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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

HOLOCAUSTO RUSSO!

AS PESSOAS LEMBRAM SÓ DO QUE LHES CONVÉM

Deixando de lado a questão política, mas fazendo um paralelo entre os judeus mortos que são sempre lembrados e os russos que foram completamente esquecidos. Seriam os russos menos importantes que os judeus para que os seus sacrifícios não sejam lembrados? A União Soviética perdeu cerca de 27 milhões de pessoas durante a guerra (PORQUE NINGUÉM LEMBRA DELES?), cerca de metade de todas as vítimas da Segunda Guerra Mundial. Do total de mortes na II Guerra Mundial.

Civis russos mortos por soldados da Wehrmacht

Em 19 de Novembro de 1943, a contra-ofensiva soviética tinha início. Os aliados esperariam para ver, até decidirem a abertura de uma segunda frente que apenas se concretiza no ano seguinte. A história da guerra contra os invasores nazistas continua a ser mal contada, sobrevalorizando-se o papel dos EUA na derrota de Hitler e tentando apagar-se o esforço russos – militares e popular, na resistência e, por fim, na vitória. Também no que toca às vítimas do nazismo se assiste à mesma tentativa de apagamento, sublinhando-se apenas a morte de judeus e «esquecendo-se» os milhões de mortos soviéticos na guerra. Para avivar a memória, publicamos hoje um artigo do general russo Grigori Krivocheiev, divulgado pela Agência RIA, que recorda números terríveis. Que não podem ser esquecidos.


Morreram e desapareceram…

Um milhão de pessoas morreram em Stalingrado

Em Junho de 1941, sete países proclamaram uma guerra contra a União Soviética – Alemanha (em 22 de Junho), Itália (em 22 de Junho), Roménia (em 22 de Junho), Hungria (em 27 de Junho), Finlândia (em 26 de Junho) e os governos fantoches da Eslováquia (em 23 de Junho) e da Croácia.

Além dos países que proclamaram guerra contra a Rússia, nas ações de combate participaram unidades militares integradas por cidadãos da Albânia, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Polónia, Sérvia, França, Chéquia e Suécia.

Do lado da Alemanha combateram a divisão dos cossacos comandada por B. Steifon, a 15.ª divisão dos cossacos comandada por Von Panvits e algumas outras unidades integradas por cidadãos da União Soviética.

As consequências mais graves da Segunda Guerra Mundial para a Rússia foram as perdas humanas avaliadas em 26,6 milhões de pessoas. Nunca antes, na história da Rússia, foram registadas perdas tão numerosas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, só a Alemanha e a Rússia recrutaram para as suas forças armadas cerca de 56 milhões de pessoas. Em geral, naquela guerra participaram cerca de 120 milhões.

Os companheiros dos soldados russos: Um punhado de balas e um rifle velho.

Nos anos da guerra, para as Forças Armadas da Rússia foram mobilizados 35 milhões de soldados efetivos. Trata-se de um número igual ao das populações da Dinamarca, Holanda, Noruega, Suécia e Finlândia. Além disso, foram recrutadas 490.235 mulheres e 219.645 homens maiores de 50 anos, ou seja, não sujeitos ao serviço na tropa.

As novas pesquisas dos materiais estatísticos do Estado-Maior General (EMG) das Forças Armadas russas permitiram determinar que nos anos da guerra as Forças Armadas russas perderam 11 milhões de pessoas. Trata-se dos efetivos mortos nas batalhas, desaparecidos, mortos em hospitais em consequência de feridas ou doenças adquiridas e aprisionados.

Entre as perdas sofridas, o número dos desaparecidos é grande. De acordo com os documentos do EMG, da totalidade de 11 milhões de vítimas da guerra, 5 milhões de pessoas desapareceramcorresponde a 42,3%. ou foram aprisionadas. Isto É de supor que nem todos os desaparecidos fossem aprisionados. A análise de documentos do comando alemão permitiu concluir que cerca de 450.500 militares deste número morreram, ficaram a viver nos territórios ocupados ou juntaram-se aos guerrilheiros. Quanto ao número de aprisionados, é de 4 milhões e meio.

Estas estatísticas são provadas pelas informações do comando das tropas terrestres da Alemanha publicadas na revista das ações de combate da Bundeswehr. De acordo com as referidas informações, até 20 de Dezembro de 1942 as tropas alemãs aprosionaram 3 milhões e meio de militares russos. Este número é quase igual às estatísticas do EMG russo.

A brutalidade em relação aos prisioneiros russos provocou uma alta taxa de mortalidade. Assim, o historiador Kristian Streit afirma que da totalidade de 3,4 milhões de prisioneiros de guerra russos nos fins de Janeiro de 1942, ficaram vivos só 1,4 milhões. Os demais 2 milhões foram executados ou morreram de frio ou fome. Centenas de milhares de pessoas foram liquidadas pelos destacamentos da SD por motivos políticos ou de raça.

Alguns analistas afirmaram que as perdas da URSS na Segunda Guerra Mundial foram 14 vezes maiores do que as da Alemanha.

Após muitos anos de estudo conseguiu-se compor o balanço dos efetivos das Forças Armadas da Alemanha na guerra.

Assim, em 1 de Setembro de 1939, as tropas alemãs contaram com 3 milhões efetivos. No período de 1 de Junho de 1939 a 30 de Abril de 1945 foram recrutados mais 18 milhões. Desta forma, o número total é de 21 milhões.

Nas vésperas da capitulação da Alemanha, as suas tropas contaram com 4.100 000 militares, enquanto em hospitais no território alemão permaceream mais 700.000.

Na guerra foram mortas 16.307 000 pessoas.

Deste número:

a) baixas irrecuperáveis – 11.844 000 pessoas. São efetivos mortos no campo de batalha ou nos hospitais. Desapareceram 4.457 000 pessoas. Foram aprisionadas 7.387 000 pessoas.

b) outras baixas – 4.463 000 pessoas.

Deste número foram reconhecidos como inválidos ou fugiram 2.463 000 efetivos. Foram desmobilizadas e encaminhadas para o trabalho na indústria 2 milhões de pessoas.

Em geral, as perdas irrecuperáveis da Alemanha e dos seus aliados na frente russo-alemã (1941-1945) constituíram 8.649 3000 pessoas. Regressaram da prisão depois da guerra 3.572 600 pessoas. Desta forma, as perdas demográficas do adversário totalizaram 5.076 400 pessoas (em Julho de 1992 este índice foi corrigido até 6.923 700 pessoas). Assim a correlação entre as perdas russas e as perdas dos adversários nos anos de guerra foi de 1,5:1.

VOCÊ QUER SABER MAIS?

MEDEIROS, Carlos (2008) Desenvolvimento econômico e ascensão nacional: rupturas e transições na Rússia e na China. p. 173-273. in: FIORI, José L.; SERRANO, Franklin & MEDEIROS, Carlos A. (2008) O mito do colapso americano. Ed. Record: SP e RJ.

http://www.britannica.com/EBchecked/topic/614785/Union-of-Soviet-Socialist-Republics

http://countrystudies.us/russia/14.htm

As ruínas da cidade integralista.

As ruínas da cidade integralista



Em 30 de Março de 2009 por Jorge Figueira

A Cidade de São João Marcos fundada em 1937 no Rio de Janeiro, surgiu fruto das riquezas do café, suas construções ricas em arquitetura do período pós-colonial foram reflexo das riquezas trazidas pela expansão do café durante o período de ouro no Vale do Paraíba, 1850 a 1870. Esta região mostrou-se favorável ao cultivo do café graças as suas condições geográficas excepcionais, expandindo seu cultivo ate o Estado de São Paulo. Em razão destas características a Cidade de São João Marcos era a residência de grandes produtores de café e o pólo cafeicultor destes mesmos senhores, que abasteciam o mercado Europeu.

Como ocorreu em todo o Vale do Paraíba, a abolição dos escravos e a destruição do solo por conta do cultivo predatório da monocultura decretaram o fim do período de ouro do café, levando as regiões que surgiram e dependiam desta cultura a uma crise econômica, contudo a Cidade de São João Marcos resistiu a este período de decadência econômica graças à construção da Estrada de Ferro no ano de 1907, que ligou a cidade de Barra Mansa à Angra dos Reis. A ferrovia fez, portanto ressurgir a economia local.

Mesmo após o reaquecimento da cidade, em 1909 partes da cidade começaram a ser cedidas para a construção da represa de Lages, que teria como função abastecer vários municípios da região sul-fluminense com água e energia elétrica. Para temos uma idéia hoje da importância desta construção ela hoje fornece cerca de 11% da água consumida na cidade do Rio de Janeiro.

Durante a construção da represa a cidade começou a ser destruída, mesmo em 1939 quando o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou a cidade esperando que o processo de destruição descontinuasse. Getulio Vargas, então presidente dotado de poderes ditatórios, decidiu revogar a condição de patrimônio histórico da cidade para facilitar os planos de expansão da represa. As terras foram, portanto, desapropriadas e seus habitantes expulsos.

Há alguns relatos que apóiam a tese de a cidade ter sido destruída por ser uma cidade Integralista, onde os cidadãos não se conformavam com o fato do Governo Federal pôr na ilegalidade os partidos políticos, incluindo a Ação Integralista Brasileira e assim resistiam a qualquer intervenção do governo estadual ou federal.

Mais uma vez podemos constatar na história desta pequena cidade de grande importância cultural, que o hoje endeusado ditador Getúlio Vargas, mais uma vez demonstrava sua atitude autoritária expulsando famílias com o uso de força policial, sem dar o devido direito à defesa aos moradores e à cultura nacional, que foi completamente ignorada por ele neste caso.

Por Jorge Figueira

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As histórias do Integralismo contadas pela cidade maravilhosa

As histórias do Integralismo contadas pela cidade maravilhosa


Em 29 de Novembro de 2008 por Jorge Figueira

A cidade do Rio de Janeiro pode se orgulhar de ter sido, durante os anos de 1930, uma importante coadjuvante na história do Integralismo. Apesar de todas as transformações pela qual nossa cidade passou, pode-se através de uma análise minuciosa vislumbrar locais históricos importantes para a Acção Integralista Brasileira (1932-1937).

Muitos desses locais são as ruas e avenidas que movimentam a cidade. Através dos desfiles promovidos pelos camisas-verdes ocorridos no Rio de Janeiro é possível observar a força da AIB. Dentre tantas manifestações podemos destacar a marcha dos 50 mil, onde o Chefe perpétuo do Integralismo, Plínio Salgado, assistiu ao desfile dos integralistas próximo ao saudoso Hotel Glória. Hoje o hotel encontra-se no mesmo local, imponente e deslumbrante, mantendo seu jardim com o mesmo mirante onde Plínio Salgado avistou as tropas Integralistas.

Podemos destacar também o histórico Palácio da Guanabara, residência oficial do então ditador Getúlio Vargas. Esta imponente construção, edificada por volta de 1853, foi cenário de um dos principais eventos do Estado Novo: a tentativa de pôr fim a ditadura varguista pelos Integralistas, liderados por Belmiro Valverde. Infelizmente, a tentativa não obteve êxito, desencadeando a morte e prisão de inúmeros Integralistas pela policia política de Vargas, porém as histórias e mistérios sobre este fatídico onze de maio continuam indissolúveis para a história da civilização brasileira.

Após este desfecho trágico na historia da AIB, poucos sabem o que ocorreu com os Integralistas, na versão oficial sabe-se que muitos foram perseguidos, presos e torturados e outros fugiram para o exílio, mas pouco se fala sobre o que ocorreu com os que foram presos no ato da tentativa de destituir Getúlio Vargas.

Após a prisão, foi instituído o Tribunal de Segurança Nacional para julgar os participantes do assalto ao Palácio Guanabara, este Tribunal ficou hospedado no então colégio Alberto Barth, no bairro do Flamengo. Podemos, graças ao trabalho de conservação da direção da escola municipal, vislumbrar uma edificação que teve um importante papel na história do Integralismo e até hoje é desconhecido para muitos camisas-verdes. Infelizmente não possuímos acesso aos documentos que relatam o processo judicial que ocorreu neste ultrajante Tribunal de Segurança Nacional.

Aconselhamos, portanto, que visite não só estes locais como muitos outros que fizeram parte da historia do Integralismo. A sua simples visita e curiosidade por locais que fazem parte de nossa história podem somar ao interesse pela história do movimento.

Por Jorge Figueira

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.