-

-

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Uma visão integral para a segurança pública.

Em artigo publicado no dia 27 de maio de 2006, nas páginas do jornal A TRIBUNA de Santos, por ocasião dos atentados promovidos pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra forças militares e meios de transporte do Estado de São Paulo, analisamos a delicada questão da segurança pública, tema apontado em recente pesquisa, organizada pelo Ibope, como o terceiro maior motivo de preocupação dos brasileiros nos dias atuais.

No referido artigo, dissemos que “a amarga experiência expôs a todos a tibieza das instituições liberais democráticas, a politicagem eleitoreira, a desarmonia entre os governos federal e estadual (discrepância originada do sistema federativo, consagrado pela Constituição de 1891), a caducidade de nossas leis penais, a falência do aparelho penitenciário brasileiro, a corrupção de muitos de seus funcionários, a falta de recursos e prestígio de nossa polícia, bem como, um pouco do que pode acontecer caso filosofias românticas (emanadas da mente de demagogos, notadamente esquerdistas) continuem a traçar políticas de segurança pública”. E justamente por não acreditarmos no “fraco e suicida” Estado liberal-democrático (usando a definição de Gustavo Barroso, em “O Espírito do Século XX”), prevíamos já, no mesmo artigo, que “a repetição dos recentes episódios é questão de tempo”...

Infelizmente, como era de se esperar, quatro anos após as ações que tristemente ficaram conhecidas como “Crimes de Maio” (até hoje as vítimas da incompetência das autoridades do Estado aguardam indenizações), o Brasil acompanhou os graves distúrbios na cidade do Rio de Janeiro, incentivados, ao que tudo indica, por ordens emitidas por marginais internos na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

Na recente onda de barbarismo, carros, ônibus e vans incendiados, totalizando pouco mais de 100 veículos destruídos; cabines da PM atacadas e até uma viatura da Aeronáutica metralhada.

Pressionado pela opinião pública, cada vez mais impaciente com a falta de firmeza no combate à criminalidade, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, visivelmente constrangido, solicitou ao Governo Federal o socorro e o apoio logístico das Forças Armadas. O objetivo era o auxílio à polícia fluminense no combate a grupos de narcotraficantes encastelados na Favela de Vila Cruzeiro e, posteriormente, refugiados no Complexo do Alemão.

Nas justificativas apresentadas à imprensa para a operação que se desencadeava, o referido governador, sem perder o oportunismo eleitoreiro típico dos políticos do regime que representa (os quais andam sempre pensando na “próxima eleição”), declarou: “Vamos continuar a recuperar todos os territórios. Quando se luta por território é guerra. Quando se conquista é a paz”. E, visando talvez minimizar (senão mesmo encobrir) sua parcela de responsabilidade pelo caos reinante na área da segurança pública no Rio de Janeiro, numa outra atitude própria da politicalha liberal brasileira (atribuir aos antecessores as causas da tragédia presente), criticou os governos anteriores pelo descaso no setor nos últimos trinta anos. Esquece, porém, que desde 2007 ocupa ele mesmo a chefia do Executivo estadual (cargo para o qual foi reeleito este ano), tempo suficiente para que tomasse medidas concretas que impedissem os lamentáveis acontecimentos que a sociedade brasileira acaba de presenciar.

Portanto, que o povo do Rio de Janeiro e que os brasileiros de uma forma geral não se deixem enganar: a intervenção das Forças Armadas nos eventos que levaram à ocupação do Complexo do Alemão não é representativa da eficiência das autoridades governamentais em questão (imagem que parte da imprensa conluiada aos poderes constituídos tenta transmitir à opinião pública), mas sim, de seu completo fracasso. Prova disso é o recente pedido do governador para a permanência de cerca de 2000 militares das Forças Armadas no Rio de Janeiro até outubro do próximo ano, pedido este que já gerou reação negativa (e justificada) por parte de alguns setores militares, que evidentemente não concordam com a redução de seu papel constitucional a operações de policiamento.

Dessa forma, tendo em vista aquilo que nós, integralistas, sempre afirmamos, ou seja, a notória falência das instituições políticas da liberal-democracia (incapazes de prover direitos básicos à população), os brasileiros terão agora de lidar pelos próximos anos com a polêmica questão da validade ou não do emprego das Forças Armadas na repressão à criminalidade. E se enganam os que pensam que a discussão se limita apenas ao Estado do Rio de Janeiro. Em outros estados da federação verificam-se, com pequenas nuances, a mesma abjeta mecânica política e práticas administrativas fluminense, alertando que, mais do que um problema meramente regional, a questão é nacional e, em última análise, está ligada à ultrapassada concepção de Estado que se vem defendendo e adotando no país nas últimas décadas. Assim, não devemos nos espantar se, futuramente, outras unidades da federação vierem a sofrer (no campo ou nas cidades, por quaisquer que sejam as razões alegadas) o mesmo processo pelo qual passa o Rio hoje.

De acordo com o artigo 142 da Constituição Federal, “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Pelo texto, subentende-se que, embora criadas com a finalidade essencial da defesa da soberania nacional, em situações excepcionais (como no atual caso carioca), as Forças Armadas podem legalmente intervir no cenário interno, desde que convocadas por autoridade competente.

Contudo, para os integralistas, o simples fato de se empregar tropas adestradas para a guerra para exercerem funções de segurança publica (dever das policias estaduais), com a missão de “recuperar territórios” para o crime comum (como se estivéssemos frente a um verdadeiro conflito contra exército estrangeiro), é sintomático da inépcia de nossa classe dirigente e da inegável decadência do Estado liberal.

Assim, antes de se empertigarem para proferirem palavrórios sonoros enaltecendo a Democracia e o chamado Estado Democrático de Direito (e como se tornaram banais tais declarações demagógicas), os parasitas do Estado deveriam possibilitar os mínimos direitos ao povo do qual se dizem representantes. Geralmente, críticos ferrenhos dos governos militares (e não estamos aqui para defender governos militares, apenas fazer uma constatação), precisam agora recorrer às Forças Armadas para o cumprimento de atribuições de segurança publica que, embora não lhes compete, foram chamadas a exercer, em virtude de não estarem nossos homens públicos a altura dos postos que ocupam. A vexatória situação a qual expuseram o Estado do Rio de Janeiro perante a opinião pública nacional e internacional deveria para estes homens se constituir em motivo de desonra. Renunciar humildemente a seus cargos e disponibilizá-los a elementos mais capazes é tudo que deveriam fazer.

Outros dados preocupantes atestam com rigor a incompetência de nossa classe dirigente no tema segurança pública. Recente levantamento, desta vez organizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que 9 em cada 10 brasileiros temem ser assassinados. Nosso país apresenta hoje índice de quase 50.000 homicídios por ano, ocupando o incômodo sexto lugar em homicídios no mundo. Observe agora o leitor, a partir de tão alarmantes dados, o seguinte contra-senso: o governo federal (co-responsável juntamente aos governos estaduais pela crítica situação na área da segurança pública) vem pleiteando perante a comunidade internacional assento no Conselho de Segurança da ONU ao Brasil, mas este mesmo governo, que sequer consegue garantir a paz interna aos seus cidadãos, se considera em condições de dar sua colaboração à paz no mundo!!!

Lembre-se ainda o leitor que, em 23 de outubro de 2005, através do malfadado referendo sobre o Desarmamento, o governo federal (extremamente débil no combate ao armamento da bandidagem) tentou proibir a comercialização de armas de fogo e munições no Brasil. O retumbante “não” da maioria consciente do povo brasileiro (pelo menos por enquanto), conseguiu barrar a aplicação de uma lei que procurava tolher ao cidadão honesto a garantia de seu legítimo direito de defesa, bem como, daria ao governo a certeza de que o regime aos moldes venezuelanos que pretende paulatinamente implantar no país não encontraria sérias resistências.

Pela apreensão popular quanto à segurança pública, os números mostram como tardiamente vão despertando nossas autoridades para o fato de que a criminalidade decretou guerra à sociedade e que cabe ao Estado responder firmemente e declarar a sua guerra à criminalidade. Infelizmente, a segurança pública no Brasil regrediu a tal ponto que, em muitas cidades, especialmente nos grandes centros urbanos, este embate torna-se inevitável. E, neste conflito (ainda mais em se tratando de guerra urbana), a opinião pública deve se preparar para vítimas civis. No caso do combate ao tráfico, ou se dá ao poder paralelo o domínio completo das comunidades, abortando operações militares com o temor de possíveis vitimas civis, ou se combate com rigor o problema, com operações bem articuladas, que eliminem os focos cancerígenos, ao mesmo tempo em que tomando todas as precauções para que sejam evitadas baixas entre inocentes. Nesta situação emergencial, terceira alternativa não há.

Medidas tão somente repressivas, contudo, não bastam. Quando afirma o governador do Rio de Janeiro que a paz virá após a recuperação de territórios pelas forças militares, sabem os integralistas o quão falsa é tal visão. Este tipo de postura meramente punitiva no combate ao crime é o retrato da medíocre mentalidade burguesa predominante nas elites políticas brasileiras. Neste sentido, de vez em quando, nada tão conveniente como uma “demonstração de força” nas favelas, periferias e subúrbios das cidades (sim, o que há de podre nas áreas nobres geralmente escapa a esse procedimento, democraticamente...) para ficar bem afirmada perante a sociedade desprotegida a “autoridade do Estado”. Para um sistema político corrupto e viciado, que age invariavelmente em função da lógica popularidade-voto, nada tão eleitoreiro quanto tais demonstrações esporádicas de força bruta. No fundo, tal política nada mais ratifica que a própria fraqueza do Estado, como bem salientava nosso eterno Chefe Nacional, Plínio Salgado, para quem “todo governo que se diz forte, no fundo é fraco e tem medo de tudo, até da própria sombra”. Realizava assim uma crítica à ditadura do Estado Novo, mas em vários aspectos, bem pode ser aplicada a muitos governos e governantes atuais ditos democráticos.

Este estreito programa de combate à criminalidade calcado apenas na idéia da repressão é fruto de uma visão unilateral dos problemas nacionais, modo de pensar e agir tão próprio da politicalha burguesa liberal, que tantos prejuízos vêm causando à nação desde o último século.

Detentores de uma visão integral dos problemas nacionais, que considera os fatores de relação e interdependência dos fenômenos políticos, sociais, econômicos (etc.), crêem os integralistas que nenhum problema pode ser encarado de forma isolada, estando a solução para o mesmo na adoção de uma multiplicidade de ações que abranjam todos os aspectos aos quais está ele relacionado.

Na área da segurança pública, por exemplo, não pensam e agem os integralistas como os esquerdistas, socialistas e comunistas, para os quais a criminalidade está associada exclusivamente às desigualdades sociais, tampouco defendem a tese dos direitistas liberais burgueses para os quais a criminalidade é apenas um caso de polícia.
O Integralismo vai além. Muito além.

Exemplifiquemos:

Qual o sentido da criação e instalação de Unidades de Polícia Pacificadoras UPP´s nas comunidades carentes cariocas (iniciativa da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro) se desacompanhadas da criação e instalação de escolas, bibliotecas, centros de cultura e lazer, etc.?
O Estado estará presente apenas como entidade repressora e esquecerá sua outra função, qual seja a de gerador de oportunidades e perspectivas de futuro.

Qual o sentido da apreensão de centenas de armas e toneladas de drogas a cada megaoperação policial se pelas nossas fronteiras (verdadeiras peneiras desguarnecidas), entram, quiçá diariamente, centenas de armas contrabandeadas e toneladas de drogas, que voltam a abastecer o crime, num verdadeiro ciclo vicioso?
O Estado estará tão somente jogando para as câmeras de TV, sem combater o mal pela raiz.

Qual o sentido da prisão de mais de uma centena de marginais, nestas mesmas megaoperações, se nossas leis penais são risonhamente fracas e concedem ao condenado uma série de conhecidos benefícios? (a título de exemplo, em 2009, somente no Estado de São Paulo, 23.000 presos receberam indulto para passar as festas de fim de ano com a família... Quantos retornaram às suas celas?)
Agindo assim, o Estado estará desprestigiando o trabalho de nossos policiais, alimentará a impressão de insegurança entre os cidadãos de bem e incentivará a atividade e ousadia dos bandidos, cada vez mais confiantes de sua impunidade.

Qual o sentido de nossos presídios lotados, se muitos aparelhos penitenciários brasileiros assemelham-se mais a abjetos depósitos, locais muitas vezes marcados por condições subumanas, aonde o condenado, enquanto preso, é mantido em pleno ócio?
O Estado estará assim se omitindo de uma de suas principais responsabilidades: tornar os condenados úteis e produtivos dentro dos presídios, fazendo-os reverter em bem o dano que causaram à sociedade e procurando reintegrar o maior número deles à vida normal.

Qual o sentido da repressão violenta ao tráfico nas comunidades carentes, se desacompanhada do mesmo ânimo para com o consumo da droga entre os filhos usuários da burguesia liberal decadente?
Qual o sentido de uma Justiça que, muitas vezes, para o mesmo crime, pune com cela comum o pobre e privilegia com cela especial o rico?
O Estado estará conspurcando assim os próprios princípios democráticos nos quais diz estar fundamentado.

Qual o sentido de se manter no país foros privilegiados para autoridades políticas, muitas das quais envolvidas com o crime comum?
Em suma, o Estado estará sentenciando sua própria condenação.

Para estas e outras questões, nós, integralistas, estamos cientes que pouco sentido possuem (e, por conseguinte, pouco resultado trazem) as políticas que encaram os problemas nacionais de forma parcial e isolada.

No Estado Integral, a questão da segurança pública (como todas as demais questões nacionais) será concebida em sua totalidade.

Estado forte (e não de força), Estado não autoritário (mas que exercendo de forma prudente a autoridade defende por esse instrumento o intangível princípio da liberdade de seus cidadãos), o Estado Integral combaterá duramente a criminalidade em nossa Pátria.

Longe, porém de se constituir em Estado meramente repressor, o Estado Integral promoverá as condições para que todos os brasileiros tenham a possibilidade de conquistar o que permitir a capacidade e a vontade de cada um, diminuindo as desigualdades sociais e contribuindo assim para o próprio decréscimo dos índices de criminalidade. Neste ponto haverá a necessidade imperiosa de uma Educação de qualidade para todos os brasileiros, independente de condição social, em todos os níveis de ensino.

Por fim, como movimento que defende o primado do Espírito sobre a Matéria, como frente que representa uma reação ao materialismo reinante (fonte de inúmeros crimes e violência), o Integralismo trabalhará pela unidade e valorização da Família brasileira (com a criação do Ministério da Família) e pelo resgate dos valores morais, espirituais e cívico-patrióticos.

Cultivando no espírito da juventude uma concepção de mundo calcada em ideais superiores, o Estado Integral encaminhará a Pátria para um futuro de ordem, disciplina e paz.

Luiz Gonçalves Alonso Ferreira
Vice-Presidente da Frente Integralista Brasileira e Coordenador da Região Sudeste

Você quer saber mais?

http://www.integralismo.org.br

INTEGRALISTAS ALIADOS AO TERCEIRO REICH!

“Os Integralistas presentes no Brasil durante a 2ª Guerra Mundial deram sinais ao inimigo para que afundasse navios da nossa frota mercante”.

É com estas e outras afirmações que os inimigos do Sigma, durante anos, proferem calúnias contra o Integralismo, associando-o a doutrinas alienígenas, tais como o Fascismo e o Nazismo. O objetivo destas táticas nefastas, seguindo ordens do Komintern, datada de 1936, é denunciado no livro “O Integralismo perante a Nação” e reproduzido em formato de folhetim de autoria do Chefe Nacional da Acção Integralista Brasileira Plínio Salgado é criar uma névoa de inverdades, de onde nos tentam imputar uma amizade e reciprocidade com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), que de verídica nada possui, produzindo, em alguns casos, até mesmo provas falsas para corroborar com tais acusações.

Durante um dos seus primeiros discursos, após o regresso do exílio, pronunciado no dia 27 de outubro de 1946, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Plínio Salgado apressou-se em rechaçar tal afirmação,
informando a população brasileira que, o Chefe do Estado Maior da Armada Brasileira, durante a 2ª Guerra Mundial, Comandante Gerson e Macedo Soares, pertenceu aos quadros da Acção Integralista Brasileira - AIB, bem como centenas de oficiais e marinheiros da Marinha de Guerra brasileira. Além desta explanação, informou ainda aos agentes da desinformação que, durante o Estado Novo, promoveram verdadeira caçada contra o Integralismo através de calúnias e prisões ilegais, que vários tripulantes dos navios torpedeados pela Marinha Alemã, tais como os navios, Cabeledo, Araraquara, Aníbal Benévolo, Arará e Baependí, pertenceram aos quadros da AIB e suas famílias, em muitos casos, nunca receberam reparações financeiras, deixando desta forma seus parentes desamparados, sendo auxiliadas, na maioria dos casos, pela Casa do Marinheiro, entidade fundada pelos Integralistas para ajudar as famílias carentes dos combatentes.

Segundo Plínio Salgado,
“Oitenta por cento dos oficiais e marinheiros da Marinha de Guerra, tinham feito profissão de fé da nossa doutrina e tinham sido fichados no Integralismo, como atestam os nossos arquivos na parte salva das garras policiais da ditadura: em nossas fileiras, numerosíssimos marujos da nossa Marinha Mercante” (...) “como seria possível aos Integralistas apontar barcos mercantes ao estrangeiro inimigo, quando lá dentro, levavam a Bandeira Nacional companheiros nossos? Muitos escaparam com vida, mas perderam outros”.

Com este trecho retirado do histórico discurso e vinculado em diversos jornais nacionais e internacionais, fica claro que nunca os Integralistas presentes em solo Nacional durante a 2ª Guerra Mundial auxiliaram, de alguma forma, os governos estrangeiros envolvidos no conflito, cedendo informações privilegiadas, pelo contrário, aos Integralistas estavam praticamente entregues a defesa do Atlântico, se sacrificando de forma heróica, muitas vezes com a vida, para assegurar a soberania nacional em águas brasileiras.

Não haveria necessidade de recorrer ao histórico discurso de Plínio Salgado proferido na antiga Capital da Republica para demonstrar que esta associação e no mínimo irresponsável. Antes da fundação da AIB, Plínio Salgado como jornalista do jornal “A Razão”, em 1931, publicou artigo intitulado “Nacionalismo”
que atacava publicamente o Nazismo alemão como uma real ameaça a soberania nacional, portanto Plínio Salgado foi o primeiro político brasileiro a atacar publicamente o Nazismo.

O boletim “Bandeira do Sigma” homenageia todos os Integralistas que tombaram na batalha do Atlântico, em especial o Comandante do navio Cabedelo Pedro Veloso, Comandante do navio Baependí João Soares da Silva, Comissário Sandes de Oliveira, Dr. Carlos de Azambuja, Taifeiros Francisco Xavier Dias e Irineu Pereira da Silva todos do navio Araraquara, imediato Manuel Duarte Cardoso do navio Aníbal Benévolo e comissário Durval Batista dos Santos do navio Arará.

Autor: Jorge Figueira, artigo publicado no boletim Bandeira do Sigma, n.16, ano II, novembro de 2010.

E-mail: zedebotafogo@hotmail.com

Você quer saber mais?

http://www.integralismo.org.br

http://www.osigmareluzente.blogspot.com

http://wwww.integralismo.blogspot.com

Ao Companheiro Antônio dos Santos da Silva Júnior, nossa homenagem.

Antônio dos Santos da Silva Júnior (1985-2010)

No Integralismo ninguém morre! Quem entra para o nosso Movimento, imortaliza-se no Coração de todos os Camisas-Verdes. Ao mártir Integralista Antônio dos Santos da Silva Júnior, pertencente agora a Milícia do Além e a todos aqueles que se foram acreditando em nós, três Anauês!

A Ronda da Pátria*

Sou o Índio Americano, - o Guaycuru selvagem,
O Goitacaz fogoso.
Sou Y-Juca-Pyrama, - o Aimoré que não morre
Sempre valente e sempre belicoso!

Convoquei cinco mil dos meus Tamoios,
Defendi minha Terra.
Ou Tupi, ou Tapuia, - eu sou Ararigboia
Sei vibrar o boré nas explosões da guerra!

Outrora me chamaram Anchieta
E eu preguei a palavra do Senhor.
Fui santo, fui apóstolo,
E derramei a Crença, a Esperança, o Amor!

Eu andei nas bandeiras do sertão
E palmo a palmo conquistei a Terra!
E lutei... e venci... levei a minha Crença
Desde o altar de campina aos coliseus da serra!

Derramei o meu sangue em Guararapes
E chamei-me Poti.
Tinha o sol tropical a incentivar-me à luta,
Tinha o calor da Terra a aquecer-me, - e venci

Fui herói nas Tabocas... lutei muito...
Eu sou Henrique Dias!...
Vai procurar por mim nos campos do Avaí
Que o meu nome é Caxias!

Chamo-me Osório em Lomas Valentinas.
E o meu nome é Sampaio em Tuiuti!
- Ah! se visses a Pátria levantada e viva
E heróica como eu vi!

Se estivesses comigo em Curuzu...
Se me visses em Peribebuí...
Em Estero Belaco, Estero Rojas,
San Solano, Augustura ou Caraguataí...

Se tivesses ouvido a música divina,
Que eu cantei pela boca do canhão
Nas águas revoltosas de Riachuelo,
Em Paissandu, então!...

Ah!... lá eu fui Tamandaré,
O espírito das águas revoltado!
Fui Barroso e deixei um pouco do meu sangue
Entre as veias da Terra misturado!...

Guerra do Paraguai... eu a ganhei!...
Eu comandei a todas as batalhas...
E tenho o corpo cheio de feridas...
E tenho o peito cheio de medalhas...

Fui músico depois... chamei-me Carlos Gomes
Cantei o Guarani, - a voz da Raça;
Repara: - ainda o som deste poema
Clangora e ruge quando o vento passa...

Meu nome é Castro Alves... fui Poeta...
Há nos meus versos o fragor das lutas...
O baque colossal de Paulo Afonso
E o cheiro americano das florestas brutas.

Dedilhei no violão do sertanejo rude
O fogo das manhãs e as noites de luar...
Fui Juvenal Galeno e o Brasil suspirou
Na minha inspiração de bardo popular!

Chamei-me Floriano e governei meu povo.
Fui Plácido de Castro e fiz-me general,
E conquistei o Acre,
"Transformando em província, o brio nacional!"

Sou o sábio que pensa... o filósofo eterno,
Vôo da Terra em busca do Infinito.
Sonho revoluções... sou Jackson de Figueiredo
E sou Farias Brito!

Ah! eu sempre existi! Fui Rosica em Bauru
E, como Cristo dei meu sangue à minha Raça!
Fui Jayme Guimarães, e fui Spinelli
Nos combates da praça!

Chamei-me Schroeder e tombei no pampa.
Fui Alberto Secchim.
Quis a auréola do mártir e de herói
Em Cachoeiro do Itapemirim...

Hoje visto a Camisa-Verde e sou Plínio Salgado!
Sempre existi e sempre existirei.
Sou o gênio da Pátria, - a eterna Mocidade,
- E nunca morrerei!

*Gerardo Mello Mourão

Fonte: Poema publicado na revista "Anauê!" e transcrito no volume VII da Enciclopédia do Integralismo, organizada pelo Companheiro Gumercindo Dorea e publicada pela editora GRD, em sociedade com a Livraria Clássica Brasileira, de Plínio Salgado.

O HOMEM MATERIALISTA, INVENÇÃO "MARAVILHOSA".

NOSSA ERA MATERIALISTA

O homem moderno é uma invenção maravilhosa, pois ele é formado de pano, plástico e um monte de quinquilharias. Tudo para disfarçar o fato de que ele não existe como individuo "Eu", mas sim um produto do meio materialista no qual está inserido.

ESTAMOS VIVENDO A ERA DO MATERIALISMO EXACERBADO,
O QUE MENOS IMPORTA AGORA, E O SER , MAS SIM O TER. ISSO É UM PROCESSO QUE NÃO FOI ATINGIDO RAPIDAMENTE, É UM PROCESSO LENTO QUE COMEÇOU DESDE A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

QUANDO AS FABRICAS COMEÇARAM A PRODUZIR EM MASSA, ASSIM, DE INICIO, ERAM PRODUZIDOS ARTEFATOS E TUDO QUE PRECISASSE M PARA O CONSUMO DAS PESSOAS, MAS COM A MODERNIZAÇÃO E REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, AS FABRICAS COMEÇARAM A PRODUZIR DE FORMA GIGANTESCA, CLARO QUE PARA ISSO, ENXERGAM REAIS CONSUMISTAS PARA COMPRAREM OS PRODUTOS, POIS NUNCA FICAM SEM VENDER, PORQUE CONSEGUEM USAR O MARKETING, PROPAGANDA, GUIADOS PELA MODA CONSUMISTAS, OS EMPRESÁRIOS SE TORNAM CADA VEZ MAIS RICOS EM FUNÇÃO DESSE CONSUMO EXAGERADO.

COMO AS PESSOAS RICAS, TEM SEUS CARROS, ROUPAS DE GRIFE, PRODUTOS MODERNOS, ETC, AS PESSOAS DE CLASSES MAIS BAIXAS ALMEJAM TAMBÉM POSSUÍREM TAIS COISAS, PORQUE UM CARRO É UM BEM, DE UTILIDADE, CLARO, MAS QUANDO SE TEM UM, QUE SEJA FUNCIONAL, NÃO PRECISA O EXAGERO DE TER UM CARÍSSIMO, UMA FERRARI, POR EXEMPLO, QUE CUSTA MUITO, MAS, COMO ESTAMOS NA ERA DO MATERIALISMO, AS PESSOAS PERDEM A NOÇÃO DE NECESSIDADE REAL, E COMEÇAM A ACHAR QUE PARA SEREM MAIS FELIZES, SERIAM AINDA MAIS SE TIVESSEM UMA FERRARI POR EXEMPLO.

MAS PARA QUE ISSO? UMA PESSOA É MAIS FELIZ SE ESTIVER USANDO ROUPAS DE GRIFE OU SE ESTIVER USANDO UMA ROUPA SEM GRIFE, QUAL A DIFERENÇA, NÃO E TUDO FEITO DE TECIDO? AH MAS VEM A MARCA ATRELADA AO PRODUTO, E AO STATUS QUE ELE TRAZ PRA QUEM O USA.
ASSIM USANDO UMA ROUPA DE GRIFE A PESSOA E MAIS RESPEITADA, PARA ALGUNS, ELA TERÁ ATE CHANCE DE SER MAIS QUERIDA ENTRE OS GRUPOS SOCIAIS, MAIS VENERADA POR POSSUIR UM ARTIGO QUE POUCOS O TEM. ASSIM ENXERGAMOS HOJE EM DIA AS PESSOAS, QUE PRECISAM TER PARA PODEREM SER ALGUÉM, ANTES AS PESSOAS PRECISAVAM SER, PARA PODEREM TER, HOJE AINDA EXISTEM ALGUMAS SOCIEDADES QUE VALORIZAM EXTREMAMENTE O SER, MAS É MUITO RARO.

NO NOSSO PAIS, QUE ESTA COMO UM PAIS EM DESENVOLVIMENTO, PODEMOS PERCEBER TUDO O QUE ESSA ERA DO MATERIALISMO, POR ASSIM DIZER, PROVOCA NAS DIVERSAS CLASSES SOCIAIS, E EM DIFERENTES IDADES, OS JOVENS POR EXEMPLO, SÃO OS MAIS DESCOLADOS, OS QUE TIVEREM, UM TÉNIS ALL STAR, UM ADIDAS, OU NIKE, OU QUE USAREM GRANDES MARCAS DE ROUPAS, OU QUE TIVEREM OS NOTEBOOK COM AS CONFIGURAÇÕES MAIS MODERNAS, OS CELULARES DE ULTIMA GERAÇÃO, OS RELÓGIOS MAIS CAROS, E POR AI VAI.

A PESSOA QUANDO NÃO CONSEGUE SE INSERIR DENTRO DESSE PADRÃO DE CONSUMO QUE A SOCIEDADE ESTA IMPONDO, ELA CHEGA A SER TAXADA DE CARETA, DE BREGA DE POBRE, DE CAFONA, DE PESSOA DESATUALIZADA, PORQUE NÃO CONSEGUEM ENXERGAR O QUE A PESSOA E, MAS SIM EXATAMENTE E UNICAMENTE SO O QUE ELA TEM DE MATERIAL, E CLARO.

MAS POR QUE ISSO, ACHO QUE TALVEZ SEJAMOS INCONSCIENTEMENTE VITIMAS DA INDUSTRIA, DAS GRNDES MARCAS, SOMOS VITIMAS DAS GRANDES COMPANHIAS, DAS PROPAGANDAS QUE IMPÕE PARA AS PESSOAS,
SE ELAS POSSUÍREM AQUELE CARRO DA PROPAGANDA, ELAS SERÃO MAIS FELIZES, ASSIM PEGAM ALGUÉM QUE ESTAVA SE AFUNDANDO NA DEPRESSÃO, POR NÃO TER CULTIVADO O SER, E SOMENTE VIVIDO O TER, AI A PESSOA FICA PENSANDO, VOU CONSEGUIR O DINHEIRO PARA COMPRAR AQUELE CARRO DA PROPAGANDA, ASSIM QUEM SABE SEREI FELIZ. ISSO E A PENAS UM EXEMPLO MINIMO DESSA ERA DO MATERIALISMO.

Agradecimento:

Noemia Gebosky
Estudante de administração de empresas e inglês.
noemiabh@gmail.com


Você quer saber mais?

http://www.artigos.com/artigos/humanas/psicologia/nossa-era-materialista-13558/artigo/

Criminoso nazista morre na Alemanha antes de ir a julgamento.

Samuel Kunz foi guarda no campo de concentração de Belzec

Aos 89 anos, Samuel Kunz, número três da lista de criminosos nazistas mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, faleceu na Alemanha antes que pudesse ser julgado por seus crimes.

Morreu na última quinta-feira (18/11), aos 89 anos, Samuel Kunz, número três da lista de criminosos nazistas mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, especializado na procura de criminosos do regime de Hitler. Acusado de participação no assassinato de mais de 420 mil judeus durante o Holocausto, Kunz faleceu em casa, em uma cidade alemã próxima a Bonn, antes que fosse levado a julgamento.

Samuel Kunz deveria ser julgado pelo assassinato de prisioneiros judeus durante o período em que era guarda do campo de concentração de Belzec, na Polônia ocupada pelos nazistas, entre janeiro de 1942 e julho de 1943.

"O tribunal ia tomar uma decisão sobre a abertura de um processo que provavelmente começaria em fevereiro", afirmou o procurador Andreas Bendel, chefe do departamento para a elucidação de crimes nazistas em Dortmund, no oeste da Alemanha.

Caso de Kunz veio à tona durante investigações sobre Demjanjuk (foto)Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Caso de Kunz veio à tona durante investigações sobre Demjanjuk (foto)O passado de Kunz veio à tona durante a investigação de John Demjanjuk, que foi a julgamento no último ano sob acusação de ajudar a matar 27.900 judeus. Assim como Demjanjuk, Kunz serviu no Exercito soviético, tornando-se guarda de um campo depois de ser capturado por alemães.

Samuel Kunz havia reconhecido abertamente, perante investigadores encarregados do inquérito a John Damjanjuk, ter trabalhado no campo de extermínio de Belzec. "Era evidente para nós que os judeus eram exterminados e depois queimados no local". "Sentíamos o cheiro todos os dias", declarou.

Sentimento de frustração

Efraim Zuroff, diretor do Centro Simon Wiesenthal em Jerusalém, expressou sua "profunda frustração" pelo fato de o acusado não ter sido julgado e culpa abertamente a Alemanha pela impunidade.

"O fato de Samuel Kunz ter vivido na Alemanha sem penalidade por tantas décadas é o resultado de falhas no processo criminal que ignora qualquer criminoso do Holocausto que não tivesse sido um oficial".

Segundo Zuroff, apesar da impunidade, o caso colocou o conturbado tema em pauta novamente. "O único consolo é que ele foi acusado, foi exposto e pelo menos uma pequena parte da justiça foi feita", afirmou.

MDA/afp/lusa/rtr
Revisão: Carlos Albuquerque

Você quer saber mais?

http://www.dw-world.de

Tribunal de julgamentos nazistas vira museu em Nurembergue

Bildunterschrift: Dois bancos originais são parte da exposição, que exibe também filmes da época.

Um novo museu dedicado aos Julgamentos de Nurembergue foi inaugurado nesta semana no mesmo local onde Hermann Göring, Rudolf Hess e outros líderes nazistas foram condenados por crimes de guerra e contra a humanidade.

Sessenta a cinco anos após o início dos Julgamentos de Nurembergue, o local que testemunhou a condenação dos líderes nazistas por crimes de guerra foi transformado em museu, lembrando o momento histórico que fez com que o mundo inteiro fixasse os olhos sobre a cidade do estado da Baviera, no sul da Alemanha.

Benjamin Ferencz, ex-promotor norte-americano no tribunal de guerra e um dos poucos participantes dos processos ainda vivos retornou a Nurembergue aos 91 anos para discursar na cerimônia de abertura do novo museu, o Memorium Nürnberger Prozesse, realizada no dia do aniversário do primeiro julgamento de crimes de guerra da história.

"Quando deixei a Alemanha pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial, e deixei Nurembergue, o meu maior desgosto foi nunca ter ouvido um alemão dizer 'sinto muito'. Nunca acreditaria que retornaria depois de 60 anos e ouviria um tom completamente diferente em um mesmo país", afirmou, ao discursar.

Coletando evidências

Ferencz foi promotor-chefe, com apenas 27 anos, no julgamento de 22 nazistas em 1947, um dos 12 julgamentos posteriores à condenação dos principais criminosos de guerra. Após se formar em Harvard em 1943, ele imediatamente entrou no Exército dos EUA, coletando evidências de crimes nazistas nos campos da morte libertados pelos americanos, Buchenwald, Maulhausen e Dachau.

"Eu vi os crematórios com cadáveres entulhados do lado de fora e corpos queimando dentro. Vi a destruição de cidades alemães, de cidades francesas, de cidades britânicas... não sei se um dia viraremos essa página completamente. As pessoas sempre irão duvidar se é possível que seres humanos se comportem de forma tão desumana", observou Ferencz, ao discursar na mesma sala em que ele presidiu o julgamento em 1947.

Julgamentos justos

Durante a guerra, o ditador soviético Joseph Stalin pediu pela execução em massa de soldados alemães e líderes nazistas, quando a vitória estivesse consumada. Por seu turno, o Reino Unido, França e os EUA defenderam que os criminosos nazistas respondessem pelos seus crimes diante de um tribunal legalmente constituído. Foi essa insistência que levou ao Tribunal Militar Internacional, cuja primeira sessão foi inaugurada em 20 de novembro de 1945 na Sala 600 no Palácio de Justiça de Nurembergue.

Enquanto os líderes nazistas Adolf Hitler e Heinrich Himmler escaparam da Justiça cometendo suicídio, outros 21 líderes nazistas foram levados a julgamento em Nurembergue. Sob os olhares da mídia internacional, a cidade associada aos congressos do partido nazista renasceu como o lugar que abrigou o primeiro tribunal de crimes de guerra da história. Chamado de "o tribunal do século" pela imprensa, passaram-se 218 dias antes que os acusados ouvissem suas penas em 1° de outubro de 1946.

Embora Hermann Göring tenha escapado de sua sentença, se suicidando momentos antes de ser levado para a forca, o ministro do Exterior Joachim von Ribbentrop e o comandante das Forças Armadas, Wilhelm Keitel, foram enforcados na prisão de Nurembergue em outubro de 1946, juntamente com outros oito condenados.

O mesmo banco onde Hermann Göring e outros líderes nazistas sentavam ao serem condenados à morte agora é parte do acervo do novo museu, situado em uma área localizada sobre a Sala 600, a qual ainda é usada ativamente como tribunal, mas fica aberta à visitação em dias em que não há julgamentos.

Fim gradual da perseguição

A inauguração do museu, com a presença dos ministros do Exterior de Alemanha e Rússia, assim como de representantes dos Estados Unidos, França e Reino Unido, simboliza o fim gradual da perseguição judicial dos crimes de guerra nazistas, deixando que os livros de história julguem aqueles que possam ter escapado da Justiça.

Os acusados durante o julgamento em 1946Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Os acusados durante o julgamento em 1946Neste mês, Michael Seifert, conhecido como o "açougueiro de Bolzano", morreu aos 86 anos em um hospital italiano depois de ser extraditado do Canadá para a Itália em 2008. Ele estava na prisão, cumprindo pena por assassinar 11 pessoas em um campo de prisioneiros em Bolzano. Seifert era um dos poucos criminosos de guerra nazistas que se sabiam ainda vivos. Poucas testemunhas daquele tempo permanecem, fazendo com que seja cada vez mais difícil para os tribunais continuarem o trabalho iniciado em Nurembergue no final da guerra.

O julgamento atualmente em andamento de John Demjanjuk, de 90 anos, acusado de participação no assassinato de 27 mil pessoas no campo de concentração de Sobibor, na Polônia, pode ser a última vez que um suspeito criminoso nazista senta no banco dos réus.

Precursor do TPI

Os Julgamentos de Nurembergue deixaram um legado que vai além do período nazista. Ao abrir o julgamento de 1946, o promotor-chefe Robert H. Jackson afirmou que "os erros que estamos para condenar e punir foram tão devastadores que a civilização não pode tolerar que eles sejam ignorados, porque não poderá sobreviver a uma repetição deles".

O Tribunal de Nurembergue pavimentou o caminho para a criação do Tribunal Penal Internacional (TPI), além de ter sido a primeira corte a estabelecer o precedente legal de crimes contra a humanidade.

Autora: Naomi Scherbel-Ball (md)
Revisão: Carlos Albuquerque

Você quer saber mais?

http://www.dw-world.de/

Novos documentos confirmam que EUA protegeram criminosos nazistas.

Relatório revela detalhes de como serviço de inteligência dos EUA protegeu criminosos nazistas após a Segunda Guerra. Diante da Guerra Fria, EUA passaram a estar menos interessados em punir tais criminosos já em 1946.

Documentos recentemente liberados da CIA e das Forças Armadas norte-americanas confirmam que, após a Segunda Guerra Mundial, autoridades aliadas protegeram antigos nazistas e criminosos de guerras, caso provassem que poderiam ser úteis e cooperativos.

"Sem dúvidas, o advento da Guerra Fria outorgou à inteligência norte-americana novas funções, novas prioridades, e novos inimigos. Prestar contas com alemães ou com seus colaboradores se tornou menos urgente. Em alguns casos, isso se tornou até contraproducente", afirma o relatório divulgado na última sexta-feira (10/12) pelo Arquivo Nacional dos Estados Unidos.

"Apesar das variações, esses casos específicos apresentam um padrão: a questão de capturar e punir criminosos de guerra se tornou menos importante ao longo do tempo."

O relatório denominado Hitler's Shadow: Nazi War Criminals, US Intelligence and the Cold War (A sombra de Hitler: criminosos de guerra nazistas, inteligência dos EUA e a Guerra Fria), se baseia em informação considerada confidencial até 2005 e veio a público graças ao Ato de Divulgação de Crimes de Guerra Nazistas, um esforço de Washington com vista a uma posição mais crítica sobre seus próprios segredos.

O documento lança um olhar sobre uma série de antigos membros da SS e da Gestapo que escaparam da Justiça, com os Estados Unidos tolerando essa escapada ou mesmo ajudando-os a fugir.

Após Segunda Guerra, começa Guerra FriaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Após Segunda Guerra, começa Guerra FriaGuarda de Auschwitz protegido da extradição

Rudolf Mildner, por exemplo, foi preso inicialmente em uma operação à procura de criminosos de guerra que pudessem levar a um movimento clandestino de resistência nazista.

As autoridades norte-americanas sabiam que Mildner havia pertencido à Gestapo durante muito tempo, mas nunca o pressionaram para saber mais detalhes sobre crimes da Gestapo contra judeus ou outros grupos. Capturado e interrogado em Viena, as autoridades norte-americanas o consideraram "muito confiável e cooperativo".

No entanto, um olhar mais detalhado sobre seu passado revelou que ele ordenara a execução de 500 a 600 poloneses no campo de extermínio de Auschwitz. Confrontado com as acusações, Mildner confessou e o relatório menciona que ele tentou racionalizar suas ações, defendendo que eram para "preservar a ordem e evitar sabotagem".

Posteriormente, países como a Polônia e o Reino Unido pediram a extradição de Mildner. Mas de acordo com o relatório "localizar e punir criminosos de guerra não estavam no topo das prioridades das Forças Armadas norte-americanas no final de 1946."

Acredita-se que autoridades dos EUA o protegeram da extradição e facilitaram até mesmo sua posterior fuga para a América do Sul, que se tornou um refúgio para muitos criminosos de guerra nazistas fugindo da Justiça.

Husseini negou cooperar com nazistasBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Husseini negou cooperar com nazistasPlanos de Hitler para Palestina pós-guerra

O material recentemente liberado também lança luz sobre os planos da Alemanha nazista no Oriente Médio, onde as lideranças do regime de Hitler estabeleceram estreitos laços com o Grande Mufti de Jerusalém, Amin Al-Husseini.

Husseini recebeu substancial apoio financeiro e logístico da Alemanha nazista, que pretendia usá-lo para o controle da Palestina, uma vez que a Alemanha tivesse derrotado o Reino Unido no Oriente Médio. Na época, Husseini e Berlim se uniram principalmente por verem nos judeus um inimigo comum.

Os arquivos da CIA e das Forças Armadas norte-americanas recentemente liberados definem que os Aliados sabiam o suficiente sobre o passado de Husseini para considerá-lo um criminoso de guerra. Temendo a perseguição, ele fugiu para a Suíça, onde as autoridades locais o entregaram à França.

Por temer agitação política na Palestina, o governo britânico foi contra levar Husseini a julgamento. Ele foi então morar na Síria e no Líbano, sempre refutando acusações de ter tido laços com a Alemanha nazista. Ele alegou que visitou Berlim somente para evitar a prisão pelos britânicos.

Ex-nazistas empregados por serviços de espionagem ocidentais

No começo deste ano, a Alemanha liberou documentos da Stasi que mostravam em detalhes como o serviço de inteligência da antiga Alemanha Ocidental empregava antigos nazistas e criminosos de guerra em sua base de pessoal. O serviço de inteligência da antiga Alemanha Ocidental foi formado com a ajuda dos aliados.

Como o bloco soviético se tornou o inimigo comum após 1945, diversos historiadores afirmaram que autoridades aliadas aceitaram amplamente que ex-nazistas escapassem da Justiça, caso suas habilidades se provassem úteis para as novas frentes da Guerra Fria.

Autor: Andreas Illmer (ca)

Você quer saber mais?

http://www.dw-world.de/

NÃO CONFUNDA SIONISMO COM JUDAISMO.

Em artigo recente publicado no The New York Times(1) , o jornalista holandês Ian Buruna nos dá algumas indicações sobre o clima reinante nos Estados Unidos após o novo incêndio do Reichstag (2) , isto é, o 11 de setembro. Diz ele: “argumentar contra a política israelense tornou-se uma ação antipatriótica”. Observe que aqui a associação Estados Unidos-Israel é completa, como se fosse uma única nação.

Buruna lembra em seu artigo que o deputado americano James Moran, democrata, afirmou que “se não fosse pelo forte apoio da comunidade judaica a esta guerra com o Iraque, nós não estaríamos fazendo isso”, pelo que foi constrangido a pedir desculpas imediatamente; na Inglaterra, Tam Dalyell, um membro de longa data do Partido Trabalhista, expressou um ponto de vista semelhante, sem que tenha sofrido qualquer pressão do tipo.

Sabemos hoje que a Lei Patriot I (sob Clinton, pós-atentado de Oaklahoma) e Patriot II (após 11 de setembro), retiram dos residentes nos Estados Unidos, americanos ou não, alguns de seus direitos fundamentais à liberdade, previstos na Constituição. Qualquer um, sem acusação formal, pode ser apontado como colaborador, “consciente ou não” do terrorismo e, sem direito à defesa, pode ser espionado, investigado, ter sua residência invadida, ser detido, processado, preso, destituído da cidadania norte-americana e mesmo deportado “para qualquer parte do mundo onde haja ou não governo constituído”(3). Mais que isto: caso queira constituir advogado para defendê-lo, seu representante legal será considerado conivente com o terrorismo. É o fim do Estado de Direito e da democracia tal como é definida na constituição dos Estados Unidos.

Nestas orwellianas(4) circunstâncias, não é difícil avaliar a importância de que esta nota se reveste, no sentido de esclarecer a diferença fundamental entre o judaísmo e o sionismo (5).

Em primeiro lugar, vale destacar que o judaísmo é uma religião legítima, isto é, uma forma tradicional ortodoxa cujo fundamento é o Livro Revelado, a Torah. Sem a Torah e a fé, não existe o Povo de Israel.

Em segundo lugar, o Sionismo é um movimento político muito recente, remontando apenas um século, enquanto o judaísmo tem quatro milênios de existência. Sionismo não é sinônimo de judaísmo, muito pelo contrário: seus postulados são diametralmente opostos aos do Povo de Israel. O sionismo é materialista e, seu projeto, o de constituir um Estado mundano com exército, algo jamais previsto no judaísmo enquanto religião.

Em terceiro lugar, é importantíssimo lembrar que o sionismo, em sua condição de movimento laico e materialista, se opõe às religiões em geral, inclusive ao judaísmo, o que não o impede de simular uma associação. É, portanto, inteiramente irreal e mentirosa a suposta associação do sionismo ao Povo de Israel, seja como indivíduos, seja como comunidade.

O nome mesmo “Estado de Israel” é uma usurpação sionista aos verdadeiros judeus, buscando com isto “legitimar” de algum modo o Estado sionista, cabeça-de-ponte dos Estados Unidos no Oriente Médio com a finalidade de aniquilar as religiões em geral (inclusive o judaísmo) (6) e, em especial, o Islã. Todo sionista, por definição, não é judeu no sentido pleno do termo.

Outro ponto fundamental a esclarecer se refere às acusações fáceis de “anti-semitismo” e “racismo”, generalizadas e simplistas, largamente apoiadas na ignorância, a qualquer um que ouse discordar do sionismo. Vários povos da Antiguidade pertencem ao ramo semita e, hoje, os árabes e judeus (não os de origem européia, descendentes de turcos) são os mais conhecidos; nota-se, apenas com este esclarecimento, o erro que constitui acusar qualquer um que conteste o sionismo (por exemplo, um árabe, expulso de suas terras históricas) de “anti-semita”. Outro erro não menos grave é confundir etnias com raça: há judeus de várias etnias (árabes inclusive).

O sionismo foi inventado por judeus europeus (7) (Ashkenazi, que hoje habitam a Ucrânia) e estes são descendentes da tribo turca de Khazar, cujo líder adotou o judaísmo no século VIII dC; é portanto fato histórico incontestável que os judeus europeus não são semitas e não descendem de Moisés ou de palestinos. Paradoxalmente, são precisamente estes os que se apressam em acusar qualquer um que discorde do sionismo de “anti-semitas”, enquanto empreendem a ocupação de territórios, perseguição e extermínio dos verdadeiros semitas.

Hoje, apenas um povo e seu país podem ser identificados com uma raça: os chineses (8) . Todos os demais países, sem exceção, têm população constituída por mesclas raciais e/ou étnicas mais ou menos complexas.

Esta nota explicativa se justifica nas atuais circunstâncias, pois são previsíveis as reações coléricas daqueles que se sintam desmascarados em seus desígnios diabólicos. Como veremos adiante, o movimento sionista é o principal (e não único) agente externo de forças ocultas e terríveis (9) , que pretende o impossível: aniquilar todas as religiões e derrotar a Deus.
Notas:

(1) Buruna, Ian, NYT, 12 setembro de 2003.

(2) Ver Capítulo VII , 11 de setembro: o novo incêndio do Reichstag.

(3) Uma solitária geleira na Sibéria ou um uma bonita e salgada onda no Cabo Horn? Ver Gore Vidal em seu devastador ensaio The Enemy Within (London, 27 October 2002 The Observer) em http://www.ratical.org/ratville/CAH/EnemyWithin.html , acessado em 12/agosto/2003.

(4) George Orwell (1903-1950) autor do célebre romance “1984”, no qual previa um mundo mecanizado e totalitário; o autor, sem dúvida, ficaria estarrecido se visse o quanto foi superado pelo projeto sionista-americano.

(5) Confira no apêndice detalhes das importantes informações contidas no manifesto sobre o judaísmo e o sionismo, assinado por judeus ortodoxos.

(6) Os judeus ortodoxos da organização Neturei Karta são sistematicamente perseguidos, detidos, interrogados, presos e eventualmente eliminados pela temível Mossad, o Serviço Secreto dos sionistas.

(7) As origens do sionismo remontam ao livro “O Estado Judeu”, do jornalista húngaro radicado em Londres Theodor Herzl (1860-1904). A leitura deste livro é muito instrutiva quanto ao caráter laico, portanto, antijudaico do Estado proposto por Herzl e o grupo político ao qual pertencia. Ali está proposto um “Estado que realize o socialismo”.

(8) Nos referimos à China tradicional e não às “anexações” empreendidas pelos comunistas.

(9) Ver, de René Guénon, Le Règne de la Quantité et les Signes des Temps, Paris, 1972, Gallimard (Consulte resenha) . Neste livro magistral, único no gênero, os bastidores e os mecanismos de dissolução implicados na modernidade são desmontados um a um.

Você quer saber mais?

http://www.reneguenon.net

O COMPASSO PELO MUNDO

Há 300 anos, a elite política e cultural do Ocidente se reúne em salões fechados para participar de rituais cheios de códigos misteriosos. Saiba o que é a maçonaria, como ela surgiu e de que forma influenciou grandes acontecimentos históricos

O primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, era maçom. Depois dele, outros 16 líderes da nação mais poderosa do mundo também foram: a lista inclui John Edgar Hoover, diretor do FBI por 45 anos, e Harry Truman, o homem que autorizou o ataque com bombas atômicas sobre o Japão. Também fizeram parte da sociedade secreta dois políticos decisivos para a vitória aliada na Segunda Guerra Mundial, o presidente americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Eram maçons alguns dos mais importantes líderes da Revolução Francesa, como Jean-Paul Marat e La Fayette. O revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi e os libertadores da América espanhola, o argentino José de San Martín e o venezuelano Simon Bolívar, também. O articulador da independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva, pertencia à ordem, assim como o duque de Caxias e nosso primeiro presidente republicano, marechal Deodoro da Fonseca.

Por tudo isso, não é exagero afirmar que o mundo em que vivemos foi definido por essa sociedade secreta, que há 300 anos reúne a elite política e militar (e cultural) do Ocidente em rituais cheios de códigos misteriosos.

Mas o que é maçonaria? Existem várias versões para a criação da organização. A mais confiável remete à Idade Média, quando o controle do comércio era feito pelas guildas, corporações de ofício que reuniam artesãos do mesmo ramo e funcionavam como um antepassado dos sindicatos. Um dos grupos mais poderosos era o dos pedreiros (em inglês, masons). Responsáveis pela engenharia e pela construção de castelos e catedrais, eles tinham acesso aos reis e ao clero e circulavam livremente entre os feudos. Apelidados de free masons (pedreiros livres), se reuniam nos canteiros de obras e trocavam segredos da profissão. Para se identificarem em locais públicos e evitarem o vazamento de suas conversas, criaram um sistema de gestos e códigos. Durante o Renascimento, os pedreiros livres ficaram na moda. Seus encontros passaram a acontecer em salões, chamados de lojas, que geralmente ficavam sobre bares e tavernas das grandes cidades, onde a conversa continuava depois. Intelectuais e membros da nobreza engrossaram a turma. Por influência deles, os debates passaram a abranger religião e filosofia. Em 24 de junho de 1717, numa reunião das quatro maiores lojas de Londres (então o maior centro maçom europeu), na taverna The Goose and Gridiron nasceu uma federação, a Grande Loja de Londres. Era o início oficial da maçonaria.

CRIANDO A MARSELHESA

Em apenas três décadas, a organização já tinha se espalhado por toda a Europa ocidental e havia alcançado a Índia, a China e a América do Norte. Passou a ser conhecida, e principalmente, temida. Não era para menos. Ficava difícil confiar em um grupo de homens ricos e poderosos, de diferentes áreas, que se reuniam a portas fechadas, usavam símbolos esquisitos e faziam juramentos de fidelidade à tal organização e ainda voto de silêncio. Também não ajudou muito o tanto de lendas que surgiu sobre a origem da maçonaria (em 1805, o historiador francês Charles Bernardin pesquisou 39 diferentes). Tinha para todos os gostos: alguns integrantes da ordem diziam que Noé era maçom, outros transformaram o rei Salomão ou os antigos egípcios em fundadores. Nem os templários escaparam (leia na pág. 33). A Igreja Católica se incomodou tanto que, em 1738, divulgou uma bula papal atacando a ordem, que décadas depois foi perseguida pela Inquisição.

Além do sigilo, o que perturbava era a atitude sempre à frente de seu tempo. Setenta anos antes da Revolução Francesa, esses homens cultos e influentes já defendiam a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Tratavam-se sem distinção e aceitavam todos os credos religiosos, uma atitude tremendamente avançada para a época. Os ateus, porém, eram barrados. Não formamos uma religião, mas somos um grupo de pessoas religiosas. Nosso lema é fazer os homens bons ficarem melhores, diz o maçom paulistano Cassiano Rampazzo, advogado de 35 anos. Com ele concorda a historiadora mineira Françoise Jean de Oliveira, co-autora do livro O Poder da Maçonaria. A maçonaria não é religião, não tem dogmas. É um grupo que diz defender a liberdade de consciência e o progresso. Isso não quer dizer que cada participante possa agir como bem entende. Ao entrar na ordem, o membro é instruído sobre a moral universal um conjunto de virtudes obrigatórias, como bondade, lealdade, honra, honestidade, amizade, tranqüilidade e obediência, diz Françoise.

A falta de preconceito se restringia a diferenças políticas e religiosas. A fraternidade vetava analfabetos, deficientes e homens que não se sustentavam. As mulheres até hoje não são bem-vindas (com exceção da França). Além disso, no passado como no presente, só entra na ordem quem for convidado e passar por uma avaliação rigorosa: nada de gente indiscreta, protagonistas de escândalos, bêbados, brigões e adúlteros notórios. E, muito por influência dos próprios maçons, tornou-se corriqueiro no século 21”, afirma o historiador alemão Jan Snoek, professor da Universidade de Heidelberg e especialista no assunto.

Assim, nada mais natural que os líderes da Revolução Francesa de 1789 aderissem à maçonaria. Nos anos que antecederam a queda do Antigo Regime, os adeptos se multiplicaram. A influência foi tanta que uma canção composta e cantada na loja de Marselha foi batizada de A Marselhesa e transformada no hino do país. Nem todos os ideólogos da revolução foram maçons. Marat e La Fayette eram, Robespierre e Danton, não. Mas, entre os inimigos da monarquia, mesmo quem não participava da ordem tinha sido influenciado por suas idéias, afirma o historiador americano W. Kirk MacNulty, maçom há mais de 40 anos.
NO DÓLAR AMERICANO

Além de divulgar idéias que atraíam a elite progressista de seu tempo, a maçonaria era também um espaço propício à conspiração política. Ao ingressar na ordem, os integrantes prometiam (e até hoje prometem) não divulgar seus segredos e nem mesmo revelar a nenhum profano (como são chamados os não-iniciados) o que é dito nas reuniões. As lojas maçônicas eram o lugar ideal para membros da elite de diferentes pensamentos políticos se encontrarem, diz o pesquisador Jesus Hortal, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Além disso, quanto mais a maçonaria era acusada de ser um local de conspiração política, mais ela era procurada por conspiradores. A proteção das lojas ajudou a garantir o sucesso de um dos movimentos históricos mais influenciados pela organização: a independência americana, episódio que muitos historiadores chamam de revolução maçônica.

Benjamin Franklin, um dos grandes responsáveis pela criação dos Estados Unidos da América, era grão-mestre (o líder máximo na hierarquia) na Filadélfia e responsável pela publicação no país do livro Constituições, escrito pelo britânico James Anderson em 1723 e considerado a declaração de princípios da entidade. O líder dos rebeldes, George Washington, e o principal autor da Declaração de Independência, Thomas Jefferson, também eram membros ativos, assim como um terço dos 39 homens que aprovaram a primeira Constituição do país. Os três usaram seus contatos com as maçonarias de outras nações, em especial da Inglaterra, para garantir o sucesso da rebelião.

Há quem diga que a nota de 1 dólar, com seu olho solitário, é inteiramente marcada por símbolos maçons o olho, por exemplo, simbolizaria Deus (leia sobre os símbolos no decorrer da reportagem), coisa que os autores da cédula nunca confirmaram. Reza a lenda que George Washington teria vestido um avental da ordem durante a inauguração da capital, em 16 de julho de 1790, batizada em sua homenagem. Ele ainda teria orientado os engenheiros a encher a cidade de símbolos secretos da entidade. Por exemplo: algumas pessoas identificam o desenho de um compasso unindo a cúpula do Capitólio, a Casa Branca e o Memorial Thomas Jefferson.

IDEIAS PELO MUNDO

No século 19, a maçonaria deu outras provas de sua capacidade de mudar a história. Por volta de 1810, um grupo de defensores da unificação italiana se reuniu com o nome de Carbonária. Inspirado nas estratégias e na hierarquia maçons, a sociedade secreta, que continuou atuante até 1848, tentava estimular uma rebelião espontânea dos trabalhadores, que implantariam os ideais liberais. Dois dos maiores heróis da construção da Itália unificada participaram desse grupo e depois foram aceitos pela maçonaria. Um deles, Giuseppe Mazzini (1805-1872), acabou rompendo com os maçons por acreditar que a ordem mais debatia que agia. Outro, Giuseppe Garibaldi (1807-1882), seria mais tarde condecorado o primeiro maçom do novo país.

Depois de participar de um levante malsucedido em Gênova, Garibaldi fugiu para o Rio de Janeiro em 1835. Encontrou um grupo de carbonários exilados que mantinha contatos com a maçonaria brasileira. Através deles conheceu o maçom Bento Gonçalves, o líder da Revolução Farroupilha. Em 1840, Garibaldi instalou-se no Uruguai, onde se tornou oficialmente participante da sociedade secreta. Quando morreu, em seu país, deu nome a lojas no Uruguai, Brasil, França, Estados Unidos, Inglaterra e Itália. Nas décadas seguintes, os democratas italianos de esquerda, cujos integrantes cerrariam fileiras na maçonaria, se destacaram pela defesa do sufrágio universal, da educação gratuita de qualidade e da independência do Estado com relação à Igreja.

É fácil entender como Garibaldi se tornou maçom na América do Sul. Desde o começo do século 19, a ordem cresceu a ponto de ser fundamental para a independência dos países da região. Nos países de língua espanhola, um dos precursores do pensamento pela soberania foi o venezuelano Francisco de Miranda (1750-1816), que, depois de participar da Revolução Francesa, foi iniciado na maçonaria por George Washington. Miranda fundou uma loja em Londres, batizada de Gran Reunión Americana. Ali, atuou na formação de três libertadores da América: o chileno Bernardo OHiggins (1778-1842), o venezuelano Simon Bolívar (1783-1830) e o argentino José de San Martín (1778-1850). Eles freqüentavam a mesma loja, Latauro, com sede em Cádiz, Espanha, e filiais latino-americanas. Seus membros se denominavam cavaleiros da razão e previam a independência, o fim da escravidão e a proclamação de repúblicas. Estima-se que a iniciação de Bolívar tenha ocorrido na Europa, entre 1803 e 1806. San Martín, adepto desde 1808, fundou lojas no Chile, no Peru e na Argentina (que já abrigava casas maçônicas desde 1775). OHiggins freqüentava a de Mendoza.

RUMOS NO BRASIL

A fraternidade existia em nosso país desde o início do século 19 e contava com confrades de altos cargos da colônia. Entre os maçons decisivos para a separação de Portugal estava José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838). A idéia de conceder o título Defensor Perpétuo e Imperador do Brasil ao príncipe herdeiro da coroa portuguesa surgiu na própria Latauro, mesmo lugar que organizou as primeiras festas de rua pela independência, no Rio, em 12 de outubro de 1822. O envio de emissários às grandes províncias brasileiras para articulação da Independência foi organizado pelo Grande Oriente do Brasil, a federação maçônica nacional fundada em 17 de junho do mesmo ano, de onde José Bonifácio foi grão-mestre. Em 2 de agosto de 1822, o próprio dom Pedro I entrou para a entidade, sob o codinome Pedro Guatimozim, uma homenagem ao último rei asteca. Apenas três dias depois de iniciado, ele já tinha sido alçado a mestre. Mais dois meses e já era o grão-mestre do país. Passados apenas 17 dias da promoção, Pedro, já imperador, abandonou a fraternidade e proibiu suas atividades no Brasil. A melhor explicação dos especialistas para a atitude é a insatisfação do monarca com uma entidade onde a hierarquia era submetida a regras e podia ser questionada.

Em 1831, de volta legalmente à ativa, após a renúncia de dom Pedro e seu retorno a Portugal, a maçonaria brasileira se multiplicou. Em 1861, a ordem se mobilizou em apoio ao movimento abolicionista. No Ceará, lojas se reuniram para comprar e libertar escravos. Eusébio de Queiroz (1812-1868), que batizou a lei que proibia o tráfico de escravos, era maçom. O visconde do Rio Branco (1819-1880), abolicionista e chefe de Gabinete Ministerial entre 1871 e 1875, foi grão-mestre. Quando a Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel (1846-1921), em 1888, o presidente do Conselho de Ministros era o grão-mestre João Alfredo Correa de Oliveira (1835-1919). Das lojas também veio o apoio à mudança no regime de governo. Em 1889, a República foi proclamada pelo confrade marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), que formou um ministério só com maçons. Dos 12 chefes de Estado até 1930, oito eram maçons; dos 17 governadores de São Paulo durante a República Velha, 13 pertenciam à ordem.

RÉGUA E COMPASSO
Os principais símbolos da maçonaria

Compasso

Representa a racionalidade científica. Por desenhar círculos perfeitos, também simboliza a busca pela perfeição moral

Esquadro

Instrumento que lembra a capacidade transformadora do homem sobre a natureza. Seu ângulo reto é uma indicação para os homens de que eles devem ser honestos

Letra G

Vem de God, “Deus” em inglês. Os integrantes da fraternidade também o chamam de GAU, sigla para “Grande Arquiteto do Universo”

Olho

Geralmente representado dentro de um triângulo, tem o mesmo significado da letra G. É Deus, que tudo vê

Triângulo

Refere-se ao lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, às virtudes “fé, esperança e caridade”, e a “nascimento, vida e morte”. Por isso, os maçons também fazem três pontos em suas assinaturas

Martelo

Pequeno, simboliza o trabalho dos pedreiros que inspiraram a fraternidade, e também a força material que muda o mundo. É usado pelo grão-mestre durante as cerimônias

Sol/Lua

Como o chão de mosaico preto e branco (veja no rodapé da reportagem), usado nas lojas, simboliza a dualidade entre bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas

IRMÃOS MAÇONS
Personalidades que fizeram parte da ordem

Voltaire (1694-1778)

O filósofo iluminista atacava a monarquia francesa e defendia princípios maçons. Acabou sendo iniciado em uma loja de Paris em abril de 1778, só dois meses antes de morrer. Voltaire, que tinha 83 anos, entrou no local apoiado no braço do americano Benjamin Franklin.

Goethe (1749-1832)

O escritor e poeta alemão foi aceito em uma loja de Weimar em 1780. Escreveu vários poemas em homenagem à maçonaria. Os mais famosos são A Loja Maçônica e Symbolum (composto quando seu único filho, Auguste, foi iniciado).

Mozart (1756-1791)

O compositor austríaco entrou para a ordem em Viena, aos 28 anos. Compôs várias peças para serem executadas durante cerimônias maçônicas. Sua última ópera, A Flauta Mágica, tem tantas referências à ordem que Mozart foi acusado de revelar segredos maçons.

Gustave Eiffel (1832-1923)

Além de projetar a Torre Eiffel, em Paris, o engenheiro francês desenhou a Estátua da Liberdade, enviada como presente de comemoração dos 100 anos da independência americana . O projeto foi executado em parceria com o escultor Frederick Bartholdi (1834-1904), que também era maçom.

Charles Lindberg (1902-1974)

O aviador foi aceito por uma loja de Saint Louis em 1926. No ano seguinte, tornou-se o primeiro homem a fazer um vôo solitário transatlântico sem escalas. Durante a viagem, ele teria levado consigo um distintivo com os símbolos da régua e do compasso.

Buzz Aldrin (1930)

O segundo homem a pisar na Lua em 1969, após Neil Armstrong, pertence a uma loja maçônica no Texas. Queria ter levado um anel maçom de seu avô para a Lua, mas o perdeu antes da viagem. Mas ninguém sabe se ele teria mesmo levado uma bandeira com símbolos da ordem para lá.

LENDAS PARA TODOS OS GOSTOS
Os mais famosos personagens e povos que teriam fundado a sociedade

Adão

Alguns integrantes da ordem defendem que Deus foi o primeiro maçom – afinal (como um bom “pedreiro”) ele construiu o mundo inteiro em seis dias. Para outros, esse cargo cabe a Adão. Ao ser expulso do paraíso, ele teve de encontrar uma forma de construir abrigo. Seus ensinamentos teriam sido levados adiante por seu filho Caim.

Noé

De acordo com a Bíblia, depois de construir um barco e escapar do grande dilúvio com um casal de cada espécie animal, Noé precisou começar tudo do zero. Para alguns maçons, isso faz dele um pioneiro na arte da construção – logo, um fundador da maçonaria.

Egípcios

Só mesmo grandes engenheiros seriam capazes de construir as pirâmides do Egito antigo. Por isso, não falta quem diga que entre os egípcios também estavam os primeiros maçons. Por essa versão, eles teriam criado ritos ocultos, os mesmos que teriam usado na construção da Grande Pirâmide de Quéops.

Hiram Abiff

Segundo a Bíblia, o rei Salomão teria contratado um outro rei, chamado Hiram Abiff, para ser o engenheiro-chefe de seu templo. De acordo com a maçonaria, Hiram foi morto por funcionários que queriam roubar os segredos de Salomão. Assim, Hiram acabou virando um mártir e também um exemplo de discrição.

Pitágoras

Além de fundador da Matemática como disciplina de estudos, o grego fundou a escola pitagórica, que tratava seus seguidores como uma irmandade sem superiores e seguia rígidos princípios religiosos e de comportamento. Assim, não é difícil entender a ligação que fizeram entre ele e a maçonaria.

Templários

Os sobreviventes da poderosa ordem, destruída em 1312 a mando do papa Clemente V, teriam continuado a se reunir em segredo até voltar a público em 1717, na forma da maçonaria. Algumas palavras em código dos maçons seriam inspiradas nas senhas usadas pelos templários.

Você quer saber mais?

http://www.desconstruindo-as-sociedades-secretas.blogspot.com

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.