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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DIFERENÇAS ENTRE O INTEGRALISMO E O LINEARISMO.


Se Você amigo tem encontrado dificuldades em entender as diferenças entre as duas vertentes de pensamentos oriundos da Ação Integralista Brasileira (A.I.B) vou procurar esclarecer alguns pontos que serão de extrema ajuda para os interessados no assunto.

Em respeito aos e-mails recebidos de amigos também interessados em compreender essas sutilezas entrei nessa pauta baseando-me nos ensinos da F.I.B (Frente Integralista Brasileira). Cito então:


Entre as tentativas de deturpação da Doutrina do Integralismo, preocupa-nos especialmente uma coisa chamada linearismo.
O que vem a ser isso? Segundo um de seus membros, seria uma nova vertente ou corrente interna do Integralismo. Mas, seria apenas isso?
Um exame dos textos veiculados na página da doutrina linear vai responder-nos:
O linearismo não é uma corrente nova dentro do Integralismo, mas, um outro e diferente pensamento(“Criamos de forma destemida uma nova filosofia: a Filosofia Linear.”), que diz ter feito empréstimos(“tomamos emprestado(...)da Filosofia Integralista”) e se inspirado na Doutrina do Sigma, porém, presumindo-se mais avançado e atual que o Pensamento Integralista(“Essa estrutura é derivada claramente da estrutura integralista, alcançando terrenos científicos e filosóficos mais descritivos e atuais.”).
Portanto, além de uma alegada e suposta influência, o linearismo não é o mesmo que o Integralismo, nem mesmo uma corrente – o que já seria um absurdo inadmissível. No entanto, vemo-lo querer misturar-se e confundir-se com o Integralismo! Pois, o linearismo, ao invés de seguir sua carreira singular, resolveu apresentar-se como Movimento Integralista, mas, atualizado... Para tanto, primeiro, reconceituou linearmente o Integralismo como um ente em mutação(“Entendemos portanto, que o Integralismo, enquanto projeto político-filosófico, deve ser um ente dinâmico, ou seja, uma instituição em constante mutação,(...)”), definição esta que nenhum Integralista com conhecimento da Doutrina pode aceitar; segundo, esvaziou a Autoridade impositiva da Doutrina Integralista, substituindo-a pelo assembleísmo burguês(“em constante debate com membros”), também inaceitável para um Camisa-Verde autêntico; terceiro, o linearismo lançou-se a tarefa de construir um novo Integralismo(“estamos trabalhando duro para a instalação de uma nova filosofia integralista”), o que nenhum Integralista sincero aprovará.


IV SIMPÓSIO NACIONAL ESTADO E PODER: INTELECTUAIS DE 8 A 11 DE OUTUBRO DE 2007 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO, SÃO LUÍS/MA.

A BUSCA INCESSANTE PELO SIGMA: o integralismo no século XXI

Márcia Regina da Silva Ramos Carneiro

(Instituto Superior de Ciências Humanas

e Sociais Anísio Teixeira).


Outro grupo que se considera a continuidade do movimento na atualidade é a Frente Integralista Brasileira. Para os militantes da FIB a obediência aos princípios básicos são respeitados quanto à interpretação católica da doutrina. Seguem a Rerum Novarum. A FIB tem como seu setor de estudos da doutrina o apoio do CEDI, o Centro de Estudos e Debates Integralistas, com núcleos espalhados por diversas partes do Brasil e que se comunicam por meio da internet, mas mantém independência em termos de produção e organização interna. A FIB utiliza a Casa de Plínio Salgado localizada na capital paulista para reuniões. Eles têm o apoio dos irmãos Carvalho, que se sucedem na presidência da Casa em três mandatos, que foram plinianos na década de 1930 e “águias brancas” na juventude. Atualmente, são importantes guardiões da memória do período da AIB, na infância e mais ainda dos tempos do PRP. Ainda há o Movimento Integralista Linearista Brasileiro (MIL-B) que interpreta a doutrina, como dizem, com os olhares do século XXI. Incorporam a leitura científica, da ordenação newtoniana, da negação dos dogmas e do relativismo, mas submetendo todo conhecimento produzido pelos homens à inspiração divina. Seguem Santo Agostinho ao quererem demonstrar a existência do divino apenas pela fé. Pois, para eles, Deus apenas existe e move o Universo. Este é visto através da coerência da ordem da natureza concebida por Deus defendida por Leibniz. Seguem, principalmente, Gustavo Barroso. Afirmam que não há discriminação racial, mas constatação que certos grupos formados por judeus controlam o mundo através do poder econômico. Para os linearistas, se existe Deus como força absoluta e motor de toda a natureza, há o outro lado espiritual que habita as trevas, que governa os interesses de destruição da moral, da família e da Pátria. O objetivo central do linearismo seria alinhar a visão cientificista de mundo com a visão espiritualista e congregar os dois paradigmas num só. Segundo os linearistas, não se pode analisar a espiritualidade sem se analisar as condições científicas e racionais de nossa realidade. No entanto, alertam para se tomar cuidado em não se cair numa visão dogmática e relativista da realidade humana, na sua concepção. A oposição ao materialismo não significa apenas negá-lo. É necessário estudá-lo e compreendê-lo. Para Cássio Reis, presidente do MIL-B (2007), é preciso interpretar o “fundamento santificado da essência racional do Homem” que estaria nas obras de Santo Agostinho, Immanuel Kant e Bertrand Russell. O MIL-B, como associação, ainda conta com o apoio da SENE, a Sociedade de Estudos Nacionalistas e Espiritualistas que é considerada pelo grupo, uma instituição de estudos acadêmicos e filosóficos. Segundo o presidente do MIL-B este congrega integralistas e linearistas e a SENE é uma instituição mais ampla que congrega também monarquistas, maçons, membros religiosos, nacionalistas de vários matizes. Para os linearistas, o Integralismo da década de 30 teve forte tendência nacionalista e colaboração da Igreja Católica. Mas segundo eles, uma das grandes preocupações de Plínio Salgado teria sido discutir a base cientificista dos Séc.XIX e XX do ponto de vista espiritualista. Assim sendo, Chefe Nacional teria iniciado um novo paradigma que pretendia fundir Ciência e Fé numa mesma visão Integral do Homem. Ainda, como coloca Cássio, a questão científica não teria sido bem explorada na época, pois faltava ao Chefe Nacional os conhecimentos em Física ou Matemática, embora conhecesse os trabalhos de Newton e Einstein, a Filosofia Analítica, a Mecânica Quântica, a Biologia Molecular, a Teoria Quântica da Matéria etc. Os novos integralistas absorvem as memórias das obras e do contato com os integralistas de gerações anteriores e apresentam o novo trunfo: a internet.

VOCÊ QUER SABER MAIS?

http://www.integralismo.org.br/novo/?cont=175&vis=


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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.