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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Versão latina do Hino Nacional Brasileiro de Mendes de Aguiar. Hymnus Brasiliensis.

O tradutor do Hino, Joaquim Luís Mendes (ou Mendez) de Aguiar, nasceu em 1875 na Bahia e morreu em 1927 no Rio de Janeiro. Poeta e humanista, escreveu pelo menos três livros de poesias: "Sanctitatis Nova Signa" (1916), “Monásticas” (1919) e "Ausonia Carmina" (s.d.). A publicação da versão latina do Hino foi feita em 13/11/1924.

Análise do Hino

Duas características do referido texto latino precisam ser mencionadas:

1. a tradução proposta por Mendes de Aguiar não é literal, fazendo largo uso de liberdades ditas poéticas.

2. essa tradução é homeométrica, podendo tal versão latina do Hino ser cantada com a música da letra em português. Por tradução homeométrica entende-se aquela que é feita com “metro semelhante”, ou seja, observando-se a forma rítmica da obra poética original.

A pronúncia que há de ser adotada é a tradicional (e não a restaurada). Abaixo é apresentada a versão latina de Mendes de Aguiar para o Hino Nacional com todas as sílabas tônicas indicadas em negrito para melhor compreensão do que foi exposto.

Hymnus Brasiliensis*

Versão latina de Mendes de Aguiar

I

Audierunt Ypirangæ ripæ placidæ

Heroicæ gentis validum clamorem,

Solīsque libertatis flammæ fulgidæ

Sparsēre Patriæ in los tum fulgorem.

Pignus vero æqualitatis

Possidēre si potuĭmus brachio forti,

Almo gremio en libertatis,

Audens sese offert ipsi pectus morti!

O cara Patria,

Amoris atria,

Salve! Salve!

Brasilia, somnium tensum, flamma vivida,

Amorem ferens spem ad orbis claustrum,

Si pulchri coeli alacritate limpida,

Splendescit almum, fulgens, Crucis plaustrum.

Ex propria gigas positus natura,

Impavida, fortīsque, ingēnsque moles,

Te magnam prævidebunt jam futura.

Tellus dilecta,

Inter similia

Arva, Brasilia,

Es Patria electa!

Natorum parens alma es inter lilia,

Patria cara,

Brasilia!

II

In cunis semper strata mire splendidis,

Sonante mari, coeli albo profundi,

Effulges, o Brasilia, flos Americæ,

A sole irradiata Novi Mundi!

Ceterīsque in orbe plagis

Tui rident agri florum ditiores;

“Tenent silvæ en vitam magis,”

“Magis tenet” tuo sinu “vita amores.”

O cara Patria,

Amoris atria,

Salve! Salve!

Brasilia, æterni amoris fiat symbolum,

Quod affers tecum, labarum stellatum,

En dicat aurea viridīsque flammula,

—Ventura pax decūsque superatum.

Si vero tollis Themis clavam fortem,

Non filios tu videbis vacillantes.

Aut, in amando te, timentes mortem.

Tellus dilecta,

Inter similia

Arva, Brasilia,

Es Patria electa!

Natorum parens alma es inter lilia,

Patria cara,

Brasilia!

* "Hyno Nacional Brasileiro/ Versão Latina/ Por/ Mendes de Aguiar/ Dedicada/ À Congregação Salesiana". In: Revista de Língua Portuguesa, p. 13-5. Archivo de Estudos relativos ao Idioma e Literatura Nacionais. Publicação Bimestral dirigida por Laudelino Freire, nº 38 - Novembro - 1925, Ano VII, p. 14 (texto português); p. 15 (versão latina). Disponível na Seção de Obras Raras da Biblioteca Central da UnB.

Você quer saber mais?

http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/latim.html

http://www.concertino.com.br/cms2/files/HINO%20NACIONAL%20BRASILEIRO%20EM%20LATIM.pdf

http://www.bragamusician.blogspot.com/

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.