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terça-feira, 7 de junho de 2011

“Profetas” Parte IV. Edgar Cayce.


Aqueles que o seguiam diziam que era dotado de uma sensibilidade excepcional e, quando caía no sono hipnótico, transformava-se em “profeta” e “médico”. Edgar Cayce, que chegou a receber vários apelidos, como os de “vidente religioso”, “homem mais misterioso da América” e “profeta da Nova Idade”. Essa figura incomum nasceu nos Estados Unidos da América, em uma fazenda próxima da cidade de Hopkinsville, no dia 18 de março de 1877. Passou sua infância nesse ambiente rural, embora haja indícios de que, ainda criança, tivesse “visões”. Com 7 anos, chegou a comentar com os pais que “muitas vezes encontrava pessoas falecidas recentemente”.

Dizem que os primeiros sinais de hipersensibilidade surgiram quando começou a freqüentar a escola: Edgar aparentemente percebeu que dispunha de uma espécie de memória fotográfica, se assim é possível chamar, pois nem ao menos olhava os livros. Ou seja, bastava-lhe dormir algum tempo sobre os livros abertos para memorizar completamente o que estava escrito, por mais complicado que fosse o tema. Sua saúde precária, entretanto , impediu-lhe de continuar os estudos. Aos 21 anos, começou a trabalhar como representante comercial para uma empresa de papel.

Nesse período, foi acometido por uma paralisia gradativa dos músculos da garganta. Em breve, suas condições pioraram tanto que os médicos se declararam incapacitados para curá-lo.
Em uma tentativa desesperada, os médicos decidiram apelar para a hipnose. Esse foi um momento importantíssimo na vida de Cayce: sob os efeitos da hipnose ele “viu” aquilo que os médicos haviam se mostrado incapazes de perceber, dizem os biógrafos. O próprio Cayce sugeriu uma terapia e, em curto espaço de tempo, alcançou a “cura”. Dizem que o acontecimento passou a ser objeto de diversos estudos médicos, ao mesmo tempo que outros médicos, principalmente do Kentucky, supostamente pediram sua colaboração nos diagnósticos mais complicados. É que Cayce, sempre que caia em sono hipnótico, conseguia “ver claro o que não funcionava no corpo humano”. Em 9 de dezembro de 1910, o jornal New York Times dedicou duas páginas ao “caso Cayce”; outros jornais de grande tiragem também dedicaram espaço às “visões proféticas” ou à capacidade de diagnosticar” dessa figura que falava durante “um transe auto-imposto. Demonstrando o impacto que Cayce causava na sociedade, que expressa uma necessidade de “ver” além dos olhos naturais, uma busca que leva a caminhos que entorpecem a mente humana ao invés de elevá-la, como afirmam os seguidores desses "profetas".

Edgar Cayce aos 15 anos.

Edgar Cayce dizia que “só as pessoas serenas, capazes de desvencilhar-se das tentações diabólicas do mundo, conseguem ver e sentir algo do que está além do mundo”. Com estas palavras demonstra que humildade não era um requisito para estas “habilidades”! Pois, ele mesmo e sob a afirmativa de seus seguidores dizia ser simples, modesto, sempre sereno e disposto a ajudar as pessoas.

De suas visões e profecias, que referem a um arco de tempo de 62 anos (de 1936 a 1998), restam cerca de 14000 relatos taquigráficos, em sua maioria nos arquivos da ARE (Association for Research and Enlightenment), fundada em 1936 para coletar e conservar toda a documentação possível sobre o vidente – um material que ainda hoje é consultado por pesquisadores de fenômenos paranormais e até mesmo políticos e homens de negócios. Demonstrando que não são somente os leigos, mas os ditos doutos também se deixam levar pelos “mistérios” da existência humana, e por uma sede incansável por respostas que podem levar os desejosos pela mesma, acabarem sem água para sua sede ou seja, sem resposta para suas perguntas. Restando no final somente mais perguntas, pois talvez a resposta seja simples e sempre esteve aqui e ai com você meu caro leitor. DEUS, é a ele que buscam na realidade, mas se perdem por caminhos tortuosos.

Uma das “profecias” mais conhecidas e furadas de Cayce, realizada em 28 de junho de 1940 foi a referente ao retorno de Atlântida, antes do final do século em questão.

As “leituras clarividentes” e a vida de Cayce chegaram a ser tema de uma tese de doutorado na Universidade de Chicago, em 1954. Na obra de Cayce predomina o “quadro da transformação”, ou seja, as previsões sobre os acontecimentos telúricos que modificarão a superfície do planeta nos anos futuros – uma preparação para o advento dos “novos tempos” e que segundo Cayce será mais obra da natureza que do homem. Tudo isso deverá segundo Cayce acontecer antes de 2100, ano em que Cayce afirma com total arrogância que voltará à Terra: nascendo novamente, e ainda criança lembrará de sua vida passada nos detalhes mais insignificantes.

O “profeta” Edgar Cayce, um homem forte e robusto (após a cura "milagrosa") , morreu em 3 de janeiro de 1945 na miséria pesando apenas 27 Kg, ao que tudo indica, consumido fisiologicamente pelo número excessivo de preleções mediúnicas que realizou. Seus restos foram sepultados na cidade de Virginia Beach, no Estado de Virgínia. A biografia de Cayce, escrita por Joseph Milard, revela a extensão dos males que o envolvimento de Cayce com o ocultismo lhe causou – desde ataques psíquicos, perda periódica da voz, mudanças erráticas de personalidade e tormentos emocionais, constantes “má sorte” e reveses pessoais, assim como culpa induzida por preleções mediúnicas que arruinaram a vida de outras pessoas.

Você quer saber mais?

BASCHERA, Renzo. Os Grandes Profetas. São Paulo, Ed. Nova Cultural Ltda, 1985.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.