível essa chuva.

 A Esfinge está perfeitamente alinhada com o leste. Seus olhos miram o sol nascente do Equinócio da Primavera. Em 10500 a.C. o olhar da Esfinge fitava a constelação de Leão no amanhecer do Equinócio da Primavera, o que nunca mais aconteceu. Em 2500 a.C. ela fitava a constelação de touro, mas seu corpo é de um leão.

 Por enquanto, podemos concluir que, no amanhecer do Equinócio de Primavera de 10500 a.C. havia:

Ao norte o Templo de Angkor alinhado com a constelação de Draco;
Ao leste a Esfinge alinhada com a constelação de Leão
Ao sul as Pirâmides de Gizeh alinhada com a constelação Orion.

O que os antigos pretendiam dizer com esses alinhamentos? O que eles significam? Por que foram feitos?

A esfinge é uma estátua enorme que fica perto das pirâmides, no planalto de Gizé, Egito, África. Praticamente todo mundo já ouviu falar, viu fotos ou jogou jogos onde aparece uma criatura com corpo de leão e cabeça humana, que propõe um enigma. Quem não resolve o enigma é morto pela esfinge.

Pois então, essa estátua, chamada Grande Esfinge de Gizé, é a maior estátua esculpida num único bloco de pedra. Foi aproveitado um penhasco que havia no local, que depois foi coberto por blocos de pedra lisa.

A esfinge que sempre aparece nos jogos tem a cabeça de uma mulher, mas, a esfinge de Gizé parece que tem a cabeça de um homem. Alguns estudiosos dizem que ela foi construída pelo mesmo faraó que fez a segunda maior pirâmide, Quefren, e que a cabeça da esfinge é a cabeça desse faraó.

Então, a esfinge tem o corpo de um leão e a cabeça humana. Entre as patas de leão, existe uma laje de granito com uma inscrição que conta sobre um sonho que o faraó Thutmose IV, que reinou na XVIII dinastia, teve.

Essa laje é uma estela, chamada de Estela do Sonho e conta o seguinte: quando jovem, Thutmose foi caçar e muito cansado, dormiu sob a sombra da esfinge. Ele então sonhou com o deus sol Ra-Harakhte, que na forma da esfinge, lhe prometeu que se ele limpasse toda a areia que cobria o monumento se tornaria faraó do Egito. E foi exatamente isso que aconteceu.

Assim, ficamos sabendo que, quando Thutmose IV reinou, a esfinge já estava bastante coberta pela areia. Em 1816 o capitão Caviglia terminou a retirada da areia que novamente cobria a esfinge e registrou que o corpo da estátua era revestido em pedra e que provavelmente a esfinge tinha sido um dia, pintada com tinta vermelha. 

Então, onde está o mistério?

Comparação entre a Esfinge como é hoje e como supostamente era a 10 mil anos atrás. Imagem: Wikibooks.
 
Em primeiro lugar, ainda não se sabe com certeza, como o nariz da esfinge foi arrancado. Há diversas teorias, mas como saber a verdade?

O professor Robert Schoch, da Universidade de Boston, afirma que a esfinge é muito mais velha do que diz a História oficial. Ele acha que a erosão que existe no corpo do monumento não foi feita pelo vento ou pela areia, foi feita sim pelas chuvas. Ora, então a esfinge seria pelo menos 2 mil e 500 anos mais velha do que se pensa, quando no Egito havia muita vegetação e muitas chuvas. Será?

Muitos pesquisadores já fizeram estudos e acreditam que existem túneis e câmaras ainda não escavados sob a esfinge. Será que algum deles esconde um grande mistério?

Segundo a professora de egiptologia da Universidade Americana do Cairo, Salima Ikram, já foram encontradas múmias, escondidas sob a axila esquerda e na parte de trás da esfinge. De quem seriam essas múmias? Por que estavam dentro do monumento? Onde estão agora? 

Um mistério do Egito antigo.

Supostos desgastes e reparos tornaram a Esfinge em forma de Leão, na Esfinge como a conhecemos hoje. Imagem: Wikibooks.

West apresentou inicialmente sua tese, sobre uma Esfinge mais antiga do que se pensava, no Serpent in the Sky, uma exposição exaustiva do trabalho do matemático francês R. A. Schwaller de Lubicz. As pesquisas realizadas por Schwaller no Templo de Lúxor entre 1937 e 1952 desencavaram prova matemática, sugerindo que a ciência e cultura egípcias haviam sido muito mais avançadas do que

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.