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sábado, 8 de janeiro de 2011

O Período Inter-Bíblico.

Maquete do Templo de Heródes

De Malaquias a Mateus, encontramos um silêncio divino de quatro séculos. Nesse período, chamado “Inter-Bíblico”, por se localizar entre os dois Testamentos, Deus esteve preparando o mundo para o nascimento do Seu filho, para o advento do Cristianismo.

Deus preparou o mundo em vários aspectos para a vinda de Jesus; cada povo, no seu tempo, pela providência divina, criou as condições da sociedade em que o cristianismo apareceu realizando as suas primeiras conquistas.

Os babilônicos levaram o povo de Deus para o cativeiro e deram-lhe lições jamais esquecidas. Os persas fizeram-lhe retornar à Jerusalém, edificando o templo e restaurando o ensino da lei. Os gregos influenciaram intelectualmente o mundo, contribuindo ainda com um idioma universal, o “Koinê”. Os romanos contribuíram com a paz universal e o intercâmbio entre os povos unificados sob seu domínio. Os judeus contribuíram com a preservação do Antigo Testamento e a esperança messiânica que inocularam nos países por onde andaram, principalmente depois do cativeiro.

Deus, nesses 400 anos não falou por meio de profetas nem pela palavra escrita (nenhum livro inspirado apareceu nesse período), mas podemos dizer que com Sua mão poderosa, dirigiu os povos preparando o mundo para o nascimento de Jesus Cristo.

Relato --- Descrito profeticamente em Daniel 11 à 12.2.

Duração --- De 430 a 5 aC (425 anos) --- De Malaquias ao advento.

Local --- Palestina.

Fatos importantes:

Para facilitar o estudo, dividiremos o período inter-bíblico nos nos seguintes assuntos:

--- O período Medo-Persa

--- O período Greco-Macedônio

--- O período Romano

--- A literatura apócrifa

O período Medo-Persa

Guerreiros Persas em um relevo em Persépolis.

Após Neemias e Malaquias, a Palestina continuou sob os persas por mais quase 100 anos, até 330, quando a Grécia venceu a Pérsia. O centro do império Persa ficava onde hoje é o Irã. Suas capitais foram Babilônia e depois Susa, construída por Cambises ( Neemias 1.1; Ester 1.1; Daniel 8.2). Embora em cativeiro, o povo de Deus obteve os seguintes sucessos:

--- Influência espiritual dobre Nabucodonosor e os babilônios.

---Idolatria destruída.

--- A lei de Moíses respeitada.

---Inauguração do culto público.

---Reverdecimento da esperança messiânica.

---Nacionalismo pronunciado.

No período interbíblico, os persas só dominaram no mundo por cerca de 100 anos. Em 330, Dario Condomano (Dario III) foi derrotado por Alexandre “O Grande” da Grécia na famosa batalha de Arbela. Não confundir esse Dario com o Dario II ( Nothus) de Neemias 12.22. O “Jadua” aí, também não é o mesmo sumo-sacerdote que recebeu Alexandre em Jerusalém, conforme descrição de Josefo em “Antiguidades”.

O período Greco-Macedônio

Busto de Alexandre o Grande Imperador da Macedônia (356-323 a.C.).

Alexandre “O Grande”, 336 aC, com a idade de 20 anos assumiu o comando do exército grego e, à maneira de meteoro, investiu para o oriente, sobre as terras que estiveram sob o domínio do Egito, Assíria, Babilônia e Pérsia. Em 331 aC, o mundo inteiro jazia aos seus pés. Invadindo a Palestina em 332 aC, mostrou muita consideração pelos judeus, poupando Jerusalém e oferecendo-lhes imunidades para se estabelecerem em Alexandria. Esse período durou de 331 a 167 aC.

Em 323 Alexandre “O Grande” morre na Babilônia aos 33 anos de idade. Após sua morte, seu império foi dividido entre quatro dos seus famosos generais, da seguinte maneira:

Seleuco I, Nicator --- Ficou com a Síria, Ásia Menor e Babilônia. Capital, Antioquia da Síria.

Ptolomeu I, Sóter I, Ptolomeu Lagos --- Aparece na História com esses nomes. Ficou com o Egito, capital Alexandria.

Cassandro --- Ficou com a Macedônia e Grécia. Capitais Pella e Atenas.

Lisímaco --- Ficou com a Trácia, atual Romênia.

Durante a época dos Ptolomeus e Selêucidas, a língua grega foi implantada na Palestina. O poder civil passou a ser exercido pelo sumo-sacerdote, que exercia também o religioso. A divisão política da Palestina contava com 5 províncias ou distritos: Judéia, Samaria, Galileia, Traconites e Peréia. Nessa fase surgiram as seguintes seitas religiosas:

Os fariseus: (heb. “separados”). Inicialmente primavam pela pureza religiosa, depois tornaram-se secos, ritualistas e hipócritas. Eram nacionalistas.

Os saduceus: (heb. “justos”). Eram os aristocratas da época. Eram adeptos do que chamamos hoje racionalismo. Confira Atos 5.17; 23.8. Eram Helenistas (partidários dos gregos).

Os essênios: Uma ordem monástica que praticava o ascetismo. A raiz que deriva a palavra “essênio significa “piedoso”.

Antíoco Epifânio

Imagem de Antíoco Epifânio em uma moeda Grega.

Antíoco, o Grande, reconquistou a Palestina em 198 aC, que voltou para os reis da Síria, chamados “Selêucidas”. De 175-163 aC, foi violentamente rancoroso com os judeus; fez um esforço titânico e decidiu por exterminá-los e à sua religião. Devastou Jerusalém, em 168 aC; profanou o templo, em cujo altar ofereceu um porco; erigiu um alta à Júpiter; proibiu o culto no templo; impediu circuncisão sob pena de morte; destruiu todas as cópias das Escrituras que foram encontradas, matando a todos quantos foram achados de posse das mesmas; vendeu milhares de famílias judias para o cativeiro e recorreu a toda espécie imaginável de tortura para forçar os judeus a renunciar sua religião. Isso deu ocasião à revolta dos Macabeus, uma das mais heróicas façanhas da história.

O Perído Macabeu ou Hasmoneano.

Matatias, sacerdote, de intenso patriotismo e imensa coragem, furioso com a tentativa de Antíoco Epifânio, reuniu um bando de leais compatriotas e desfraldou a bandeira da revolta. Tinha cinco filhos heróis e guerreiros: Judas, Jônatas ,Simão, João e Eleazar. Matatias faleceu em 166 aC. Seu manto caiu sobre seu filho Judas, guerreiro de admirável gênio militar. Ganhou batalha após batalha em condições de inferioridade incríveis e impossíveis. Reconquistou Jerusalém em 165 aC, purificou e reedificou o Templo. Foi esta a origem da Festa da Dedicação (João 10.22-23). Judas uniu em si a autoridade sacerdotal e civil e assim estabeleceu a linguagem dos sacerdotes-governadores Hasmoneanos, que pelos seguintes 100 anos governaram uma Judéia independente. Foram eles:

Matatias – 167-166 aC.

Judas – 166- 161 aC.

Jônatas – 161- 143 aC.

Simão – 143- 135 aC.

João Hircano I – 135-104 (filho de Jônatas).

Aristóbulo e filhos – 104-63 (indignos do nome do Macabeus).

Um período que iniciou por causa da crueldade, termina com a crueldade dentro do próprio povo. Aristóbulo, filho de João Hircano, entre outras coisas, mandou prender sua genitora, à qual Hircano teria deixado o reino, conservando-a presa até morrer de forme no cárcere, Seu reinado foi curto (morreu em 105 aC) e seus filhos tão cruéis quanto ele. Não merecem serem chamados descendentes de Hasmon.

O Período Romano

Gravura de um Centurião e um Legionário romanos.

No ano de 63 aC, a Palestina foi conquistada pelos romanos sob as ordens de Pompeu. Anipator, edomita (descendente de Esaú) foi designado governador da Judéia. Sucedeu-lhe seu filho Herodes, o Grande, que foi rei da Judéia, 37-4 aC, data na qual Jesus já era nascido. Para obter o favor dos judeus, Herodes o Grande derrubou o velho templo depois de ter preparado o material para construção do novo, que edificou, talvez com maior magnificência do que o de Salomão. Este é conhecido como o templo de Herodes e o que existia quando Jesus esteve na terra.

A Literatura Apócrifa

Cavernas em Quram

Chamamos de Apócrifos (ocultos sem autenticidade), os escritos produzidos no Período Interbíblico. No silêncio da voz divina, multiplicaram-se as palavras humanas. Outros escritos espúrios relacionados com o AT ou NT são chamados Pseudo-epigráficos, ex.: Enoque, Os 12 Patriarcas, Moisés, Apocalipse de Paulo, etc.

A denominação “apócrifos” se dá comumente ao 14 escritos contidos em algumas Bíblias entre os dois Testamentos e na Bíblia de edição Romana, misturados entre os livros do AT.

Informações sobre os 14 apócrifos

Foram escritos depois de haver cessado a inspiração divina.

Os judeus nunca os reconheceram como Escrituras Hebraicas.

A Igreja primitiva nunca os reconheceu.

Foram inseridos na Bíbia quando se fez a tradução para o grego chamada Septuaginta.

Da septuaginta os apócrifos foram levados para a tradução latina e daí para a Vulgata Latina.

Jerônimo, o tradutor da “Vulgata” não concordou em inseri-los na sua tradução; o fez obrigado.

A Igreja Romana, em 18 de abril de 1546, para combater os protestantes, declarou “canônicos” 11 (Os livros de: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, I Macabeus, II Macabeus. Os acréscimos em Ester 10.4 a 16.24, Cântico dos três santos filhos em Daniel 3.23 a 90, História de Suzana em Daniel cap. 13, Bel e o Dragão em Daniel cap. 14) dos 14 apócrifos .

Você quer saber mais?

Cabral.J. Introdução Bíblica, Universal Produções, Rio de Janeiro, 1986.

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/F%C3%89

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/PESSOAL

CIDADANIA E OUTROS CONCEITOS.


Sobre a cidadania propriamente dita,

O que faz do individuo um cidadão não e apenas o fato de ele saber reivindicar o seus direitos, mas também e principalmente a maneira como ele assume as responsabilidades que lhe cabem perante uma sociedade da qual ele é parte integrante.

Sobre o equilíbrio social,

O equilíbrio social não depende apenas das ações do governo, por mais justas e eficazes que sejam suas leis e suas instituições, mas também, e principalmente, da soma das atitudes de cada cidadão, independentemente da posição que este ocupe na escala social. Seja ele um membro integrante do primeiro escalão do governo ou simples servidor, um grande empresário ou um operário de fabrica; um rico fazendeiro ou um pobre lavrador.

A fórmula para o equilíbrio social,

Povo consciente e responsável...Políticos honrados e competentes. Leis e instituições justas e eficazes...Nação próspera e feliz! Democracia Plena! Não existem dois caminhos... Não existem duas fórmulas! Ou investimos nessa “utopia”, ou abrimos mão do sonho de, um dia, chegarmos a ser uma Nação.

A melhor forma de Governo,

Se os políticos fossem honestos o parlamentarismo seria, sem dúvida, a melhor forma de governo. Mas... se os políticos fossem honestos, o presidencialismo também seria uma ótima forma de governo. Nós partimos do pressuposto de que homens honrados e competentes fazem bons governos. O mais e decorrência!

Ainda sobre o melhor Governo,

O melhor governo não e aquele que da a cada um o direito de fazer o que quer, mas aquele que tem o poder de garantir a todos, sem paternalismo e sem privilégios, as condições necessárias para que cada um possa exercer os seus direitos fundamentais.

Sobre a Liberdade,

A liberdade é um dom, não é uma concessão especial... O homem é livre por natureza. O homem nasce livre. Não é o governo que lhe outorga a liberdade. Cabe ao governo, isto sim, preservar as condições necessárias para que o homem, no pleno gozo de sua liberdade, possa exercer o direito sagrado de realizar-se, segundo seus próprios ideais.
Autor.
Pedro Baptista de Carvalho
Presidente da Casa de Plínio Salgado

Você quer saber mais?

http://www.integralismo.org.br

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/INTEGRALISMO

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.