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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Os brancos que se entendam.

Essa expressão nasceu de uma pendenga ocorrida no comando militar do Rio de Janeiro do século 18 e remonta a uma das primeiras punições por racismo no Brasil. Segundo o folclorista Luiz da Câmara Cascudo, certo dia o capitão do Regimento dos Pardos do Rio de Janeiro, Manuel Dias de Resende, foi queixar-se a seu superior por ter sido desrespeitado por um soldado. Diante da reclamação, o major Melo, comandante do Regimento, nada fez a não ser desprezar: “Vocês são pardos, lá se entendam!”. “No século 18, era comum esse tipo de divisão racial entre os regimentos”, diz Célia Azevedo, historiadora da Unicamp.

Ofendido novamente, o capitão Manuel recorreu a dom Luís de Vasconcelos e Souza, vice-rei (governador) da província entre 1779 e 1790. O governador logo mandou prender o major que não levara a reclamação a sério. Sem entender por que estava sendo preso, o major Melo perguntou: “Preso, eu? E por quê?” A resposta foi na mesma medida: “Nós somos brancos, cá nos entendemos”. Com o passar dos anos, a frase tomou a forma atual.

Você quer saber mais?

http://historia.abril.com.br/fatos/brancos-se-entendam-433863.shtml

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.