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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Fórmula de Concórdia

Na esteira da morte de Lutero (1546) e com a derrota militar do príncipes luteranos (1547), uma série de controvérsias sobre a pura doutrina da Reforma ameaçava dividir os luteranos em dois partidos: um partido cada vez mais isolado, o gnesioluterano (gnesio, do grego: autêntico), que se pretendia defensor dos ensinamentos originais de Martinho Lutero, inicialmente liderado por Mathias Flacius, e o outro, o filipista, composto por seguidores de Filipe Melanchthon, que levaram a extremos as coisas discernidas por seu mentor. O desejo de unificação foi instigado por fortes pressões políticas do lado católico romano e do lado calvinista.

A ruptura aberta entre os luteranos revelada pelo Colóquio de Worms (1557) conduziu a duas conferências de bispos que não tiveram efeito: em Frankfurt (1558) e em Naumburgo (1561). No princípio de 1568, uma solução teológica para a divisão foi tentada com generoso apoio moral e financeiro dos príncipes. A primeira fórmula proposta foi a confissão de cinco artigos de Jacó Andreae, Confissão e Breve Explanação, ampliada em 1573 no seeu escrito seis Sermões Cristãos. Uma reformulação dos conteúdos do último ano produziu a Concórdia Suábia. Um novo trabalho sobre este documento, por Martin Chemnitz, à luz de anotações de faculdades e conferências teológicas e de teólogos individuais, resultou na Concórdia Suábio-Sacônica (1575). No ano seguinte, Lucas Osiander e Baltasar Bidenbach foram encarregados de esboçar outro projeto, a assim chamada Fórmula de Maulbronn. Com o surgimento da conspiração criptocalvinista na Saxôniai Eleitoral , o Eleitor Augusto organizou o movimento para a unificação. Na primavera de 1576, ele convocou uma conferência de teólogos a Torgau, onde a Concórdia Suábica-Saxônica e a Concórdia de Maulbronn foram combinadas no assim chamado Livro de Torgau, que Andreae resumiu no Epítome (ou primeira parte) da Fórmula de Concórdia. Depois de enviado a todos os territórios interessados para comentários, o Livro de Torgau foi transformado, na abadia de Bergen, na Declaração Sólida (ou segunda parte) da Fórmula de Concórdia, o assim chamado Livro de Bergen (1577).

Durante os três anos seguintes, enquanto o Prefácio passava de esboço a esboço, 8.188 teólogos, ministros e professores dos territórios participantes assinaram a Declaração Sólida. Finalmente, em 25 de junho de 1580, cinqüenta anos após o dia da leitura da Confissão de Augsburgo diante de Carlos V, o Livro de Concórdia completo foi colocado em circulação. As assinaturas do Prefácio identificam os príncipes e os estados que se comprometeram com ele.

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Fonte: Livro de Concórdia/(Editado por) Darci Drehmer. Traduzido por Arnaldo Schüler. 5.ed.-São Leopoldo: Sinodal; Canoas: Ulbra; Porto Alegre: Concórdia, 2006.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.