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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A tradição - Gustavo Barroso

A tradição
Por Gustavo Barroso

Tradição é uma coisa; saudosismo, outra. A tradição vivifica; o saudosismo mata. A tradição é um olhar que se deita para trás, a fim de buscar inspiração no que os nossos maiores fizeram de grande e imitá-los ou superá-los. O saudosismo é o olhar condenado da mulher de Lot, que transforma em estátua de sal. A tradição é um impulso que vem do fundo das idades mortas dado pelas grandes ações dos que permanecem vivos no nosso culto patriótico. O saudosismo é um perfume de flores fanadas que envenena e enerva. A tradição educa. O saudosismo esteriliza.

Amar as tradições da terra, da raça, dos heróis é buscar nos exemplos do passado a fé construtiva do futuro. Mergulhar dentro delas para carpir a pequenez do presente diante de sua grandeza é confessar a própria impotência e a própria incapacidade.

Da tradição nos vêm gritos de incitamento. Do saudosismo nos vêm lamentos e jeremiadas. Uma nação se constrói com aqueles gritos e se perde com essas lamentações.

Por isso, o Integralismo é tão tradicionalista quanto é antissaudosista.

(BARROSO, Gustavo. Espírito do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1936, pp. 263-264).

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Resistindo às Ondas

Mas, podem existir outras Ondas que, pulverizando uma civilização fossilizada, formarão o Brasil Integral.
 Ítalo Dal'Mas*

Ao comentar o livro "O Ritmo da História", de Plínio Salgado, Gumercindo Rocha Dórea alertou os brasileiros sobre a existência de boicote covarde e pusilânime contra a obra do grande pensador. Historiadores conscientes da censura ideológica ao pensamento político doutrinário do escritor perguntam: que espécie de cultura brasileira é essa que persegue os gênios condenando-os ao silêncio?

Para o mal do Brasil, entretanto, continua a faina difamatória contra o fundador da Ação Integralista Brasileira. Renato Alencar Dotta, mestrado em história pela USP e historiador do Museu Barão de Mauá, na revista Raízes (nº 27 p 42), em "Fragmentos de uma história esquecida: o integralismo no ABC", com base em notícias de jornais, memórias esparsas e testemunhos inquinados de vícios, declara que a doutrina integralista possuía caráter autoritário (p.42), que os galinhas-verdes e as crianças usavam símbolos ou indumentária fascista e que em 11 de maio de 1938 os integralistas assaltaram a residência de Getúlio Vargas à mão armada. As narrativas históricas do emérito professor, todavia, como confessa, não são analíticas, mas meramente factuais e revelam completo desconhecimento da doutrina pliniana.

Porquanto:
1º) Plínio Salgado sustentava o Estado Integral de natureza ética. O Estado Integral defende a integridade da pessoa humana e o livre arbítrio do cidadão. Combate toda forma de totalitarismo, nazismo, fascismo ou comunismo. Admite a ordem, princípio de coesão e de autoridade. Ordem não como obediência incondicional. Ordem necessária à liberdade e à segurança. Da ordem deriva a hierarquia que não representa obstáculo à democracia, nem é forma de totalitarismo. Hierarquia é visão da totalidade, visão que evita os conflitos entre moralidade e dever. Totalidade nada tem a ver com totalitarismo, que significa a deturpação política e indica o monopólio do poder diverso do termo totalista de natureza cristã, oposto às ditaduras do espírito.

2º) Para melhor apreensão de sua doutrina, Plínio Salgado, usando a linguagem simbólica da época, manifestou sua doutrina através dos símbolos: bandeira em campo azul com círculo branco e dentro deste a letra grega sigma. Os símbolos, aliás, falam mais que as palavras e os conceitos. Possibilitam apreensão imediata e intuitiva das idéias. Os jovens e as crianças, para manifestar seus desejos e suas aspirações, adotam a simbologia, uma forma de conhecimento para indicar os vôos da esperança e dos sonhos intensamente vividos. Os símbolos não podem ser reduzidos a meras ostentações bélicas, o que é indesculpável leviandade.

3º) O assalto ao Palácio do Governo de Getúlio Vargas, em 11 de maio de 1938, não foi atentado Integralista. Trata-se de versão típica da vulgata comunista. A realidade histórica é a seguinte: após o fechamento dos partidos, Plínio Salgado procurou entendimentos com outros políticos para restaurar a democracia no Brasil. Civis e militares apressados resolveram, por conta própria, atacar o Palácio Guanabara. Os principais articuladores foram Euclides Figueiredo, Octávio Mangabeira, Flores da Cunha, auxiliados pelo comunista Tenente Severo Fournier, segundo Sobral Pinto (Pedro Calmon, “Miguel Calmon - Uma Grande Vida" - José Olímpio Editora / Pró-Memória - 1983, p.170).

Não obstante o boicote e deturpação do pensamento, Plínio Salgado permanece como gigantesca rocha, resistindo às ondas da covardia e alienação.
(Publicado na “Tribuna do ABCD”. Ano XII - Nº 538 de 26 de Julho de 2003 - Net. 57 - Diretor Editor Responsável: Antonio Julio Pedroso de Moraes)

* Σ - Jurista e Historiador – São Caetano do Sul - SP

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JULGAMENTO DA HISTÓRIA. O NACIONALISMO!

Um dos grandes erros cometidos rotineiramente por leigos ou até mesmo historiadores é abordar o estudo do passado com o pensamento e seus conhecimentos do presente. Isto é um “pecado histórico”, pois quando olhamos para o passado não podemos julgar os acontecimentos daquele período com as questões morais da atualidade por que aqui neste instante temos um ponto de vista privilegiado. Sabemos como começou, sabemos como desenvolvesse e em alguns casos até como terminou, mas alguns se esquecem de que estão avaliando de um ponto de vista que os envolvidos nos fatos em questão não possuíam. Quando avaliamos o passado dessa forma estamos agindo como deuses do passado, mas na verdade não somos e em grande parte dos casos possuímos pedaços de um todo e avaliarmos um todo apenas por pequenos pedaços corremos com toda certeza um grande risco de realizar um julgamento histórico sem contexto.

Vamos seguir a linha de pensamento envolvida nos movimentos nacionalistas que se desenvolveram praticamente no mundo inteiro no inicio do século passado. A grande verdade é que 90% das pessoas lembraram e relacionaram qualquer evento nacionalista desse período com o nacional-socialismo alemão. Um grande erro! Pois cada nação desenvolveu seu espírito nacionalista conforme a opressão que estavam recebendo e criaram dentro do movimento uma espécie de porto seguro para a solução dos problemas de toda a nação. Identificaram inimigos comuns de todo o povo identificou e reuniu as forças do estado em direção de soluções para os problemas nacionais como um todo. E como não era de se esperar são raríssimos os livros que abordam as soluções trazidas para suas nações pelos movimentos nacionalistas, mas o estranho é que não faltam livros mostrando as soluções trazidas pelo comunismo, mesmo que o dito não se ache “nacionalista”, mas um movimento internacional que objetivava o estabelecimento de um mundo regido pelo comunismo. Vemos que cada nação que adotou ou lhe foi imposta o regime comunista tinha suas particularidades e aparente espírito nacionalista bem desenvolvido (lembre-se dos desfiles militares na ex-URSS e atualmente na China).

Ah, muitos me dirão que os movimentos nacionalistas do inicio do século passado mataram milhões de pessoas e foram os responsáveis pela Segunda Grande Guerra. Não estou defendendo o maldito nacional-socialismo alemão estou afirmando que estão colocando todos os grupos nacionalista no mesmo movimento sem entenderem que pessoas de mesmo período histórico tendem a agir de forma semelhante, ma não igual (exemplo: EMO é a mesma coisa que DARK?). Voltemos à questão de afirmarem serem os movimentos nacionalistas responsáveis pela morte das 50 milhões de vidas humanas perdidas na Segunda Grande Guerra. O Nazismo e a ganância de um líder mentalmente atormentado pelo poder, que acreditava se capaz de levar seu sistema político ao mundo por meio de conquista militares (isso me lembra o que a URSS fez com o leste europeu) acabou amaldiçoando todo o legado nacionalista pelo mundo por meio daqueles que unanimemente todos os nacionalistas combatiam o comunismo internacional.

E então me vem à questão! Por que ninguém lembrar aos comunistas da atualidade e até aos comunistas camuflados que o comunismo matou 30 milhões de pessoas só na URSS durante os expurgos de Stalin (Sigo a linha de historiadores que acreditam em um número bem superior ao realmente aceito que seria a metade). As atrocidades do comunismo são tantas e iguais as cometidas pelo maldito nacional-socialismo alemão a diferença é que existem grupos e sociedades que possuem muito dinheiro e essas sociedades e grupos sabem se você repetir algo durante anos e anos, imprimirem muitos livros, falarem e gritarem durante anos que um único evento foi responsável por todo o mal do mundo as pessoas iram acreditar.

Se julgarmos o comunismo pelo julgamento da História sem o dinheiro das sociedades e dos seus grandes empreendedores o comunismo estaria colocado lado a lado com o maldito Nacional-socialismo e então todos diriam sem temor maldito comunismo assassino de milhões!

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