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quarta-feira, 13 de abril de 2011

A alquimia na Idade Média.

Há um outro aspecto que não pode ser desprezado quando se fala da ciência na Idade Média, que é a alquimia. Essa prática, apesar do manto de segredo com que é encoberta, era muito freqüente na Idade Média. O alquimista encarava a natureza como algo misterioso e fantástico – o que não era estranho ao espírito medieval, que a tudo impregnava de simbolismo. Cabia-lhe decifrar e utilizar esses símbolos para descobrir as maravilhas da natureza, da qual Le poderia, desse modo, não só penetrar os segredos como também manipular e, por exemplo, transformar os metais vis em metais preciosos. Por tudo isso, os alquimistas foram vistos, por muitos, como verdadeiros agentes do demônio. O anonimato seria a melhor forma de prosseguir nas suas práticas, as quais eram consideradas como ilícitas em relação aos programas oficiais das escolas da época. Daí a existência das chamadas sociedades secretas de ocultismo e de esoterismo, em que a própria situação de anonimato ia a par do mistério que cobre todas as coisas.

Há quem defenda que tudo isso, ao explorar certos aspectos da natureza proibidos pelas autoridades religiosas, deu também o seu contributo à ciência, nomeadamente à química, que, na altura, ainda não tinha surgido. Mas essa tese tem poucos exemplos em que se possa apoiar, e parece até que o verdadeiro espírito científico moderno teve de se debater com a resistência dos fantasmas irracionais associados à alquimia e a outras práticas do gênero pouco dadas à compreensão racional dos fenômenos naturais. A alquimia continuou a ser praticada e chegou mesmo a despertar o interesse de algumas das mais importantes figuras da história da ciência, como foi o caso de Newton. O mais conhecido praticante da alquimia foi Paracelso (1493-1541), em pleno período renascentista.

A imagem no alto da página é de Paracelso. Gravura em cobre de 1538 pelo AH monogrammer.

Você quer saber mais?

BIEHL, Luciano Volcanoglo. A Ciência ontem, hoje e sempre. Canoas: Ed. Ulbra, 2008.


http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/127881277

Conheça o Projeto Paracelso da Universidade de Zurique:

http://www.paracelsus.uzh.ch/general/paracelsus_life_works.html

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.