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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Passado Determina o Presente.

Para entender o porquê da pessoa fazer o que faz, também é necessário olhar seu passado. Como Tennyson faz Ulisses dizer, somos uma parte de tudo aquilo que encontramos e podemos descobrir muitas coisas sobre as pessoas, sabendo onde a pessoa esteve e como sua historia cultural difere da nossa própria história. Quando o dirigente de uma corporação telefona para o meu escritório para tratar de um seminário e diz: “temos dificuldade de motivar nossos empregados”, posso prever, antes de ir lá, que eles não conhecem seus empregados, mais jovens como deveriam. Em nove de dez casos, os gerentes assumem que sua equipe mais jovem vem de uma cultura similar a deles e que os mesmos incentivos que sempre motivaram os gerentes motivaram também seus empregados. Porem esta é a suposição perigosa.

Dr. Layne Longfelow diz que, atualmente, a maioria das pessoas que tomam as decisões nas empresas é produto da depressão da década de trinta. Ou eles ou seus pais tiveram que se preocupar com as necessidades básicas como casa e comida, e isso moldou intensamente seus sistemas de valores. Assim, quando lês pediram para fazer hora extra, eles sempre respondiam: “claro”, pensando, “você nunca sabe quando vai precisar de mais algum dinheiro, e tenho sorte de ter um bom emprego”.

Porem,quando falamos com as gerações mais jovens fazer horas extras, elas dizem: “não, obrigado, mas eu gostaria de falar com você sobre mais um dia de folga”. Respondem assim, simplesmente, porque suas necessidades são diferentes. O trabalho é importante para elas, ma também o lazer e o emprego ocupa o segundo lugar para a qualidade de vida, se um emprego não vai bem, ela sabe que existem muitos outros.

A outro ponto com relação ao passado destes trabalhadores que os distingues dos demais. Ao contrario de muitos gerentes de alto nível, os mais jovens cresceram num mundo onde as pessoas esperavam que acontecesse o holocausto nuclear durante o seu tempo de vida ficaram muito desiludidos com os assassinatos de John Kennedy, Robert Kennedy e Martin Luther King e provavelmente, ficaram confusos com a guerra do Vietnã e o escândalo de Watergate. Por que deveriam se sacrificar agora para gozar as delicias da velhice se eles podem nem ter velhice? Todas as nossas lutas e bajulações serão inúteis até levarmos em consideração as forças que as criaram.

Alan Loy McGinnis

Você quer saber mais?

http://www.construindohistoriahoje.blogspot.com

A História como Veículo de Construção.

Padre Roberto Landell de Moura, nascido em Porto Alegre é considerado um dos vários "pais do rádio. Foi o pioneiro na transmissão da voz humana sem fio antes mesmo de outros inventores.

O estudo da história seja ela regional nacional ou internacional é uma arma que pode ser usada para afirmar valores nas crianças e jovens ou até mesmo destruir valores e crenças em nossos futuros cidadãos.

Quando é passado para um jovem em sala de aula a história de seu pais com seus heróis e seus feitos gloriosos que conduziram a sociedade a condições melhores de vida. Esse cidadão em construção sentirá que ele é parte dos acontecimentos citados, pois ele é brasileiro e se identificará com os feitos de seus compatriotas.

Ao levar questões locais da realidade de nossos cidadãos ao momento histórico que esta sendo tratado trará uma identificação pessoal com os heróis e suas lutas em suas épocas. A questão é realizarmos essa identificação com o passado por meio do presente, mas com a visão da época para os fatos. Porque não podemos olhar, por exemplo, para a década de 30 do século XX, aonde eventos como a quebra da bolsa de valores de New York levou a Grande Depressão, a revolução de 30 no Brasil encabeçada por Getúlio Vargas agitava a vida política nacional, a ascensão dos regimes fascistas na Europa que levaria a Segunda Guerra Mundial com a visão do século XXI. Agindo assim estaremos pecando com os fatos tratados, pois agora podemos ver o todo dos eventos, mas na época tratada ninguém tinha como saber com exatidão aonde os eventos chegariam.

Em uma realidade presente devemos olhar para o passado de forma a nos identificarmos com os problemas que afligiam os cidadãos da época, mesmo que muitos problemas sejam semelhantes aos atuais o contexto era diferente. Exemplifico o nacionalismo para fins de um Estado forte da década de 30, onde uniformes, hinos, marchas moviam pessoas não só no Brasil, mas no mundo todo.

Hoje em dia as questões psicológicas em relação ao uso desses artifícios para fim de atividade talvez recebam resistência, pois está fora de contexto, mas muitas das soluções propostas para um Estado forte não!

O mais importante é entendermos que devemos construir nos jovens uma noção de respeito às realidades históricas e aos momentos históricos seguidos de pontos de identificação históricos onde os jovens cidadãos saberão interpretar as fontes pelos meios de sua realidade.

O desestimulo pelo estudo da história entre os jovens deve-se muito a ausência de identificação com os personagens históricos.

1-Saber o por que do personagem histórico agir de tal forma?

2-Saber de onde veio o personagem histórico? Sua cidade natal, aonde cresceu?

3-Quando se desenvolveu suas atividades? O contexto a nível municipal, estadual e federal.

Acredito que respondendo a essas questões teremos jovens cidadãos com ligações pessoais com os personagens históricos. A questão inerente ao momento é que o historiador não deve viver do passado, mas da construção do passado por meio da identificação com o passado. Aplicando-se a construção diante da identificação teremos a compreensão mais clara e objetiva aos jovens cidadãos que não sabem, mas os “ídolos” que precisam não são os cantores da “hora” ou o estilista da moda atual ou o ator estrangeiro que nada entende de sua realidade. Porque entenderam que seus ídolos são aqueles que no passado construíram eventos que conduziram nossa sociedade ao presente momento porque cada agente da história colocou uma pedra no muro de nossa realidade atual. Uns mais outros menos, uns para melhor outros para pior, mas o certo é que não houve nenhum movimento humano que não tenha deixado raízes, apenas existem aqueles mais ou menos valorizados pela sociedade em grande parte pelo desconhecimento de sua importância na construção de nossa identidade atual.

Você quer saber mais?

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/2010/07/brigada-integralista.html

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.