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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Rituais da Acção Integralista Brasileira -- Matinas de Abril.

Matinas de Abril

Entre os diversos rituais da Acção Integralista Brasileira, um era o mais importante para a Secretaria Nacional de Educação (S.N.E), comemorando no dia 23 de Abril, se denominava “Matinas de Abril”. A cerimônia se dava inicio antes do nascer do sol, quando em local apropriado todos os Camisas-Verdes de frente para o Sol, sob a direção da maior autoridade do S.N.E comanda: -“Camisas-Verdes” Em saudação ao Brasil, levantar o braço.

Todos executavam a saudação, dando três fortes Anauês, em seguida canta-se o Hino Integralista, o qual terminado permanece-se, em silencio por dois minutos. Após o período de silencio o maior Chefe hierárquico presente, dirá as palavras: -Camisas-Verdes” Este sol iluminou quatro séculos da História Brasileira; iluminou a primeira marcha dos Integralistas e iluminará a vitória do Sigma! Assim como esperamos, hoje, esta alvorada, aguardamos confiantes o Dia do Triunfo! Pelo Brasil! Pelo Estado Integral, três Anauês!

Terminando estas palavras soará um clarim ou uma banda executando a alvorada do dia que nasce, posteriormente se canta o Hino Nacional, e por fim o juramento de fidelidade ao Chefe Nacional. Vale ressaltar neste breve resumo que esta cerimônia era obrigatória tendo que os Chefes regionais enviar telegramas a Chefia Nacional informando a realização do evento.

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Extraído do Boletim Bandeira do Sigma Ano I/N°9

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Qual é o principal talento da esquerda?

Para o jornalista Paulo Francis (1930-1970) o único talento real dos esquerdistas é a difamação. Ao longo dos anos a historiografia dominada pelos militantes esquerdistas se preocupou em demonificar diversos ilustres personagens Integralistas, o trabalho foi muito realizado, principalmente no que se refere a figura de Gustavo Barroso (1888-1959).

O limbo difamatório que o imortal Gustavo Barroso foi submetido, sem direito de resposta por seus admiradores, rendeu diversos trabalhos científicos pomposos muita vezes financiados por órgãos públicos que não tiveram nenhum compromisso em verificar a lisura desses pesquisadores, várias dessas obras se encontram disponíveis em bibliotecas e faculdades públicas sendo desta forma agentes da desinformação.

Atualmente vem se consolidando um tendência diferente, com a publicação do primeiro livro da Academia Brasileira de Letras sobre a vida e obra de Gustavo Barroso mais de 50 anos após sua morte e o documentário filmado pela TV Assembléia do Estado do Ceará intitulado “Gustavo Barroso: glória, ostracismo e reconhecimento” vemos uma busca diferente, uma busca pela informação sem romantismo ou tendências escusas. Com obras como essa a imagem de Barroso recebe outra roupagem, mais informativa e verdadeira.

Segundo uma das responsáveis pelo documentário Sra. Ana Celia “Barroso foi boicotado por ser integralista”, se para esta senhora que não é estudiosa do Integralismo Barroso foi boicotado imagina para nós que ano após os debruçamos sobre o tema. Outras obras não literárias valem a pena ser ditas neste editorial pra reforçar esta tendência, a presença do busto de Gustavo Barroso, fundador do Museu Histórico Natural na praça da entidade que também leva seu nome, e de sua estátua com seus restos mortais no Ceará, próximo ao colégio Liceu, são uma amostra do resgate deste fabuloso autor.

Gustavo Barroso foi um dos escritores brasileiros que mais publicaram obras, em torno de 128 livros, não se pode portanto deixar um personagem da história nacional como ele ser esquecido ou mesmo abandonado.

Autor: Jorge Figueira

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Extraído do Boletim Bandeira do Sigma, Ano I/N°8

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Os Três Pilares do Estado Integralista.

Os três pilares do estado Integralista

Na doutrina integralista, o conceito em que surge geralmente mais dúvidas é o de Estado Integral, que em sua concepção mais abrangente nada mais é que um Estado espiritual e moral.

Nas fileiras Integralistas uma das principais normas proibitivas é a propagação de propósitos materialistas e ateus, enquanto que, qualquer religião que não venha a ofender os princípios Integralistas, terá absoluta liberdade de coexistir com a doutrina do Sigma.

O integralismo tem como princípio basilar o combate ao materialismo comunista e a indiferença liberal por isso não aceita o ateísmo, além do combate prima a criação de um novo homem com uma alta concepção moral disposto a sacrificar tudo em favor de Deus, da Pátria e da Família.

No âmbito político, a bandeira Integralista tem como princípio ser um Estado Democrático, que coloca o Estado Corporativo Democrático a serviço do cidadão e não ao contrário como ocorre na Democracia Liberal, portanto a forma de governo no Estado Integral não é nem Monárquico ou muito menos Ditatorial e sim Republicano.

As principais características do Estado Integralista são:

O primeiro pilar é a autonomia dos Municípios, a mudança dos Estados para Províncias perdendo desta forma a sua posição especial e a substituição dos partidos políticos por Corporações.

O segundo pilar
é a substituição dos Partidos se faz necessária um vez que o cidadão não precisará mais se filiar aos partidos que nunca o representou, o cidadão agora poderá atuar no sindicato d sua profissão o qual verdadeiramente o representará nas decisões tomadas nestes sindicatos não só envolverão seu desejo pessoal, mas, o coletivo.

A base da pirâmide do Estado Integral surgira da seguinte forma:

Os sindicatos homogêneos elegerão seus conselheiros que formarão o Conselho Municipal. A eleição processará dentro do círculo sindical, sendo que a eleição em sindicato não interferiram no outro. O Conselho Municipal elegerá o Presidente do Conselho, escolhido ente os conselheiros. Assim o governo municipal será formado por todas as classes, portanto sem a participação dos partidos políticos de gabinete, de forma idêntica organiza-se o governo estadual e o subseqüente. A única exceção para a sindicalização no Estado Integral é para o clero e as forças armadas.

O terceiro pilar do Estado Integral é a economia Integralista. A não será mais, como na Democracia Liberal, um tema decidido por uma grande corporação, por um indivíduo ou mesmo por uma nação estrangeira que possuem o objetivo único de lucrar as custas do sofrimentos dos cidadãos brasileiros, a economia integral irá combater o capitalismo sem pátria, o lucro não será o direito ilimitado dos patrões e proprietários, mas, também terá a participação do trabalhador de acordo com sua capacidade de trabalho que, simultaneamente, o trabalhador tenha interesse pessoal na empresa.

A economia integralista será, portanto a planificada, aonde a questão social será a mais focada, desta forma na não haverá nenhuma espécie de luta de classes no Estado Integralista. É importante salientar que a economia dirigida não deve ser confundida com a intervenção a retalho na economia, bem como no que concerne a outros assuntos. Este texto é um pequeno esboço sobre o Estado Integralista que por sua complexidade e desconhecimento confunde muitos pesquisadores e interessados em conhecer a doutrina, alguns livros dos anos 30 e textos presentes hoje na internet, principalmente nos sites oficiais da Frente Integralista Brasileira, podem ajudar a elucidar dúvidas sobre o tema.

Agradecimentos ao companheiro Jorge Figueira, Presidente dos Núcleos Integralista do Rio de Janeiro.

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Os Dozes Princípios da Doutrina Integralista .

Os Doze Princípios da Doutrina Integralista.*

Marcha Integralista

Existem muitos brasileiros que combatem o Integralismo sem conhecê-lo. Alguns de má-fé, outros por ignorância. Para estes, aqui vão algumas teses defendidas pelo Integralismo. Estamos certos de que a leitura do que abaixo vai escrito levará muitos patrícios bem intencionados aos documentos fundamentais da doutrina criada por Plínio Salgado, transformando-os, dentro em pouco, em novos defensores da trilogia Deus, Pátria e Família. Ei-los, portanto:

1. O Integralismo exige que a mocidade não se entregue aos prazeres materiais, mas dignifique a sua Pátria no trabalho, no estudo, no aperfeiçoamento moral, intelectual e físico.

2. O Integralismo não concede o direito de se denominarem “revolucionários” aqueles que revelarem incultura e simples temperamento de aventureiros ou de insubordinados.

3. O Integralismo declara verdadeiros heróis da Pátria: os chefes de família, zelosos e honestos; os mestres; os humildes de todos os labores, das fábricas e dos campos, que realizam pelo espírito, pelo cérebro, pelo coração e pelos braços a prosperidade e grandeza do Brasil.

4. O Integralismo considera inimigos da Pátria todos os que amarem mais os sofismas, as sutilezas filosóficas e jurídicas do que o Brasil, à ponto de sobrepô-los aos interesses nacionais; os que forem comodistas; preguiçosos mentais; vaidosos; alardeadores de luxo e de opulência; opressores de humildes, indiferentes para com os cidadãos de valor moral ou mental; os que não amarem as suas famílias; os que pregarem doutrinas enfraquecedoras da vitalidade nacional; os “blasés”; os céticos; os irônicos, míseros palhaços desfibrados.

5. O Integralismo quer a Nação unida, forte, próspera, feliz, exprimindo-se no lineamento do Estado, com superior finalidade humana.

6. O Integralismo não pretende erigir o Estado em fetiche, como o socialismo; nem tampouco reduzi-lo a um fantoche, como o liberalismo. Ao contrário de um e de outro, quer o Estado vivo, identificado com os interesses da Nação que ele representa.

7. O Integralismo não admite que nenhum Estado se superponha à Nação ou pretenda dominar politicamente os outros. Não admite que o regionalismo exagerado e dissociativo se desenvolva em qualquer ponto do território da Pátria.

8. O Integralismo, pela constante ação doutrinária e apostolar, não permite que os demagogos incultos ou de má-fé explorem a ingenuidade das turbas, muito menos que a imprensa subordine a sua diretriz a interesses de argentários ou poderosos em detrimento da Nação.

9. O Integralismo dará um altíssimo relevo aos pensadores, filósofos, cientistas, artistas, técnicos, proclamando-os supremos guias da Nação.

10. O Integralismo quer a valorização das corporações de classe, como se fazia na Idade Média, onde os grupos de indivíduos eram valorizados.

11. O Integralismo quer acabar, de uma vez para sempre, com as guerras civis, as masorcas, as conspirações, os ódios, os despeitos, unindo todos os brasileiros no alto propósito de realizarem uma Nação capaz de impor-se ao respeito no Exterior.

12. O Integralismo não é um partido; é um Movimento. É uma atitude nacional. É um despertar de consciências.

É a marcha gloriosa de um Povo!

* Publicado originalmente no mensário A Marcha, do Rio de Janeiro, em 12 de Junho de 1959.

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Arqueólogos encontram desafio em ligar Pergaminhos do Mar Morto e antiga seita .

Parece que o povoado de Qumran não conhecia os essênios

Novas descobertas arqueológicas está levantando mais dúvidas sobre a interpretação convencional ligando as ruínas desoladas de um antigo povoado conhecido como Qumran com manuscritos do Mar Morto, que foram encontrados em cavernas nas proximidades de uma das descobertas mais sensacionais do século passado.


Os Manuscritos do Mar Morto foram encontrados em cavernas perto das ruínas de Qumran.

Após escavações cedo no local, sobre um promontório acima da costa ocidental do Mar Morto, os estudiosos concluíram que membros de uma seita judaica rigorosa, os essênios, que viviam lá em um monastério e, presumivelmente, escreveu os pergaminhos nos séculos I aC e AD

Muitos dos textos descrevem as práticas religiosas e da doutrina no antigo Israel.

Mas, dois arqueólogos israelenses que escavaram o local e fora por mais de 10 anos afirmar que Qumran não tinha nada a ver com os essênios ou em um mosteiro ou a rola. Tinha sido uma fábrica de cerâmica.

Os arqueólogos, Yizhak Magen e Yuval Peleg da Autoridade de Antiguidades de Israel, relatada em um livro e um artigo da revista relacionadas que as suas extensas escavações apareceram fornos de cerâmica, vasos todo, a produção de rejeitos e milhares de fragmentos de argila. reservatórios de água Derelict realizada espessos depósitos de barro de oleiro coima ».

Dr. Magen e Dr. Peleg, disse que, de fato, o sistema de água elaborados em Qumran parecia ser projetado para trazer a água de barro misturado no local, para efeitos da indústria cerâmica. Nenhum outro site na região foi encontrado para ter um sistema desse tipo de água.

No momento em que os romanos destruíram Qumran em 68 dC na revolta judaica, os arqueólogos concluíram, a liquidação tinha sido um centro da indústria de cerâmica para pelo menos um século. Antes disso, o site aparentemente foi um posto avançado de uma cadeia de fortalezas ao longo dos israelitas fronteira oriental.

"A associação entre Qumran, as cavernas e os pergaminhos é assim uma hipótese sem qualquer base factual arqueológico", Dr. Magen disse em uma artigo na atual edição da Biblical Archaeology Review.

Ele eo Dr. Peleg escreveu um relatório mais detalhado de suas pesquisas em "O Sítio do Mar Morto: Interpretação de Arqueologia e Debates", publicado este ano. O livro foi editado por Katharina Galor de Brown, Jean-Baptiste Humbert do Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém School, e Jürgen Zangenberg da Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Isto é, não significa que o primeiro desafio para a hipótese essênia inicialmente avançada por Roland de Vaux, um padre francês e arqueólogo, que foi um intérprete início dos manuscritos após a sua descoberta há quase 60 anos. Outros estudiosos têm sugerido que Qumran era uma casa senhorial fortificada ou uma casa, possivelmente, uma comunidade agrícola ou de um entreposto comercial.

Norman Golb, professor de línguas do Oriente Médio e da civilização na Universidade de Chicago que é um crítico de longa data da ligação dos essênios, disse que ficou impressionado com as novas descobertas ea interpretação fábrica de cerâmica.

"Magen um arqueólogo muito experiente e sábio, e muitas de suas opiniões são convincentes", o Dr. Golb disse em uma entrevista por telefone. "Uma fábrica de cerâmica? Que bem poderia ser o caso. "

Dr. Golb disse que, naturalmente, Qumran pode ter sido tanto um mosteiro e uma fábrica de cerâmica. No entanto, ele acrescentou: "Não há um pingo de evidência de que era um mosteiro. Nós viemos para vê-lo como um site secular, não uma orientação religiosa pronunciado. "

Durante anos, o Dr. Golb alegou que a multiplicidade de judeus idéias e práticas religiosas registadas na rola tornou improvável que eles eram obra de uma seita dos essênios, como única. Ele observou que alguns dos textos de tratados com as tradições específicas dos essênios. Não é um celibato, disse ele, abraçado, que a seita pratica.

Os pergaminhos nas cavernas provavelmente foram escritas por muitos grupos diferentes, o Dr. Golb supôs, e foram retirados de bibliotecas de Jerusalém por refugiados da guerra romano. Fugindo para o leste, os refugiados podem ter depositado os pergaminhos para a guarda nas cavernas de Qumran perto de muitos.

A nova pesquisa parece apoiar esta visão. Como o Dr. Magen observou, Qumran naqueles dias estava em uma encruzilhada importante de tráfego de e para Jerusalém e ao longo do Mar Morto. rola semelhantes foram encontradas em Massada, ao sul de Qumran site do suicida mantenha-se contra os romanos.

Dr. Magen também citou documentos comprovativos de que os refugiados em outra revolta contra os romanos no século seguinte fugiu para as cavernas mesmo. Ele disse que eles eram "o último ponto que poderia esconder os rolos antes de descer para a praia" do Mar Morto.

No artigo da revista, disse Dr. Magen os frascos em que a maioria dos rolos foram armazenados tinha provavelmente vem da fábrica de cerâmica. Se assim for, este pode vir a ser a única conexão estabelecida entre o assentamento e os pergaminhos de Qumran.

Apesar da maré crescente de pensar revisionista, outros estudiosos dos pergaminhos do Mar Morto continuar a defender a hipótese essênia, embora com algumas modificações e convicção diminuindo.

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Cientistas reconstituem ‘camarão predador gigante’ pré-histórico.

Pesquisadores de quatro países reconstruíram pela primeira vez uma espécie semelhante a um camarão gigante que viveu há cerca de 500 milhões de anos nos mares da América do Norte.

Reprodução da 'Hurdia victoria' (Imagem: Science/AAAS)

O animal pré-histórico foi reconstruído com base em pedaços de fósseis recolhidos ao longo de um século no sítio arqueológico de Burgess Shale, no Canadá, considerado pela ONU como patrimônio da humanidade.

Com um corpo formado por vários segmentos e uma espécie de "carapuça" sobre a cabeça, ele teria ainda dezenas de dentes e um par de garras.

Segundo os pesquisadores, o animal teria sido um dos maiores predadores de sua época.

A primeira referência ao animal semelhante aos crustáceos, batizado de Hurdia victoria, é de 1912, mas agora pela primeira vez os cientistas conseguiram descrevê-lo por completo.

'Quebra-cabeça'

Até agora, acreditava-se que algumas das partes descobertas anteriormente pertenciam a outras espécies, mas descobertas recentes de fósseis mais completos ajudaram os pesquisadores a montar o "quebra-cabeça".

Segundo os cientistas, de universidades da Suécia, do Canadá e da Grã-Bretanha, a nova descoberta deve ajudar a coletar informações sobre a origem dos artrópodes, maior grupo de animais existente, com mais de 1 milhão de espécies descritas, e que engloba insetos, aranhas e crustáceos, entre outros.

"Esta estrutura é diferente de tudo o que já se conhecia sobre outros fósseis ou artrópodes vivos", afirma a pesquisadora Allison Daley, da Universidade Uppsala, na Suécia.

"O uso da grande carapaça que se estende na frente de sua cabeça é um mistério. Em muitos animais, uma concha ou carapaça é usada para proteger partes moles do corpo, como acontece com caranguejos ou lagostas, mas esta estrutura na Hurdia é vazia e não cobre nem protege o resto do corpo. Podemos apenas imaginar qual seria sua função", diz Daley.

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Baleia pré-histórica 'dava à luz em terra'.

Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram um novo ancestral da baleia que viveu há cerca de 47 milhões de anos e dava à luz seus filhotes não no mar, mas em terra firme.

Representação artística do exemplar macho da Maiacetus inuus

A pesquisa foi possível após a descoberta de dois fósseis da espécie Maiacetus inuus, uma fêmea e um macho, em bom estado de preservação.

Os fósseis foram encontrados no Paquistão em 2000 e 2004. Junto ao fóssil da fêmea, descoberto em 2000, foi encontrado também o de um feto.

Como os demais mamíferos que dão à luz em terra, a cabeça deste feto estava posicionada para ser a primeira parte do corpo do animal a deixar o ventre materno.

Estilo de vida

Este foi o primeiro esqueleto de feto já encontrado do grupo conhecido como arqueocetos, os ancestrais das atuais baleias.

O nome da nova espécie reflete as condições da descoberta: Maiacetus significa "baleia mãe" e inuus era um deus romano da fertilidade.

Após a análise dos fósseis, os pesquisadores também concluíram que os filhotes da espécie já chegavam ao mundo equipados para buscarem comida sozinhos, pois tinham os dentes bem desenvolvidos ao nascer.

O macho, descoberto em 2004, tinha cerca de 2,5 m de comprimento, 12% a mais que a fêmea, e dentes caninos 20% maiores que os dela.

Os pesquisadores dizem acreditar que a diferença de tamanho não era grande o suficiente para indicar que os machos controlassem as fêmeas a ponto de possuir haréns.

"Os dentes grandes, apropriados para agarrar e comer peixes, sugerem que os animais viviam a maior parte do tempo no mar, vindo à terra apenas para descansar, copular e ter filhotes", disse Philip Gingerich, responsável pelo estudo.

Ele afirma que, como outros arqueocetos, os exemplares tinham quatro patas adaptadas para ajudar o nado e, embora esses membros pudessem suportar o peso, os Maiacetus inuus provavelmente não se aventuravam muito longe da água.

"Elas eram claramente atreladas à costa. Viviam entre o mar e a praia", disse Gingerich.

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Imagens tridimensionais revelam detalhes de aranhas pré-históricas.

Cientistas do Imperial College London usaram equipamentos de tomografia computadorizada e programas de computação gráfica para criar imagens tridimensionais de fósseis de duas espécies de aranhas que viveram há 300 milhões de anos.

eophrynus prestvicii

Imagem mostra que E. prestvicii tinha espinhos nas costas (cortesia Museum of Natural History e Imperial College London).

Apesar de tão antigas, as espécies Cryptomartus hindi e Eophrynus prestvicii são "parentes próximas" de aranhas modernas. A tecnologia já havia sido usada antes, mas poucas vezes em fósseis tão antigos, que mostram o início da vida na Terra.

As imagens tridimensionais revelam detalhes até então desconhecidos das criaturas, como mecanismos de defesa e que as aranhas tinham hábitos predadores, e dão aos cientistas uma ideia melhor do que se passava no período, anterior ao dos dinossauros.

Os resultados foram publicados na revista especializada Biology Letters.

Os cientistas fizeram cerca de 3 mil imagens de cada fóssil. O software desenvolvido pelo Imperial College London foi usado para juntar todas as imagens em um modelo virtual único, detalhado e tridimensional das aranhas.

As imagens tridimensionais revelam que as patas dianteiras da Cryptomartus hindi estavam direcionadas para a frente, sugerindo que a aranha poderia usá-las para agarrar suas presas.

Os pesquisadores sugerem que o animal, provavelmente, era "um predador que caçava por emboscada" como a moderna aranha caranguejeira, que aguarda escondida a aproximação da presa.

Os pesquisadores também concluíram que a outra espécie, a Eophrynus prestvicii, tinha espinhos nas costas, provavelmente como medida de defesa para torná-la menos palatável aos anfíbios, que seriam seus predadores naturais.

"Nossos modelos quase trazem essas criaturas de volta à vida e é muito excitante conseguir examiná-las em tantos detalhes", disse o pesquisador Russel Garwood, do Imperial College London e principal autor do estudo.

"Nosso estudo ajuda a construir uma imagem do que estaria acontecendo neste período do início da história da vida na Terra."

A técnica também poderá ser usada para re-examinar fósseis do mesmo período, já analisados pelos meios convencionais, disseram os cientistas.

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Arqueólogos encontram 'tesouro budista' na Mongólia.

Relíquias budistas raras desaparecidas havia mais de 70 anos foram encontradas neste sábado no deserto de Gobi, no sul da Mongólia, por uma equipe de arqueólogos austríacos e mongóis.

Relíquias estavam enterradas no deserto de Gobi havia mais de 70 anos

Entre os artefatos encontrados estão estátuas, obras de arte, manuscritos e objetos pessoais de um importante mestre budista do século 19, Danzan Ravjaa.

O líder da expedição, o austríaco Michael Eisenriegler, disse à BBC que sua equipe já desenterrou duas caixas cheias com "os mais impressionantes objetos de arte budistas".

"(O tesouro) é de extraordinário valor para a cultura da Mongólia, porque o budismo foi quase extinto durante o regime comunista, especialmente na década de 30", disse Eisenriegler. "Estou completamente exausto neste momento, mas também completamente impressionado com o que vi."

Mosteiro

As relíquias encontradas pela equipe pertenciam ao Mosteiro de Khamaryn e haviam sido enterradas no deserto de Gobi nos anos 30 por um monge chamado Tudev.

Na época, durante o regime comunista, centenas de mosteiros foram saqueados e destruídos na Mongólia. O religioso decidiu enterrar o tesouro para escondê-lo dos exércitos da Mongólia e da União Soviética.

Somente Tudev sabia onde os 64 baús com as relíquias estavam escondidos. Antes de morrer, ele passou o segredo a seu neto, o historiador Zundoi Altangerel.

Na década de 90, Altangerel conseguiu desenterrar alguns dos baús com as relíquias e abriu um museu para exibí-las.

Segundo o historiador, como a segurança do museu era mínima, na época ele decidiu deixar o restante do tesouro enterrado no deserto.

Eisenriegler ficou sabendo da história e convenceu Altangerel a participar de uma busca pelo resto do tesouro. Segundo o austríaco, 20 dos 64 baús enterrados por Tudev permanecem escondidos no deserto.

As peças encontradas neste sábado também serão expostas no museu, que fica na cidade de Sainshand, no sul da Mongólia.

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Fotos aéreas revelam cidade precursora de Veneza.

Fotografias aéreas feitas por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pádua, na Itália, revelaram o mapa da antiga cidade romana de Altinum, que alguns acadêmicos afirmam ser a cidade precursora de Veneza.

A imagem da cidade ancestral de Veneza (foto: Image © Science/AAAS)

A imagem da cidade ancestral de Veneza (foto: Image © Science/AAAS)

Alguns arqueologistas já sabem há décadas que a cidade de Altinum – um importante centro de comércio romano entre os séculos 1 e 5 da era cristã – ficava localizada onde hoje é a região norte de Veneza, próxima do aeroporto da cidade.

Os historiadores não haviam conseguido, no entanto, identificar como a cidade era construída ou qual era sua topografia já que as ruínas das antigas construções desapareceram - muitas peças foram roubadas para serem usadas como material de construção e o restante foi inundado pela lagoa que cerca a região.

Mas a equipe de Andrea Ninfo e Paolo Mozzo aproveitou uma forte seca que atingiu a região em 2007 para fazer fotos aéreas do local. Por conta do baixo nível de água, as imagens permitiram que os cientistas identificassem a presença de rochas, tijolos e e outras estruturas sólidas abaixo da superfície.

Segundo os pesquisadores, o fim de Altinum pode ter representado o começo da cidade de Veneza.

Complexidade

As fotografias revelam os restos das muralhas da cidade, a rede de ruas, residências, teatros e outras estruturas. Além disso, Altinum também possuía uma rede complexa de rios e canais, que revela como os habitantes conseguiam morar no ambiente pantanoso que atualmente é a lagoa de Veneza.

Com base nas imagens, a equipe de Pádua fez a primeira reconstrução detalhada da topografia da antiga cidade usando fotografias que se aproximavam de imagens infravermelhas da região das terras cultiváveis que cobrem a região atualmente, junto com um modelo de computador do terreno local.

As imagens também mostraram que a cidade tinha um grande canal que passavam pelo seu centro e ligava Altinum à lagoa.

Dois portões ou pontes foram construídos nas muralhas que cercavam a cidade, o que fornece mais provas de como os moradores da cidade se adaptaram ao ambiente alagadiço.

Os pesquisadores italianos também conseguiram identificar uma estrutura de um porto na margem da lagoa.

Os autores do estudo, publicado na revista Science, notam que Altinum é a única grande cidade romana no norte da Itália - e uma das poucas da Europa - que não foi soterrada por cidades medievais e modernas.

Segundo a diretora do Museu Nacional de Arqueologia de Altinum, Margherita Tirelli, “antes da pesquisa de Mozzi era impossível imaginar a complexidade e distribuição das principais construções e estruturas do município”.

Os pesquisadores pretendem continuar o estudo utilizando tecnologia avançada para realizar exames mais detalhados de imagem da região, que permitiram a produção de um mapa da topografia da antiga cidade em alta resolução.

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Arqueólogo amador descobre arte pré-histórica de 4 mil anos na Escócia.

Um arqueólogo amador descobriu nas montanhas escocesas exemplos de arte pré-histórica que poderiam datar de 4 mil a 5 mil anos atrás.

Descobertas surpreendem por variedade e quantidade

George Currie, um interessado na ciência da arqueologia, descobriu mais de 90 desenhos escavados em uma rocha na localidade de Ben Lawers, perto de Loch Tay, no centro da Escócia.

As marcas circulares, chamadas de "cup marks" pela semelhanças com as de uma xícara, compõem o grupo de arte pré-histórica observado principalmente no norte da Inglaterra e na Escócia proveniente do período Neolítico e da Idade do Bronze, de 5 mil a 4 mil anos atrás.

Alguns desenhos têm anéis ao redor, razão pela qual são chamadas de "cup and ring marks". Linhas retas também foram escavadas na pedra.

Derek Alexander, arqueólogo da entidade escocesa de conservação e promoção do patrimônio natural e histórico do país, The National Trust for Scotland, disse que a descoberta surpreende pela "quantidade e a variedade" dos símbolos encontrados.

"Através tanto de pesquisas direcionadas conduzidas por arqueólogos profissionais quanto do trabalho de amadores dedicados, como George Currie, sabemos agora que Ben Lawers forma uma das maiores concentrações de marcas circulares e de anéis nas montanhas escocesas, o que indica uma paisagem muito significante na pré-história", afirmou.

"Esta é uma descoberta interessante, porque mostra que ainda existe arte pré-histórica em rocha ainda a ser descoberta nas montanhas escocesas."

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Britânicos desvendam mistério de cova com 51 crânios.

As ossadas de 51 pessoas decapitadas encontradas no sul da Grã-Bretanha em junho do ano passado foram identificadas como pertencendo a povos vikings que habitaram o país na virada para o segundo milênio.

Vikings teriam sido decapitados com vários golpes de espada por anglo-saxões

Desde que a cova foi encontrada em junho de 2009, durante a construção de uma rodovia no condado de Dorset para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, arqueólogos vinham tentando desvendar o mistério da identidade daqueles ossos e por que os crânios estavam separados do restante dos corpos.

"Havia muito pouca evidência no local, além de alguns cacos de cerâmica. Para descobrir a data daqueles restos mortais nós enviamos uma amostra dos ossos para uma datação por carbono e espantosamente a data que retornou é do final do período saxônico", disse o arqueólogo David Score, que liderou a equipe do instituto de arqueologia britânico Oxford Archaeology, que desenterrou as ossadas.

A partir do teste do carbono-14, os cientistas concluíram que aquelas pessoas foram mortas entre os anos 910 e 1030.

Nessa época, os anglo-saxões sofriam com as constantes incursões de povos vikings na Grã-Bretanha e conflitos entre líderes dos dois lados por controle da região eram comuns.

"O local do enterro era comumente usado para execuções naquela época", acrescenta Score. A dúvida que permanecia, portanto, era se os executados eram saxões ou vikings.

Análise de uma ossada de Dorset (Oxford Archaeology/Dorset County Council/NERC)

Mas as análises dos dentes de dez daquelas ossadas mostraram que aquelas pessoas cresceram em países de clima mais frio do que o britânico. Os cientistas descobriram isso a partir da composição do esmalte dos dentes, influenciada pela água que a pessoa ingeriu quando criança.

O Laboratório de Geociências de Isótopos (NIGL) da agência geológica britânica explica que os países escandinavos, como Noruega e Suécia, possuem um clima mais frio do que a Grã-Bretanha, o que gera um tipo distinto de assinatura dos isótopos no esmalte dos dentes.

Os estudos também mostraram que os donos daquelas ossadas tinham uma alimentação rica em proteínas, que se assemelha a de povos da Suécia

"Trata-se de uma descoberta fantástica. É o maior grupo de estrangeiros que nós já identificamos usando isótopos", disse Jane Evans do NIGL.

"Descobrir que os jovens homens executados eram vikings é uma novidade eletrizante", disse Score.

Execução

Com base nas cerâmicas encontradas na cova, os arqueólogos suspeitaram inicialmente que as ossadas datavam de um período entre 800 a.C. e 43 d.C., ou seja, entre a Idade do Ferro e o início da era romana.

Mas os exames do Carbono-14 provaram que os restos mortais eram muito mais recentes.

Os cientistas sabem também que a maioria dos ossos pertencia a adolescentes e jovens, que seriam altos e teriam boa saúde. Há também a suspeita de que eles tenham sido mortos ou enterrados nús, porque não há vestígio de roupas ou adornos na cova.

A forma como suas cabeças foram separadas de seus corpos revelou que eles não foram executados com um machado apropriado para a tarefa, que faria a decaptação em um único golpe. As vítimas teriam sido mortas com sucessivos golpes de espada.

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Oque é Democracia Orgânica.

Movidos por ignorância ou má fé, acusam alguns espíritos superficiais os integralistas de se posicionarem contra o voto e defenderem a implantação no Brasil de uma ditadura de tipo fascista.
Nada mais falso.

Na verdade, tais vilanias, dentre tantas outras assacadas contra os seguidores da doutrina do Sigma, nada mais são do que fruto do ódio cego cultivado pelos tradicionais adversários políticos do Integralismo, única corrente de idéias que representa hoje em nosso país, através da Frente Integralista Brasileira (FIB), a legítima reação ao moribundo regime liberal-burguês e às falsas oposições de cunho socialista e/ou comunista.

Em seus ataques irracionais, desconhecem ou se esquecem os detratores do Integralismo que este movimento, na crítica que sempre realizou à liberal-democracia, jamais se colocou, em toda sua trajetória histórica e política, contra a própria Democracia, em sua concepção mais ampla. Pregou e continua pregando, isto sim, seu aperfeiçoamento, através da superação do Estado de caráter liberal-burguês – anacronismo do século XVIII, cujos erros e males vêm se acumulando nos últimos trezentos anos - pela construção de uma forma mais perfeita de Estado, fundamentada sobre os princípios da Democracia Orgânica – idéia nova dos séculos XX e XXI - proposta no Brasil pelo gênio político de Plínio Salgado (1895-1975). Da mesma forma, jamais se declarou o Integralismo contra o voto, propugnando, isto sim, sua valorização, pela defesa de uma urgente reforma no sistema representativo brasileiro, que conceda funções legislativas ás representações de classe, ou seja, aos setores produtivos que contribuem verdadeiramente para a riqueza material, cultural, moral e espiritual da nação.

Mas, num plano geral, no que consiste a Democracia Orgânica?

Para o bom entendimento da proposta, de forma didática, Plínio Salgado comparava o funcionamento do Estado com o funcionamento do próprio corpo humano. Neste, cada órgão cumpre uma atividade específica e, conjuntamente, cooperam todos para a realização plena de nossas funções vitais. Se acometido por alguma enfermidade, um órgão passa a desempenhar mal seu trabalho, não somente ele, mas todos os demais órgãos sentirão sua debilidade. Assim como na vida biológica, o mesmo ocorre na vida social. Os trabalhadores – do capital, do trabalho, da inteligência -, órgãos da nação, cada qual em sua área de atuação, competem todos para o progresso e desenvolvimento do país. Se as necessidades básicas de qualquer setor produtivo não forem atendidas, resultará que, observando-se as relações de interdependência, a saúde do organismo social, toda ela, ficará comprometida.

Nesta visão integral, os grupos profissionais devem ser reconhecidos pelo Estado conforme sua importância para a sociedade, pois são eles os lídimos construtores da riqueza nacional. O atual sistema de representação é falho e inviável precisamente por ignorar e desdenhar a relevância social dos setores produtivos, não considerando suas justas aspirações. O erro provém da Revolução Francesa, cujo preconceito iluminista e burguês contra as instituições da Idade Média abolira as antigas corporações de ofício, as quais regulavam e organizavam o trabalho, representando-o à época junto aos centros de decisão política. Com o surgimento dos partidos políticos – idealizados como organismos artificiais de representação para remediar a situação -, elementos intermediários foram criados, isolando governo e trabalhadores. Estes passaram a designar para as funções legislativas homens que, pertencendo a profissões diferentes, jamais poderiam defender de forma satisfatória os interesses de seus eleitores. Era instituído então o voto deslocado, perdido. Considerado em sua expressão meramente numérica, ele não estabelecia uma base de correspondência entre o que votava e o que era votado. O erro perdurou. E, até os dias atuais, vemos, por exemplo, um professor elegendo um médico para cuidar de seus interesses, um comerciante elegendo um advogado, um agricultor elegendo um industrial, etc.

O absurdo é maior se dirigirmos nossa atenção para os altos escalões dos governos: ministérios e secretarias, muitos deles estratégicos, são reservados a indivíduos que, sem familiaridade alguma com as áreas para as quais foram destinados – por não terem formação nelas -, recebem pastas levando-se em conta apenas o mesquinho critério da filiação partidária. No corpo humano, tal descalabro seria como se o fígado quisesse realizar as tarefas do coração ou os rins as do estômago. Um Estado assim, funcionando em descompasso, dificilmente estará apto a sanar os problemas relativos ao Trabalho. Pelo contrário: distanciando o governo dos setores produtivos da nação – daí a origem dos sindicatos, forma legítima encontrada pelos trabalhadores para fazerem valer seus direitos - viverá sempre em clima de tensão social, preparando terreno fértil ao avanço de movimentos defensores de filosofias políticas negativistas, que trabalham com oportunismo na exploração da lutas de classes, através da manipulação dos órgãos de representação profissional.

Para restaurar o equilíbrio entre governo e trabalhadores, Plínio Salgado considerava justo o Estado delegar funções legislativas ás representações de classe, com o estabelecimento das chamadas Câmaras Orgânicas. Nos EUA, foi o ex-bispo de Nova Iorque, Fulton Sheen quem, defendendo a idéia, justificava-a com um argumento poderoso: “Há mais motivo de identidade de interesse entre um ferroviário da Califórnia, no Pacífico, e outro em Nova Iorque, no Atlântico, do que entre duas pessoas que, residindo na mesma cidade – e até votando na mesma seção eleitoral, acrescentamos nós - são de profissão diferente”.
Inúmeros pontos contam a favor da Câmara Orgânica. De fato, mais que os partidos políticos, são os grupos profissionais os que, pela experiência cotidiana, detém o conhecimento e a capacidade técnica necessários para empreender projetos e leis eficientes, viabilizando soluções efetivas para os mais variados problemas nacionais. A qualidade intelectual de nossos representantes aumentaria.

A Câmara Orgânica conciliaria as relações entre Capital e Trabalho, ao garantir assento tanto a empregados quanto a empregadores que, compartilhando dos mesmos poderes e atribuições, estariam representados em igualdade de direitos. Combateria a corrupção: os grupos econômicos deixariam de pressionar os políticos, sugestionando-os financeiramente com propinas ou doações para campanhas, pois os grupos profissionais seriam elevados na vida nacional como membros efetivos de participação política. Limitando-se em épocas eleitorais a campanha e propaganda política aos círculos mais restritos das representações de classe, os recursos necessários para cobrir os gastos com campanhas milionárias – note-se a atualidade do problema – perderiam seu sentido. Candidatos humildes e capazes teriam mais condições de expor suas idéias e elegerem-se.

Naturalmente, não obstante a perenidade e imutabilidade de seus valores doutrinários essenciais, reconhecem e reafirmam os integralistas o caráter prospectivo e dinâmico da História, o que determina - na marcha empreendida pelo movimento em pleno século XXI, bem como, na complexidade do tempo que ora vivemos - a necessidade da constante revisão e atualização de seus valores acidentais.

Dessa forma, com a Democracia Orgânica, não colimam os integralistas a extinção dos atuais partidos políticos, mas sua continuidade e fortalecimento. Tampouco menosprezam a importância do voto, mas valoriza-o, dando-lhe um real significado, ao ligar o eleitor a um candidato inserido em sua categoria profissional e, portanto, identificado com seus justos anseios e aspirações.
Assim, dentre várias propostas estudadas pelos integralistas para a efetivação da Democracia Orgânica e o voto profissional, destaca-se, por exemplo, a da necessidade da estruturação no seio das organizações político-partidárias das representações de classe, que elegeriam para as Câmaras e Assembléias Técnicas os candidatos inscritos em suas legendas. Estes, por sua vez, passariam a desempenhar suas funções legislativas de acordo com a orientação doutrinária e programática de seus respectivos partidos. Nos pleitos internos dos partidos, os representantes de classe reunidos na mesma legenda política, poderiam eleger os dirigentes da agremiação nas três esferas: municipal, estadual e federal.

Como se vê, longe de se constituir um modelo acabado, a instituição da Democracia Orgânica deve obrigatoriamente ser precedida por uma ampla discussão nacional sobre sua organização e funcionamento, a qual convidam os integralistas os mais amplos setores pensantes da sociedade brasileira – juristas, imprensa, professores, cientistas políticos, etc. – e mesmo seus adversários no campo político.

Num momento em que a sociedade brasileira acaba de comparecer às urnas para a escolha de seu novo Presidente da República, triste é constatar, nos diversos debates políticos travados entre os candidatos – tanto em primeiro quanto em segundo turno –, a total ausência de propostas concretas para as principais reformas reclamadas pela nação. Dentre elas, a elaboração de um novo sistema representativo para o país é certamente a mais ignorada, embora das mais urgentes.
Reorganizados no século XXI, são os integralistas hoje a única corrente de pensamento e ação política que se apresenta como portadora de uma proposta clara, eficaz e verdadeiramente revolucionária para o problema.

Nesta luta pelo estabelecimento da Democracia Orgânica, nós, da Frente Integralista Brasileira, pedimos o apoio e a participação de todos os trabalhadores, de todos os setores produtivos da nação, infelizmente negligenciados e desvalorizados pelas falhas e omissões de um sistema representativo que opera tão somente em benefício dos caciques dos partidos, dos politiqueiros profissionais e dos grupos plutocráticos que os apóiam.

* Σ - Luiz Gonçalves Alonso Ferreira, Vice-Presidente da Frente Integralista Brasileira, Coordenador da Região Sudeste

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http://www.osigmareluzente.blogspot.com

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Plínio Salgado.