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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Língua de 4000 anos volta a ser falada.

Tablete número 11 do Épico de Gilgamesh.

O som de uma das línguas da antiga Mesopotâmia pode ser ouvido pela primeira vez em 2000 anos. Estudiosos da Universidade de Cambridge disponibilizaram na internet gravações de leituras de poemas escritos em acadiano, idioma usado por habitantes da Babilônia e da Assíria mais de um milênio antes do início da era cristã e que, segundo estimativas, desde o ano 500 a.C. deixou de ser falado.

Os documentos transcritos pelos especialistas – em geral tabletes de barro com inscrições em escrita cuneiforme – vão de trechos do famoso Código de Hammurabi, um dos primeiros sistemas de leis do mundo, a hinos compostos pelo soberano Ammi-Ditana à deusa Ishtar, cultuada entre os antigos babilônios. Os textos foram encontrados ao longo de décadas em escavações no Iraque, na Síria, na Turquia e no Irã.

Os estudiosos conseguiram desvendar parte dos fonemas acadianos comparando as inscrições mesopotâmicas com alguns documentos escritos em idiomas mais familiares para os linguistas, como o grego, o aramaico ou o hebraico. As semelhanças entre certos símbolos e letras permitiram aos pesquisadores deduzir parcialmente como esses poemas eram lidos, mas não resolveram todos os problemas: vários dos textos selecionados possuem mais de uma versão, o que mostra que ainda há debates sobre como essa língua perdida era de fato falada pelos antigos.

O professor Martin Worthington, pesquisador da Universidade de Cambridge, da Escola de Estudos Africanos e Orientais de Londres e autor do livro Teach yourself complete Babylonian, ainda inédito no Brasil, afirmou que conforme o trabalho dos estudiosos for avançando, novas leituras serão colocadas no site. O endereço conta, por enquanto, com cerca de 30 leituras de poemas, todas feitas pelos próprios professores envolvidos no projeto.

Você quer saber mais?

http://www2.uol.com.br/historiaviva/

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.