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sábado, 29 de janeiro de 2011

Misericórdia quero, e não sacrifício.

Jesus, um exemplo de bom pastor!

"Eu sou o bom pastor; o bom pastor da a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e os lobos as arrebata e dispersa." Jo 10:11-12

Quando pensamos em religiões, pensamos em algo que venha nos aproximar de Deus, em algo que nos aproxime de uma espiritualidade perdida no interior de nossas almas. Mas, muitas vezes ao invés disso encontramos questões de interesse puramente financeiros e capitalistas. Atualmente diversas igrejas auto denominadas cristãs tem se aplicado arduamente em técnicas que visam seu crescimento por meio da aquisição de bens financeiros de seus membros.

Algumas igrejas usam trechos bíblicos sem contexto e levam seus membros a doarem grandes partes de seus salários, para suas instituições financeiras (na minha humilde opinião não há condição de serem chamadas igrejas, pois se aproximam muito mais de bancos) .Seus membros chegam ao ponto de doarem suas propriedades, como casas, sítios e veículos. Só que a questão mais relevante é a mesma que ocorre nos grandes bancos, quem as/os mantém são as pessoas que menos bens possuem, que chegam a deixar de pagar suas contas pessoais para doarem para estas instituições financeiras que se auto denominam igrejas. Muitos fiéis tem sua luz, telefone e água cortadas para sacrificarem para a instituição financeira que diz ser uma igreja.

Como em qualquer lugar de atuação humana, nessas igrejas existe uma ”elite” de membros que vão até as emissoras de televisão mostrar suas “bênçãos” adquiridas pelo sacrifício, mas na verdade não passam de histórias sem contexto. Quando estudei vários casos constatei que eram em sua grande maioria empresários que já possuíam toda uma estrutura de vida financeira, empresarial e social em meio à elite política, industrial ou comercial de suas cidades.

Estes membros que são as “elites” nas igrejas financeiras doam também valores volumosos para a igreja, mas por serem poucas pessoas dessa "elite", suas doações não chegam nem perto dos valores doados pelas massas de fieis pobres.

Não estou afirmando que os membros das igrejas cristãs não devem AJUDAR a manter os ministérios, mas estou afirmando que existe uma diferença entre doação e EXPLORAÇÃO.

Jesus, um exemplo de misericórdia!

"E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se dissendo: é um fantasma. E gritaram, com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais. E respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, decendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentido o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me. E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, acalmou o vento." Mt 14:26-32

O Novo Testamento é repleto de citações que afirmam que os cristãos devem ajudar-se mutuamente, mas não é o que ocorre nas igrejas financeiras, onde a Igreja fica com todas as ofertas, votos e sacrifícios e direcionam esse dinheiro para construir templos suntuosos para receber a “elite” dos membros e com o objetivo de atrair mais pessoas influentes da sociedade e para tanto justificam aos membros pobres que os belos templos são para seu conforto!

Um dos pontos que acho mais interesse diz respeito a quem tem que arcar com a ajuda social não é a instituição Igreja, mas sim os trabalhadores da obra que nada mais são do que membros com função nos ministérios. Eles sim tiram de seus bolsos dinheiros para ajudar outros membros com passagem de ônibus, rancho e tudo mais, pois são a linha de frente da igreja. Os trabalhadores da obra não recebem ajuda de custo nenhuma por parte da igreja financeira, pelo contrario além de serem membros participarem dos sacrifícios, ofertas e votos, são eles que trabalham na obra da igreja financeira e por isso ajudam o povo necessitado com seus próprios salários que são ganhos vindos de seus empregos honestos.

Obs. Não estou citando nenhuma igreja em particular, estou falando sobre uma postura dentro das igrejas.

Não rejeito a necessidade de oferta e dízimos, mas afirmo que existe diferença entre doação e exploração.

Digo que os cristãos devem ajudar-se mutuamente e pensar menos em enriquecer instituições financeiras que se auto intitulam igrejas.

Não estou afirmando que dentro das igrejas que dão ênfase na questão financeira não existem sacerdotes fieis, honestos, homens aplicados à obra da qual foram incumbidos e com humildade e respeito a liderança levam seu trabalho com sinceridade.

Estou afirmando que os problema esta nos altos escalões das igrejas financeiras!

"Ide, porém, e prendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." Mt 9:13

Você quer saber mais?

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/F%C3%89

Oswaldo Tagliavini e sua máquina de fazer idéias.

Oswaldo Tagliavini nasceu em 25 de outubro de 1918, em Matão, interior de São Paulo. Filho mais novo dos imigrantes italianos Virgilio Odorico Angelo Tagliavini (1869-1951) e de Adele Rossi (1869-1948). Em 21 de agosto de 1934, foi fundado o Núcleo Integralista de Matão, Oswaldo Tagliavini, por sua, vez prestou juramento no mesmo dia. “Eram umas vinte pessoas que iniciavam a marcha gloriosa do integralismo em Matão”.

Mais tarde ele mesmo afirmava: “(...) abraçava de corpo e alma o ideal integralista, jurando trabalhar sem descanso por Deus, pela Pátria, e pela Família, podia dar expansão ao meu entusiasmo jovem, sacrificando mesmo meu futuro.”

Entretanto, Oswaldo Tagliavini foi um entusiasta ferrenho do ideário italiano, até abandonar suas simpatias fascistas, em prol do integralismo. Infelizmente a filosofia política de Mussolini era falha, e não poderia mesmo subsistir. Era a política de Estado acima do Homem e muitas vezes contra o Homem, ao invés de ser o Estado ao Serviço do Homem, como o Integralismo de Plínio Salgado sempre preconizou. Ele afirma que sua vida foi transformada apartir do dia em que começou a ler os documentos doutrinários integralistas, afastando-se cada vez mais daquilo que dantes o atraíra, e criando em seu coração uma mística completamente diferente daquela que o cosmopolismo havia criado em seu espírito.

“Estou escrevendo o mesmo que milhares e milhares de filhos de italianos e alemães poderiam repetir desmentindo historiadores, sociólogos, jornalistas e até teólogos, ignorantes desses fatos reais ou que usaram e ainda usam sua inteligência, para caluniarem e deturparem um movimento cívico-cultura (Ação Integralista Brasileira) que poderá ser apresentado como o maior e mais serio das três Américas.”

Pois como afirma Plínio Salgado em carta datada de 10 de dezembro de 1934, dirigida aos integralistas da cidade de Jaboticabal aonde houve a formatura de 1.300 milicianos em 8 de dezembro de 1934 da qual havia ele sido convidado para ser paraninfo. Nela Plínio Salgado explica sua ausência: “(...) É justamente porque o nosso movimento difere do italiano e do alemão que devemos libertar-nos definitivamente da adoração dos homens, que é ainda um remanescente de uma época morta. A humanidade Nova abandonará os últimos prejuízos das idolatrias. A idolatria da Massa, na Rússia, como a idolatria do Homem, na Alemanha ou na Itália, como a idolatria do voto, nas liberais-democracias, são todos resíduos de um século morto. Nos somos os primeiros homens do século XX, já vos afirmei. Não me envelheçais, focalizando a minha personalidade.”

Você quer saber mais?

Ferreira, Marcos. O Integralismo na Cidade de Matão: Oswaldo Tagliavini e sua máquina de fazer ideias, Rio de Janeiro, 2007.

http://www.historia-do-prp.blogspot.com

Leia mais sobre o Ação Integralista Brasileira

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.