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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cientistas concluem que Marte pode ter porcentagem de água semelhante à da Terra



Cientistas da Universidade do Novo México, Estados Unidos, concluíram, depois de estudar a composição de dois meteoritos provenientes de Marte (um encontrado na Índia em 1865 e outra na Antártida, em 1994), que sob a superfície marciana há um enorme reservatório de água. Estima-se que o manto – camada sob a crosta– do planeta vermelho tenha entre 70 e 300 partes por milhão (ppm) de água, uma porcentagem semelhante à que existe na Terra. Esta descoberta confirma que Marte é o candidato mais forte, dentro do Sistema Solar, para se encontrar água e, portanto, alguma forma de vida. O artigo foi publicado pela revista Geology. 


 A busca por água em nosso sistema solar é uma das forças principais de condução para a exploração planetária, porque a água desempenha um papel importante em muitos processos geológicos e é necessária para os processos biológicos como entendemos atualmente. Excluindo a Terra, Marte é o destino mais promissor no interior do sistema solar para encontrar água, como como aparentemente foi responsável por moldar muitas características geomorfológicas observadas na superfície de Marte atualmente, no entanto, o teor de água no interior de Marte ainda é incerto. Grande parte da nossa informação sobre o interior de Marte é proveniente de estudos dos meteoritos basálticos marcianos (shergottites). Neste estudo foram examinados os teores de água de apatitas magmáticas a partir de um shergottite geoquimicamente enriquecido (o meteorito Shergotty) e um shergottite geoquimicamente empobrecido (meteorito 94201). 


 A partir destes dados, determinou-se que houve pouca diferença nos teores de água entre os magmas geoquimicamente empobrecido e enriquecido shergottite. Os teores de água do apatita implica que os magmas mães da shergottite continham 730-2870 ppm H2O antes da desgaseificação. Além disso, o manto marciano contém 73-290 ppm H2O e sofreu fusão hidratada como recentemente foi observado, em 327 Ma. Na ausência de placas tectônicas, a presença de água no interior de Marte requer diferenciação planetária sob condições da presença de água. Esta é a primeira evidência
de armazenamento de hidrogênio no interior de um planeta no momento da formação do núcleo, e este processo poderia suportar elevadas abundâncias Hidrogênio no interior de outros organismos terrestres, como a Lua, Mercúrio, Vênus, grandes asteróides diferenciados, e da Terra.

Leandro Claudir

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Você quer saber mais? 
Institute of Meteoritics, University of New Mexico, Albuquerque, New Mexico 87131, USA. 

Department of Terrestrial Magnetism, Carnegie Institution of Washington, 5241 Broad Branch Road NW, Washington, D.C. 20015, USA. 

http://geology.gsapubs.org/content/early/2012/06/15/G33242.1.abstract

http://www.seuhistory.com/noticias.html








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Plínio Salgado.